(Nuno Trindade - fotógrafo)
Panteão Nacional - Igreja de S. Engrácia
A designação de Panteão Nacional em Portugal é partilhada por dois monumentos: a Igreja de Santa Engrácia e o Mosteiro de Santa Cruz. A Igreja de Santa Engrácia localiza-se na freguesia de São Vicente de Fora, em Lisboa, Portugal. Passou a ter a função de Panteão Nacional a partir de 1916. O estatuto de Panteão Nacional foi reconhecido ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra em Agosto de 2003. A antiga Igreja de Santa Engrácia, severamente danificada por um temporal em 1681, foi alvo de constantes modificações e alterações, de tal modo que hoje nada resta dela.
A primeira pedra do actual edifício, o primeiro em estilo barroco no país, foi lançada em 1682. As obras perduraram tanto tempo que deram azo à expressão popular "obras de Santa Engrácia" para designar algo que nunca mais acaba. A igreja só foi concluída em 1966, 284 anos após o seu início. O edifício é coroado por um zimbório gigante. O seu interior está pavimentado com mármore colorido. Entre as personagens ilustres que aí estão sepultadas, encontramos sobretudo presidentes da República e escritores. As excepções são designadamente a fadista Amália Rodrigues, cujos restos mortais foram transladados depois de se alterarem as disposições legais que apenas permitiam a trasladação para o Panteão Nacional quatro anos após a morte, e Humberto Delgado.
As personalidades sepultadas são:
- Almeida Garrett (1799 - 1854);
- Almeida Garrett (1799 - 1854);
- Amália Rodrigues (1920 - 1999);
- Aquilino Ribeiro, escritor (1885-1963);
- Guerra Junqueiro, escritor (1850-1923);
- Humberto Delgado, opositor ao Estado Novo (1906-1965);
- João de Deus de Nogueira Ramos, escritor (1830-1896);
- Manuel de Arriaga, presidente da República (1840-1917)
- Óscar Carmona, presidente da República (1869-1951);
- Sidónio Pais, presidente da República (1872-1918);
- Teófilo Braga, presidente da República (1843-1924);
Como Panteão nacional abriga os cenotáfios de heróis da História de Portugal, tais como D. Nuno Álvares Pereira, Infante D. Henrique, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque, Vasco da Gama e Luís Vaz de Camões.
Em 19 de Setembro de 2007 o escritor Aquilino Ribeiro foi a décima pessoa a ser sepultada no Panteão, apesar da contestação de alguns grupos que acusam o escritor de terrorista por alegado envolvimento no regicídio de 1908.
Wikipédia - (adaptado)

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