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sábado, 29 de dezembro de 2012

Portugal vs Espanha - a eterna "luta"...


Dois agricultores, um português (alentejano) e um espanhol (andaluz), conversam:
– Qual é o tamanho da sua herdade? – pergunta o espanhol.
Responde o português:
– Para os padrões portugueses, o meu monte tem um tamanho razoável. Trezentos hectares, e a sua propriedade?
Responde o espanhol:
– Olha, eu saio de casa de manhã, ligo o meu jipe e, ao meio-dia, ainda nem percorri metade.
– Olhe compadre, eu sei o que isso é! – diz o português sem se atrapalhar. Eu também já tive um jipe espanhol; são uma porcaria. Só dão chatices!!!

domingo, 28 de outubro de 2012

Problemas...


Durante a noite, ouviu-se uma coruja a piar.
O lobo Esfaimado dorme quando a coruja Sabichona está acordada e está acordado quando a Sabichona dorme. O Esfaimado dorme tanto numa semana quanto a Sabichona dorme num dia. De acordo com estas informações, quantas horas por dia dorme cada um desses animais?
Problema do mês de outubro, para os alunos do 5º ano, do Colégio Santa Maria.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O verbo falir e a "crise"...

E quando o leitor pensava que já tinha ouvido tudo acerca da crise, de repente fica a saber que, gramaticalmente, é muito difícil que Portugal vá à falência. E, enquanto for gramaticalmente impossível, eu acredito. Justifico esta ideia com a seguinte teoria fascinante: normalmente, considera-se que o verbo falir é defectivo. Significa isto que lhe faltam algumas pessoas, designadamente a primeira, a segunda e a terceira do singular, e a terceira do plural do presente do indicativo, e todas as do presente do conjuntivo. Não se diz "eu falo", "tu fales", nem "ele fale". Não se diz "eles falem". Todos os modos e tempos verbais do verbo falir se admitem, com excepção de quatro pessoas do presente do indicativo e todo o presente do conjuntivo. Em que medida é que isto são boas notícias? O facto de o verbo falir ser defectivo faz com que, no presente, nenhum português possa falir. Não é possível falir, presentemente, em Portugal. "Eu falo" é uma declaração ilegítima. Podemos aventar a hipótese de vir a falir, porque "eu falirei" é uma forma aceitável do verbo falir. E quem já tiver falido não tem salvação, porque também é perfeitamente legítimo afirmar: "eu fali". Mas ninguém pode dizer que, neste momento, "fale".
Acaba por ser justo que o verbo falir registe estas falências na conjugação. Justo e útil, sobretudo em tempos de crise. Basta que os portugueses vivam no presente - que, além do mais, é dos melhores tempos para se viver - para que não "falam" (outra conjugação impossível). Não deixa de ser misterioso que a língua portuguesa permita que, no passado, se possa ter falido, e até que se possa vir a falir, no futuro, ao mesmo tempo que inviabiliza que se "fala", no presente. Se eu nunca "falo", como posso ter falido? Se ninguém "fale", porquê antever que alguém falirá? Talvez a explicação esteja nos negócios de import/export. Nas outras línguas, é possível falir no presente, pelo que os portugueses que têm negócios com estrangeiros podem ver-se na iminência de falir. Mas basta que os portugueses não falem (do verbo falar, não do verbo falir) acerca de negócios com estrangeiros para que não "falam" (do verbo falir, não do verbo falar). Eu tenho esse cuidado, e por isso não falo (do verbo falir e do verbo falar).
Bem sei que o prof. Rodrigo Sá Nogueira, assim como outros linguistas, se opõe a que o verbo falir seja considerado defectivo. Mas essa é uma posição que tem de se considerar antipatriótica. É altura de a gramática se submeter à economia. Tudo o resto já se submeteu.
Ricardo Araújo Pereira, in Visão

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Italiano

A origem da língua italiana
A Europa era uma confusão de inúmeros dialectos derivados do latim que aos poucos, ao longo dos séculos, se transformaram em alguns idiomas distintos: francês, português, espanhol, italiano…
O que aconteceu em França, em Portugal e em Espanha foi uma evolução orgânica: o dialecto da cidade mais proeminente se tornou, aos poucos, na língua oficial de toda a região. (?!?)
Portanto, o que hoje chamamos de francês é na verdade uma versão do parisiense medieval. O português é na verdade o lisboeta. O espanhol é essencialmente o madrilenho. Essas são vitórias capitalistas; a cidade mais forte acabou determinando o idioma do país inteiro. (!!!)
Em Itália foi diferente. Uma diferença importante foi que, durante muito tempo, a Itália nem sequer era um país. Ela só se unificou bem tarde, em 1861 e, até então, era uma península de Cidades-Estado em guerra entre si, dominadas por orgulhosos príncipes locais ou por outras potências europeias. Partes da Itália pertenciam à França, partes à Espanha, partes à Igreja, e partes a quem quer que conseguisse conquistar a fortaleza ou o palácio local.
O povo italiano mostrava-se alternativa-mente humilhado e conformado com toda esta dominação. A maioria não gostava muito de ser colonizada pelos seus co-cidadãos europeus, mas sempre havia aqueles apáticos que diziam: "Franza o Spagna, purchè se magna" que significa: "França ou Espanha, contanto que se coma".
Toda esta divisão interna significa que a Itália nunca se unificou adequadamente, e o mesmo aconteceu com a língua italiana. Assim, não é de espantar que, durante séculos, os italianos tenham escrito e falado dialectos locais incompreensíveis para quem era de outra região.
Um cientista florentino mal conseguia  comunicar-se com um poeta siciliano ou com um comerciante veneziano (excepto em latim, que não era considerada a língua nacional).
No século XVI, alguns intelectuais italianos juntaram-se e decidiram que isso era um absurdo. A península italiana precisava de um idioma italiano, pelo menos na forma escrita, que fosse comum a todos. Então esse grupo de intelectuais fez uma coisa inédita na história da Europa; escolheu a dedo o mais bonito dos dialectos locais e o baptizou de italiano.
Para encontrar o dialecto mais bonito, eles precisaram recuar duzentos anos, até à Florença do século XIV e decidiram que a partir daquele momento aquela que seria considerada a língua italiana correcta seria a linguagem pessoal do grande poeta florentino Dante Alighieri.
Ao publicar a sua "Divina Comédia", em 1321, descrevendo detalhadamente uma jornada visionária pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, Dante tinha chocado o mundo letrado ao não escrever em latim, pois ele considerava o latim um idioma corrupto, elitista, e achava que o seu uso na prosa respeitável tinha prostituído a literatura, transformando a narrativa universal em algo que só podia ser comprado com dinheiro, por meio dos privilégios de uma educação aristocrática. Em vez disso, Dante foi buscar nas ruas o verdadeiro idioma florentino falado pelos moradores da cidade (o que incluía ilustres contemporâneos seus, como Boccaccio e Petrarca), e usou este idioma para contar a sua história.
Ele escreveu a sua obra-prima no que chamava de "dolce stil nuovo", o doce estilo novo do vernáculo, e moldou esse vernáculo ao mesmo tempo que escrevia, atribuindo-lhe uma personalidade de uma forma tão pessoal quanto Shakespeare um dia faria com o inglês elizabetano.
O facto de um grupo de intelectuais nacionalistas se reunir muito mais tarde e decidir que o italiano de Dante seria, a partir daquela data, a língua oficial da Itália seria mais ou menos como se um grupo de académicos de Oxford se tivesse reunido um dia no século XIX e decidido que daquele ponto em diante toda a gente em Inglaterra iria falar o puro idioma de Shakespeare.
E a manobra realmente funcionou.
O italiano que hoje se fala e utiliza, não é portanto o romano ou o veneziano (embora essas cidades fossem poderosas do ponto de vista militar e comercial), e nem sequer é inteiramente florentino. O idioma é fundamentalmente dantesco.
Nenhum outro idioma europeu tem uma linhagem tão artística. E, talvez, nenhum outro idioma jamais tenha sido tão perfeitamente ordenado para expressar os sentimentos humanos quanto este italiano florentino do século XIV, embelezado por um dos maiores poetas da civilização ocidental.
Dante escreveu a sua "Divina Comédia" em "terza rima", terça rima, uma cadeia de versos em que cada rima se repete três vezes a cada cinco linhas, o que dá a esse belo vernáculo florentino o que os estudiosos chamam de ritmo em cascata - ritmo esse que sobrevive até hoje no falar cadenciado e poético dos taxistas, funcionários públicos italianos e população em geral.
A última linha da "Divina Comédia", em que Dante se depara com a visão de Deus em pessoa, é um sentimento que ainda pode ser facilmente compreendido por quem conheça o chamado italiano moderno.
Dante escreve que Deus não é apenas uma imagem ofuscante de luz gloriosa, mas que Ele é, acima de tudo, "l'amor che move Il sole e l'altre stelle…" O amor que move o sol e as outras estrelas…

Nota: texto difundido informaticamente, de origem desconhecida e de veracidade duvidosa, porém interessante. (adaptado)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Frases célebres do dia-a-dia dos portugueses

10 frases que você usa e nem sonha quem as criou



Frases que você usa e nem sonha quem as criou

Chama-se slogan, assinatura, head-line… No fundo, frases fortes, normalmente ditadas pela publicidade (o humor também recorre a este estratagema) que ficam na cabeça de quem as ouve e rapidamente entram nas conversas de amigos, família, colegas …
Veja aqui algumas das mais conhecidas e fique a saber quem, quando e porquê foram criadas:

1 - "Primeiro estranha-se, depois entranha-se." foi criada por Fernando Pessoa (1888-1935) em 1927 para uma das primeiras campanhas publicitárias da Coca-Cola em Portugal.
2 - "Tou xim? É para mim." é a frase do protagonista, um pastor, da campanha criada para a Telecel, no início dos anos 90, cuja assinatura era "Telecel, onde você estiver está lá", pela Young & Rubicam, com Edson Athayde.
3 - "Novidades, novidades só no Continente" surge na década de 90 pela mão de Pedro Bidarra, no tempo da TBWA, para o Continente.
4 - "Vamos nessa Vanessa?" foi criada no início de 2000 pela Grey/Home, para a Piaggio. Era criativo José Ricardo Cabaço.
5 - "Quem quer dinheiro vai ao Totta" foi criado em 2006 pelo Banco Santander Totta para o lançamento do crédito pessoal com taxa a partir de 5%.
6 - "Se eu não cuidar de mim, quem cuidará?" serviu para lançar, em 1993, o leite Matinal, pela Lactogal.
7 - "Podia viver sem ela, mas não era a mesma coisa." foi criada, em 2009, pela a BBDO, de Pedro Bidarra, para a operadora Zon.
8 - "Há mar e mar, há ir e voltar" foi criada pelo poeta surrealista e publicitário Alexandre O'Neil (1924-1986) para a prevenção de afogamentos nas praias portuguesas nos anos 80.
in,  Diário de Notícias, 24/02/2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

@ - arroba

O que significa @ no e-mail?
Durante a Idade Média os livros eram escritos pelos copistas, à mão. Precursores dos taquígrafos, os copistas simplificavam o seu trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais  rápido (tempo era o que não faltava, naquela época!). O motivo era de ordem económica: tinta e papel eram valiosíssimos.
Assim, surgiu o til (~), para substituir o m ou n que nasalizava a vogal anterior. Se repararmos bem, veremos que o til é um enezinho sobre a letra. O nome espanhol Francisco, também grafado Phrancisco, foi abreviado para Phco e Pco, o que explica, em Espanhol, o diminuitivo Paco. Ao citarem os santos, os copistas identificavam-nos por algum detalhe significativo de suas vidas. O nome de São José, por exemplo, aparecia seguido de Jesus Christi Pater Putativus, ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde, os copistas passaram a adoptar a abreviatura JHS PP, e depois simplesmente PP. A pronúncia destas letras em sequência explica por que José, em Espanhol, tem o diminuitivo de Pepe. Já para substituir a palavra latina et (e), eles criaram um símbolo que resulta do entrelaçamento dessas duas letras: o & popularmente conhecido como e comercial, em Português, e, ampersand, em Inglês, junção de and (e, em Inglês), per se (por si, em Latim) e and. E foi com esse mesmo recurso de entrelaçamento de letras que os copistas criaram o símbolo @, para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de casa de.
Foram-se os copistas, veio a imprensa - mas os símbolos @ e & continuaram firmes nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço. Por exemplo: o registo contabilístico significava 10 unidades ao preço de 3 libras cada uma. Nessa época, o símbolo @ significava, em Inglês, at (a ou em). No século XIX, na Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar as práticas comerciais e contabilísticas dos ingleses. E, como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses davam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo devia ser uma unidade de peso. Para isso contribuíram duas coincidências:
- a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cuja inicial lembra a forma do símbolo;
- os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Por isso, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registo; assim, dez arrobas custando 3 libras cada uma. Então, o símbolo @ passou a ser por eles usado para designar a arroba.
O termo arroba vem da palavra árabe ar-ruba, que significa a quarta parte: uma arroba (15 kg, em números redondos) correspondia a 1/4 de outra medida de origem árabe, o quintar, que originou o vocábulo português quintal, medida de peso que equivale a 58,75 kg. As máquinas de escrever, que começaram a ser comercializadas na sua forma definitiva há dois séculos, mais precisamente em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais datilografados), trouxeram no seu teclado o símbolo @, mantido no do seu sucessor - o computador.
Então, em 1972, ao criar o programa de correio eletrônico (o "e-mail"), RoyTomlinson usou o símbolo @ (at), disponível no teclado dessa máquina, entre o nome do usuário e o nome do provedor. E foi assim que ficou significando Fulano no provedor X. Na maioria dos idiomas, o símbolo @ recebeu o nome de alguma coisa parecida com sua forma: em Italiano, chiocciola (caracol); em Sueco, snabel (tromba de elefante); em Holandês, apestaart (rabo de macaco). Em alguns, tem o nome de certo doce de forma circular: shtrudel, em iídisch; strudel, em alemão; pretzel, em vários outros idiomas europeus. No nosso, manteve a sua denominação original: arroba.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Qual o café mais forte? O curto ou o cheio?


Quantos debates já houve à volta da questão: qual o café mais forte? O curto ou o cheio? Aqui está a resposta, dada pela "Delta Cafés":

Bica "curta":
Volume total - ± 25 cc
Conteúdo de cafeína 87,0 mg
Bica "normal":
Volume total - ± 35 cc
Conteúdo de cafeína 94,5 mg
Bica "cheia":
Volume total - ± 45 cc
Conteúdo de cafeína 98,1 mg

Sendo assim, podemos concluir que um café expresso (vulgar "bica"), resulta da pressão a que a água atravessa as partículas de café moído e da consequente emulsão que essa pressão origina, das substâncias gordas do café - os óleos aromáticos e os colóides - o que caracteriza e distingue esta bebida das restantes pela sua densidade, creme, corpo e sabor persistente na boca.
Reconhece-se um bom expresso pela cor e textura do creme à superfície, o qual deverá ser levemente acastanhado (cor avelã) e com ligeiras nuances mais escuras no centro e sem "bolhas". A sua espessura deverá ser de 3 a 4mm, conseguindo-se analisar essa espessura se ao deitarmos açúcar na bebida, o creme consegue sustentar durante poucos segundos essa quantidade de açúcar, indo-se depositar no fundo da chávena de forma gradual.
DELTA CAFÉS

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dia da candelária - 2 de fevereiro

Dia da Candelária - 2 de fevereiro

Vem aí chuva?!?
A igreja católica comemora hoje o dia de Nossa Senhora da Luz ou das Candeias.
"Na cultura popular, talvez proveniente dos rituais celtas, hoje é o 'dia da Candelária', muito utilizado para a predição do tempo. Assim, hoje, 'se se rir (fizer sol), está para vir o inverno' e 'se chorar (chover), está o inverno fora'."

sábado, 10 de dezembro de 2011

Lições da vida

Lição Nº. 1 - Gestão do Conhecimento
Um homem entra na casa de banho enquanto a sua mulher acaba de sair dele e se enxuga. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender, a mulher desiste, enrola-se na toalha e desce as escadas. Quando abre a porta, vê o vizinho Bob na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Bob diz:
- Dou-lhe 800 € se deixar cair essa toalha.
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Bob, então, entrega-lhe os 800 € prometidos e vai-se embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher enrola-se novamente na toalha e volta para o quarto. Quando entra no quarto, o marido grita do chuveiro: 
- Quem era? 
- Era o Bob, o vizinho da casa ao lado - diz ela. 
- Óptimo! Deu-te os 800 € que me estava a dever? 
Moral da história: Se compartilhares informações a tempo podes evitar exposições desnecessárias!!!

Lição Nº. 2 - Chefia e Liderança
Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um génio. O génio diz:
- Só posso conceder três desejos, por isso, concederei um a cada um de vós.
- Eu primeiro, eu primeiro - grita um dos funcionários - Queria estar nas Bahamas a pilotar um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida! Puf! E lá se foi.
O outro funcionário apressa-se a fazer o seu pedido:
- Quero estar no Havaí com o amor da minha vida e um provimento interminável de pinas coladas! Puf e lá se foi.
- Agora você - diz o génio para o gerente. - Quero que aqueles dois voltem ao escritório logo depois do almoço - diz o gerente.
Moral da História: Deixa sempre o teu chefe falar primeiro.

Lição Nº. 3 - Zona de Conforto
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
- Posso sentar-me como tu e não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
- Claro, por que não?
O coelho senta-se no chão, debaixo da árvore e relaxa. De repente, uma raposa aparece e come o coelho.
Moral da História: Para ficares sentado sem fazeres nada deves estar sentado bem no alto.

Lição Nº. 4 - Motivação
Em África, todas as manhãs, uma gazela ao acordar, sabe que deve conseguir correr mais do que o leão se se quiser manter viva. Todas as manhãs, o leão acorda e sabe que deverá correr mais do que a gazela se não quiser morrer de fome.
Moral da História: Pouco importa se és gazela ou leão, quando o sol nascer deves começar a correr.

Lição Nº. 5 - Criatividade
Um fazendeiro resolve colher alguns frutos da sua propriedade. Pega num balde vazio e segue para o pomar. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram as suas terras. Ao aproximar-se lentamente, observa várias raparigas nuas banhando-se na lagoa. Quando elas se apercebem da sua presença, nadam até à parte mais profunda da lagoa e gritam: - Nós não vamos sair daqui enquanto não se for embora.
O fazendeiro responde:
- Não vim aqui para vos espreitar, só vim dar de comer aos jacarés!
Moral da História: É a criatividade que faz a diferença na hora de atingirmos os nossos objectivos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CHÁ da MEIA-NOITE!!!


A palavra Chá em Português é parecida com a palavra original em Chinês, mas completamente diferente de outras linguas europeias. Em Russo a palavra é Chai e noutros países do leste da Europa a palavra é parecida com o nosso Chá.
Em Francês, Inglês Alemão, Holandês, Italiano e até Espanhol a palavra usada para esta planta ou bebida é mais parecida com a letra T nessas línguas, como Té, Tea, Tee, Thee,  Te, Té, etc.
Porquê? Aparentemente uma parte do Chá que chegava a Portugal era separado para Transporte (ou Transbordo?) para os outros países e os sacos eram marcados com a letra T de Transporte. Os outros países recebiam sacos de T. Daí as palavras respectivas, nesses países. Imagina-se que os países do leste recebiam o Chá directamente da Rota da Seda...

Agora vamos à palavra noite!
Vejamos a coincidência?
Em muitos idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra N + o número 8 na respectiva língua.
A letra N é o símbolo matemático de um conjunto infinito (o dos números Naturais) e o 8 deitado também simboliza infinito, ou seja, noite significa, em todas as línguas, a união do infinito!!!
Português: noite = n + oito(e)
Inglês: night = n + (e)ight
Alemão: nacht = n + acht
Espanhol: noche = n + ocho(e)
Francês: nuit = n +( h)uit
Italiano: notte = n + otto(e)
Interessante, não?!?
BOA NOITE!!!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

COLESTEROL!!!

Chegou o fim do colesterol
Se tiver de fazer uma feijoada, siga este conselho:
coloque uma laranja inteira e não descascada (lavada, claro) na dita feijoada junto com as carnes, parece milagre, a gordura fica toda dentro da laranja, basta cortá-la para ter a confirmação. A laranja não modifica em nada o gosto da feijoada que fica super "light"!
Experimente com um pedaço de linguiça, ferva a água, fure a linguiça com um garfo, coloque a laranja na panela e depois a linguiça e comprove, em 5 minutos a gordura está toda dentro da laranja. Depois frite a linguiça e veja como está deliciosa e a panela sem gordura.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Gramática? / Literatura? - criatividade!!!


Redacção feita por uma aluna de da Faculdade de Letras - Universidade de Lisboa, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. 
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
 
Fernanda Braga da Cruz
("mail" vagueando pela "net")