quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ENIGMA



Enigma é um projecto musical elaborado por Michael Cretu, pela sua esposa Sandra Cretu, David Fairstein e Frank Peterson em 1990. Michael é o compositor e o produtor; Sandra fornece frequentemente o vocal em faixas do Enigma. O casal trabalhou também no projecto da carreira a solo de Sandra.
Seis álbuns com músicas inéditas, em estúdio, foram produzidos com o nome do projecto e várias outras compilações e remixes pela Virgin Records, Germany Data e Crocodile Music.
No começo de cada álbum Enigma, uma vinheta de boas vindas é ouvida. Sempre o mesmo som inconfundível de "The Voice of Enigma", apresentado de formas diferentes, em cada disco.
Muitas das suas canções são usadas em publicidade, filmes e até mesmo como ilustração de matérias jornalísticas em todo o mundo, é praticamente impossível que alguém nunca tenha ouvido ao menos um trecho de alguma das suas músicas.
Em 1993, Cretu recebeu a proposta de compor a banda sonora completa do filme "Sliver" (1993) mas, no momento, estava a desenvolver o segundo álbum de Enigma e estava impossibilitado de aceitar a oferta. Porém, entrega as canções Carly's Song e Carly's Loneliness, temas para a personagem Carly interpretada pela actriz Sharon Stone.
O projecto é também notável por apresentar para o grande público, o canto gregoriano, tornando-o uma grande sensação nos anos 90, para além de popularizar o uso da flauta de Shakuhachi.
Discografia:
O projecto estreou-se em 1990, tendo como último lançamento Seven Lives, Many Faces, em 2008.
Álbums:
1990 - MCMXC a.D. (Virgin)
1993 - The Cross of Changes (Virgin)
1997 - Le Roi Est Mort, Vive Le Roi!
1998 - Trilogy (3xCD)
2000 - The Screen Behind the Mirror
2001 - Love Sensuality Devotion: The Greatest Hits
2001 - Love Sensuality Devotion: The Remix Collection
2003 - Voyageur (Virgin Records)
2006 - A Posteriori (Virgin Records)
2008 - Seven Lives, Many Faces
2009 - The Platinum Collection
Singles:
1990 - Sadeness (Parte I) (Virgin)
1991 - Mea Culpa (Parte II) (Virgin Records)
1991 - Principles Of Lust (Virgin)
1991 - The Rivers Of Belief (Virgin Records)
1993 - Age of Loneliness e Carly´s Song (Virgin Records)
1993 - Return to Innocence (Virgin)
1994 - Age of Loneliness (Virgin Records)
1994 - The Eyes of Truth (Virgin Records)
1994 - Out from the Deep (Virgin Records)
1996 - Beyond the Invisible (Virgin)
1997 - T.N.T. for the Brain (Virgin Records)
1999 - Gravity of Love (Virgin Schallplatten GmbH)
2000 - Push the Limits (Virgin Records)
2001 - Turn Around (Virgin Schallplatten GmbH)
2003 - Voyageur (Virgin Records)
2003 - Following the Sun (Virgin/EMI)
2004 - Boum Boum (Virgin Schallplatten GmbH)
2005 - Hello and Welcome (Virgin Schallplatten GmbH)
2007 - Eppur si muove (Virgin Schallplatten GmbH)
2008 - La Puerta Del Cielo Seven Lives (Virgin Schallplatten GmbH)
2008 - The Same Parents(Virgin Schallplatten GmbH)

ADIEMUS



Adiemus é o nome de um projecto de música incidental pensado e realizado pelo compositor galês Karl Jenkins em 1994. O projecto em si nasceu quando a Delta Airlines European procurou Jenkins para compor um jingle destinado às campanhas da companhia, já que a companhia rival utilizou a música 'Storms in Africa' da cantora e compositora Enya.
O sucesso de Adiemus, semelhante a Enigma e Era, dá-se em particular pelo facto de que os temas orquestrados possuem poderosas composições baseadas na música folclórica dos países africanos, sem jamais ser repetitivo, folclórico  excessivamente ou exageradamente erudita.
Temas como "Cantilena", "Zaraband", "Tintinnabulum", "Cantus Insolitus", "In Caelum Fero", "Ein Wiener Walzer (A Viennese Waltz)" ou "Tango" conseguem relevar nuances musicais arrebatadoras, com uma sumptuosidade épica, que permitem à imaginação do ouvinte sonhar com as savanas douradas de África ou imaginar fabulosos e exóticos personagens como os de Henry R. Haagard.
Além de ser um projecto de música ambiental, Karl Jenkins, compositor, propõe uma estrutura musical, ainda que baseada na estrutura erudita, que apresenta evoluções harmónicas e melódicas interessantes e inovadoras. Vale ressaltar que, apesar de todas as canções serem cantadas, a parte lírica é totalmente destituída de significado que, segundo Jenkins, enaltece o teor sonoro da obra, evitando "distracções" da parte sonora. Os textos foram escritos de forma a que a voz soe como um instrumento a mais do conjunto.
O primeiro disco, "Songs of Sanctuary", conta com a participação de Miriam Stockley na parte vocal, com arranjos de percussão de Mike Ratledge. Karl Jenkins rege a London Philharmonic Orchestra. A língua usada no Adiemus foi inspirada no estudo da lingua dos "maoris" da Nova Zelândia e tem como objectivo gerar um sentimento bom. Adiemus é simplesmente uma Ópera viva e luxuriante.

Ariadiamus late ariadiamus da
ari a natus late adua
A-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te la-te-a

Ariadiamus late ariadiamus da
ari a natus late adua

A-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te la-te-a

A-na-ma-na coo-le ra-we
a-na-ma-na coo-le ra
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la...
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la........
ah-ya-doo-ah-eh
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la.....
a-ya-doo-ah-eh...
a-ya doo a-ye
a-ya doo a-ye
****
A-na-ma-na coo-le ra-we
a-na-ma-na coo-le ra
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la...
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la........
ah-ya-doo-ah-eh
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la.....
a-ya-doo-ah-eh...
a-ya doo a-ye
a-ya doo a-ye

---
a-ri-a-di-a-mus la-te
a-ri-a-di-a-mus da
a-i-a na-tus la-te a-du-a.

A-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te
a-ra-va-re tu-e va-te la-te-a.

A-na-ma-na coo-le ra-we
a-na-ma-na coo-le ra
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la...
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la........
ah-ya-doo-ah-eh
a-na-ma-na coo-le ra-we a-ka-la.....
a-ya-doo-ah-eh...
a-ya doo a-ye
a-ya doo a-ye

ya-ka-ma ya-ma-ya-ka-ya me-ma
a-ya-coo-ah-eh mena
ya-ka-ma ya-ma-ya-ka-ya me-ma
a-ya-coo-ah-eh mena
ya----ka--ma me--ah
a-ya-coo-ah-eh mena
ya----ka--ma me--ah

Discografia:
Adiemus: Songs of Sanctuary (1994)
Adiemus II: Cantata Mundi (1997)
Adiemus III: Dances of Time (1999)
The Journey: The Best of Adiemus (2000)
Adiemus IV: The Eternal Knot (2001)
Adiemus Live (2002)
Adiemus V: Vocalise (2003)

ALGARVE

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Fernando Pessoa

"Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.
"Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha."
(Fernando Pessoa, Livro do desassossego [Companhia das Letras, 1999, 536 págs.])

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
 
01.04.1931
Publicado in Presença, n.º 36, Novembro de 1932.
Fernando Pessoa, Obra Poética e em Prosa, ed. António Quadros. Porto, Lello & Irmão, 1986

Viajar

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!

Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.

EXEMPLO

Não digas: sou demasiado pobre!
Dá o que tens.
Não digas: sou demasiado fraco!
Lança-te para diante.
Não digas: sou demasiado ignorante!
Diz o que sabes.
Não digas: sou demasiado velho!
Dá as tuas forças e a tua experiência.
Não digas: isso matar-me-ia!
Se morreres, reviverás e farás viver.
Se o fardo te é pesado, pensa nos outros.
Se atrasas o passo, eles param.
Se te sentas, eles deitam-se.
Se te deitas, eles adormecem.
Se fraquejas, eles fogem.
Se duvidas, eles desesperam.
Se hesitas, eles recuam.
Mas se andas, eles correm.
Se corres, eles voam.
Se lhes estendes a mão,
Eles sustentam-te e ajudam-te.
Reza por eles e serás exaltado.
Arrisca a tua vida e viverás.
Prosper Monier

YIN - YANG

Princípios complementares:
Segundo este princípio, duas forças complementares compõem tudo que existe, e do equilíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação. Essas forças são:


Yin: o princípio passivo, nocturno, escuro, frio, feminino.
Yang: o princípio activo, diurno, luminoso, quente, masculino.
Também é identificado como o tigre e o dragão representando os opostos.

Essas qualidades acima atribuídas a cada uma das dualidade são, não definições, mas analogias que exemplificam a expressão de cada um deles no mundo fenoménico. Os princípios em si mesmos estão implícitos em toda e qualquer manifestação.
Os exemplos acima não incluem qualquer juízo de valor, e não há qualquer hierarquia entre os dois princípios. Assim, referir-se a Yang como positivo apenas indica que ele é positivo quando comparado com Yin, que será negativo. Esta analogia é como a carga eléctrica atribuída a protons e electrons: os opostos complementam-se, positivo não é bom ou mau, é apenas o oposto complementar de negativo.
O diagrama do Taiji simboliza o equilíbrio das forças da natureza, da mente e do físico. Yang (branco) e Yin (preto) integrados num movimento contínuo de geração mútua representam a interacção destas forças.
A realidade observada é fluida e em constante mutação, na perspectiva da filosofia chinesa tradicional. Portanto, tudo o que existe contém tanto o princípio Yin quanto o Yang. O símbolo Taiji expressa esse conceito: o Yin dá origem ao Yang e o Yang dá origem ao Yin.
Desde os primeiros tempos, os dois pólos arquetípicos da natureza foram representados não apenas pelo claro e pelo escuro, mas, igualmente pelo masculino e pelo feminino, pelo inflexível e pelo dócil, pelo acima e pelo abaixo.
O Yang, o poder criador era associado ao céu e ao Sol, enquanto o Yin corresponde à terra, ao receptivo, feminino e à Lua. O céu está acima e esta cheio de movimento. A terra - na antiga concepção geocêntrica - está em baixo e em repouso. Dessa forma, yin passou a simbolizar o repouso e yang, o movimento. No reino do pensamento, yin é a mente intuitiva, feminina e complexa, ao passo que yang é o intelecto masculino, racional e claro. Yin é a tranquilidade contemplativa do sábio, yang a vigorosa acção criativa do rei.
O Hotu representa a geração do Tai Chi a partir do vazio. Esse diagrama apresenta uma disposição simetrica do yin sombrio e do yang claro . A simetria, contudo não é estática. É uma simetria rotacional que sugere, de forma eloquente, um continuo movimento cíclico. Os dois pontos do diagrama simbolizam a ideia de que toda vez que cada uma das forças atinge o seu ponto extremo, manifesta dentro de si a semente do seu oposto.

Centenário da República


A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que, no dia 5 de Outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.
A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, a república apresentava-se como a única capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.
Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de Outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira República. Entre outras mudanças, com a implantação da república, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional e a bandeira.
A bandeira:
Bandeira da República Portuguesa.
Em relação à bandeira, existiam duas tendências: uma de manter as cores azul e branca, tradicional das bandeiras portuguesas, e outra de usar cores "mais republicanas": verde e vermelho. A proposta da comissão sofreu várias alterações, sendo o desenho final rectangular, com os dois quintos próximos da haste com a cor verde e os três quintos, do lado do batente, com a cor vermelha. A cor verde foi escolhida por ser a "cor da esperança", enquanto o vermelho é uma cor "combativa, quente, viril, por excelência". Na união das duas cores, o escudo das armas nacionais orlado a branco, sobre a esfera armilar manuelina. O projecto da bandeira foi aprovado pelo Governo Provisório por um voto a 29 de Novembro de 1910. No dia 1 de dezembro foi celebrada a Festa da Bandeira, frente à Câmara Municipal de Lisboa. A Assembleia Nacional Constituinte promulgou a escolha da bandeira em 19 de Junho de 1911
O hino nacional:
A Portuguesa foi composta em 1890, com música de Alfredo Keil e letra de Henrique Lopes de Mendonça, em reação ao Ultimatum inglês. Foi utilizada também pelos revolucionários de 31 de Janeiro de 1891, razão pela qual o regime monárquico a proibiu. A Assembleia Nacional Constituinte proclamou-a como hino nacional em 19 de Junho de 1911, embora só em 4 de Setembro de 1957 tenha sido aprovada uma versão oficial que é hoje tocada em cerimónias nacionais civis ou militares e aquando da visita de chefes de estado estrangeiros, após ser ouvido o hino da nação representada.

Data: 1890 (com alterações de 1957)
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil

I

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

II

Desfralda a invicta bandeira
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

III

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Ás armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

O busto:
O busto oficial da República foi escolhido num concurso nacional promovido pela Câmara Municipal de Lisboa em 1911, do qual participaram nove escultores. É da autoria de Francisco dos Santose está actualmente exposto na Câmara Municipal, estando o gesso original no Centro Cultural Casapiano, uma vez que Francisco dos Santos fora aluno da Casa Pia de Lisboa. Existe no entanto, outro busto que foi adoptado como o rosto da República, da autoria de José Simões de Almeida e criado em 1908. O seu original encontra-se na Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos. A modelo para este busto foi Ilda Pulga, uma jovem trabalhadora do comércio do Chiado. Segundo o jornalista António Valdemar, que quando se tornou presidente da Academia Nacional de Belas-Artes mandou o escultor João Duarte restaurar o busto original que se encontrava numa arrecadação da instituição:
"O Simões achou piada à cara da rapariga e convidou-a para ser modelo. A mãe disse que autorizava mas com duas condições: que ela própria estivesse presente nas sessões e que a filha não se despisse."
O busto mostra a República com um barrete frígio, influência da Revolução Francesa. O busto de Simões foi logo adoptado pela Maçonaria, foi usado nos funerais de Miguel Bombarda e de Cândido dos Reis, mas aquando do concurso oficial, apesar de ser bastante popular, ficou em segundo lugar relativamente ao busto de Francisco dos Santos.


in, Wikipédia (adaptado)

Presidentes da República Portuguesa

I  República

A República Velha:
1º - Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrilongue, Partido Republicano Português (depois Partido Democrático), de 24 de Agosto de 1911 a 26 de Maio de 1915 (primeiro presidente constitucionalmente eleito ao abrigo da Constituição de 1911; demitiu-se do cargo);
2º - Joaquim Teófilo Fernandes Braga, Partido Democrático, de 29 de Maio de 1915 a 5 de Agosto de 1915 (presidente substituto, designado para terminar o mandato de Arriaga);
3º -  Bernardino Luís Machado Guimarães, Partido Democrático, de 6 de Agosto de 1915 a 5 de Dezembro de 1917 (1.ª vez - mandato interrompido por golpe de Estado);
A República Nova
4º - Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais, Partido Nacional Republicano («Partido Sidonista»), de 28 de Abril de 1918 a 14 de Dezembro de 1918 (militar, revoltoso, presidente da Junta Revolucionária; único presidente eleito por sufrágio directo na I República; morreu assassinado no exercício do cargo – Conselho de Ministros chefiado por Canto e Castro – 14 de Dezembro de 1918 - 16 de Dezembro de 1918 assume interinamente a chefia do Estado Português);
A Nova República Velha (restauração da República Velha)
5º - João do Canto e Castro Silva Antunes Júnior, Partido Nacional Republicano («Partido Sidonista»), de 16 de Dezembro de 1918 a 5 de Outubro de 1919 (presidente substituto, destinado a terminar o mandato presidencial iniciado em 1915);
6º - António José de Almeida, Partido Republicano Evolucionista  (depois Partido Liberal Republicano), de 5 de Outubro de 1919 a 5 de Outubro de 1923 (único presidente da I República a cumprir integralmente o mandato);
7º -  Manuel Teixeira Gomes, Partido Democrático, de 6 de Outubro de 1923 a 11 de Dezembro de 1925 (o presidente-escritor; resignou ao mandato);
8º -  Bernardino Luís Machado Guimarães, Partido Democrático, de 11 de Dezembro de 1925 a 31 de Maio de 1926 (2.ª vez; mandato interrompido por golpe de Estado);

II República: Ditadura Militar (1926-1933) e o Estado Novo (1933-1974)
A Ditadura Militar:
9º - José Mendes Cabeçadas Júnior, não filiado em nenhum partido político, de 31 de Maio de 1926 a 17 de Junho de 1926 (militar, revoltoso; derrubado por um contra-golpe de Estado);
10º - Manuel de Oliveira Gomes da Costa, não filiado em nenhum partido político, de 17 de Junho de 1926 a 9 de Julho de 1926 (militar, revoltoso; derrubado por um contra-golpe de Estado);

Estado Novo
11º - António Óscar de Fragoso Carmona, não filiado em nenhum partido político, (a partir de 1932, União Nacional), de 16 de Novembro de 1926 a 18 de Abril de 1951, (militar, revoltoso; primeiro presidente constitucionalmente eleito ao abrigo  da Constituição de 1933; morreu durante o exercício do seu quinto mandato presidencial – António de Oliveira Salazar, União Nacional de 18 de Abril de 1951 a 21 de Julho de 1951, interino, desde a morte de Carmona até à eleição de Craveiro Lopes);
12º - Francisco Higino Craveiro Lopes, União Nacional, de 21 de Julho de 1951 a 9 de Agosto de 1958 (não teve o apoio da UN para o exercício de um segundo mandato);
13º - Américo de Deus Rodrigues Tomás, União Nacional (a partir de 1968, Acção Nacional Popular), de
9 de Agosto de 1958 a 25 de Abril de 1974 (último presidente do Estado Novo; derrubado pelo golpe de Estado de 25 de Abril de 1974 (o seu terceiro mandato terminaria em Julho de 1979);

III República (1974-presente)

– Junta de Salvação Nacional, de 25 de Abril de 1974 a 15 de Maio de 1974 (junta militar interina, acumulando os poderes presidenciais e ministeriais após a Revolução dos Cravos);
14º - António Sebastião Ribeiro de Spínola, não filiado em nenhum partido político, de 15 de Maio de 1974 a 30 de Setembro de 1974  (militar, presidente da Junta de Salvação Nacional, depois nomeado Presidente da República pelos seus pares; demitiu-se);
15º - Francisco da Costa Gomes, não filiado em nenhum partido político, de 30 de Setembro de 1974 a 13 de Julho de 1976 (militar; nomeado após a demissão do predecessor);
16º - António dos Santos Ramalho Eanes, não filiado em nenhum partido político quando eleito, depois Partido Renovador Democrático, de 14 de Julho de 1976 a 9 de Março de 1986 (militar, primeiro presidente constitucionalmente eleito ao abrigo da Constituição de 1976);
17º - Mário Alberto Nobre Lopes Soares, Partido Socialista (suspendeu a filiação partidária enquanto presidente), de 9 de Março de 1986 a 9 de Março de 1996 (primeiro presidente civil democraticamente eleito em mais de meio século);
18º - Jorge Fernando Branco de Sampaio, Partido Socialista, de 9 de Março de 1996 a 9 de Março de 2006;
19º - Aníbal António Cavaco Silva, Partido Social-Democrata (suspendeu a filiação partidária enquanto presidente), de 9 de Março de 2006 a ... (primeiro presidente da área ideológica do centro-direita eleito após o 25 de Abril).
Bandeira da Presidência da República

terça-feira, 21 de setembro de 2010

FADO



O Fado é o estilo musical português por excelência. Geralmente é cantado por uma só pessoa (fadista) e acompanhado por guitarra clássica (nos meios fadistas denominada viola) e guitarra portuguesa.
A palavra fado vem do latim fatum, ou seja, "destino", é a mesma palavra que deu origem às palavras fada, fadário.
Uma explicação popular para a origem do fado de Lisboa remete para os cânticos dos Mouros, que permaneceram no bairro da Mouraria, na cidade de Lisboa após a reconquista Cristã. A dolência e a melancolia, tão comuns no Fado, teriam sido herdadas daqueles cantos. No entanto, tal explicação é ingénua numa perspectiva etnomusicológica. Não existem registos do fado até ao início do século XIX, nem era conhecido no Algarve, último reduto dos árabes em Portugal, nem na Andaluzia onde os árabes permaneceram até aos finais do século XV.
Numa outra teoria, a origem do fado parece despontar da imensa popularidade nos séculos XVIII e XIX da Modinha, e da sua síntese popular com outros géneros afins, como o Lundu, no então rico caldo de culturas presentes em Lisboa, tendo como resultado a extraordinária canção urbana conhecida como "fado".

Fado do marinheiro

Perdido lá no mar alto
Um pobre navio andava;
Já sem bolacha e sem rumo
A fome a todos matava.

Deitaram a todos as sortes
A ver qual d'eles havia de
Ser pelos outros matado
P´ró jantar daquele dia

Caiu a sorte maldita
No melhor moço que havia;
Ai como o triste chorava
Rezando à Virgem Maria.

Mas de repente o gageiro,
Vendo terra pela prôa,
Grita alegre pela gávea:
Terras , terras de Lisboa.
Cancioneiro popular 

No entanto o fado só passou a ser conhecido depois de 1840, nas ruas de Lisboa. Nessa época só o fado do marinheiro era conhecido, e era, tal como as cantigas de levantar ferro, as cantigas das fainas ou a cantiga do degredado, cantado pelos marinheiros na proa do navio. O fado mais antigo é o fado do marinheiro, e é este fado que vai se tornar o modelo de todos os outros géneros de fado que mais tarde surgiriam, como o fado corrido que surgiu a seguir e depois deste o fado da cotovia. E com o fado surgiram os fadistas, com os seus modos característicos de se vestir, as suas atitudes não convencionais, desafiadoras por vezes da ética vigente, que se viam em frequentes contendas com grupos rivais. Um fadista, ou faia, de 1840 seria reconhecido pela sua maneira de trajar.
Na primeira metade do século XX, já em Portugal, o fado foi adquirindo grande riqueza melódica e complexidade rítmica, tornando-se mais literário e mais artístico. Os versos populares são substituídos por versos elaborados e começam a ouvir-se as décimas, as quintilhas, as sextilhas, os alexandrinos e os decassílabos.
Durante as décadas de 30 e 40, o cinema, o teatro e a rádio vão projectar esta canção para o grande público, tornando-a de alguma forma mais comercial. A figura do fadista nasce como artista. Esta foi a época de ouro do fado onde os tocadores, cantadores saem das vielas e recantos escondidos para brilharem nos palcos do teatro, nas luzes do cinema, para serem ouvidos na rádio ou em discos.
Surgem então as Casas de Fado e com elas o lançamento do artista de fado profissional. Para se poder cantar nestas Casas era necessário carteira profissional e um repertório visado pela Comissão de Censura, bem como, um estilo próprio e boa aparência. As casas proporcionavam também um ambiente de convívio e o aparecimento de letristas, compositores e intérpretes.
Já em meados do século XIX o fado iniciou sua conquista pelo mundo, tornando-se muito famoso também fora de Portugal.
Os artistas que cantam o fado trajavam de negro. É no silêncio da noite, com o mistério que a envolve, que se deve ouvir, com uma "alma que sabe escutar", esta canção, que nos fala de sentimentos profundos da alma portuguesa. É este o fado que faz chorar as guitarras…
O fadista canta o sofrimento, a saudade de tempos passados, a saudade de um amor perdido, a tragédia, a desgraça, a sina e o destino, a dor, o amor e o ciúme, a noite, as sombras, a cidade, as misérias da vida, a critica à sociedade…

O fado de Lisboa
Na segunda metade do século XIX, surge em Lisboa, embalado nas correntes do romantismo, uma melopeia que tanto exprimia a tristeza unânime de um povo e a desilusão deste para com o ambiente instável em que vivia, como abria faróis de esperança sobre o quotidiano das gentes mais desfavorecidas e, mais tarde, penetrava ainda nos salões da aristocracia, tornando-se rapidamente uma expressão musical nacional.
Porém, a sua origem histórica, sem grandes aprofundamentos, tem para uns autores filiação mourisca ou africana, e para outros surge como importação do Brasil, sob o espectro da tradição do lundum, que terá encontrado a expressão máxima com o acompanhamento da guitarra.
Segundo o músico Rui Vieira Nery, a história do fado tem início bem longe de Lisboa. Em 1808, com o exército francês, juntamente com os aliados espanhóis, já em território português, o rei D. João VI vê-se obrigado a partir com a sua família para o Brasil, sendo seguido prontamente pela corte. Começou por ser cantado nas tabernas e nos pátios dos bairros populares, como Alfama, Castelo, Mouraria, Bairro Alto, Madragoa, mas logo tomou importância nacional.
O fado era na altura considerado uma expressão artística herética. As suas origens boémias e ordinárias, baseadas nas tabernas e bordéis, nos ambientes de orgia e violência dos bairros mais pobres e violentos da capital, tornavam o fado condenável aos olhos da Igreja, que desde cedo tentou impedir a evolução de tal movimento.
Porém, é com a penetração da fidalguia nos bairros do castelo, com a presença constante dos cavalheiros e mesmo fidalgos titulares, que o fado se torna presença nos pianos dos salões aristocráticos. Tais nobres que se aventuravam naquele ambiente bairrista foram traduzindo as melodias da guitarra para as pautas das damas de sociedade, que até ali só investiam nas modinhas. Tal investidura levou a que o fado, ao passar da década de 1880, se tornasse assíduo dos salões.
As guerras civís da metade do século criaram um clima de insegurança que envolveu a vida parlamentar e política, despertando na voz popular a adesão maior ao fado e ao regozijo que este lhe trazia.
As tabernas, primordialmente, eram palco de encontros de fidalgos, artistas, trabalhadores da hortas, populares e estrangeiros, que se reuniam em noites de fado vadio, ou seja, o fado não profissional.
A primeira cantadeira de fado de que se tem conhecimento foi Maria Severa Onofriana. Cigana e prostituta, de família da mesma estirpe, cantava e tocava guitarra nas ruas da Mouraria, especialmente na Rua do Capelão. Era amante do Conde de Vimioso e o romance entre ambos é tema de vários fados.
Mas é com início do século XX que nasce Ercília Costa, uma fadista quase esquecida pelas vicissitudes do tempo, que foi a primeira fadista com projecção internacional e a primeira a galgar fronteiras de Portugal.
Os temas mais cantados no fado são a saudade, a nostalgia, o ciúme, as pequenas histórias do quotidiano dos bairros típicos e as lides de touros. Eram os temas permitidos pela ditadura de Salazar, que permitia também o fado trágico, de ciúme e paixão resolvidos de forma violenta, com sangue e arrependimento. Letras que falassem de problemas sociais, políticos ou quejandos eram reprimidas pela censura.
Deste fado "clássico" (também conhecido por fado castiço) são expoentes mais recentes Carlos Ramos, Alfredo Marceneiro, Maria Amélia Proença, Berta Cardoso, Maria Teresa de Noronha, Hermínia Silva, Fernando Farinha, Fernando Maurício, Lucília do Carmo, Manuel de Almeida, entre outros.
O fado moderno iniciou-se e teve o seu apogeu com Amália Rodrigues. Foi ela quem popularizou fados com letras de grandes poetas, como Luís de Camões, José Régio, Pedro Homem de Mello, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, José Carlos Ary dos Santos e outros, no que foi seguida por outros fadistas como João Ferreira-Rosa, Teresa Tarouca, Carlos do Carmo, Beatriz da Conceição, Maria da Fé. Também João Braga tem o seu nome na história da renovação do fado, pela qualidade dos poemas que canta dos autores já citados e de Fernando Pessoa, António Botto, Affonso Lopes Vieira, Sophia de Mello Breyner Andresen, Miguel Torga ou Manuel Alegre, e por ter sido o mentor de uma nova geração de fadistas. Acompanhando a preocupação com as letras, foram introduzidas novas formas de acompanhamento e músicas de grandes compositores. Com Amália é justo destacar Alain Oulman, que teve um papel determinante na modernização do suporte musical do fado, mas também Frederico de Freitas, Frederico Valério, José Fontes Rocha, Alberto Janes, Carlos Gonçalves.
O fado de Lisboa que é hoje conhecido mundialmente pode ser (e é muitas vezes) acompanhado por violino, violoncelo e até por orquestra, mas não dispensa a sonoridade da guitarra portuguesa, de que houve e ainda há excelentes executantes, como Armandinho, José Nunes, Jaime Santos, Raul Nery, José Fontes Rocha, Carlos Gonçalves, Pedro Caldeira Cabral, José Luís Nobre Costa, Ricardo Parreira, Paulo Parreira ou Ricardo Rocha. Também a viola é indispensável na música fadista e há nomes incontornáveis, como Alfredo Mendes, Martinho d'Assunção, Júlio Gomes, José Inácio, Francisco Perez Andión, o Paquito, Jaime Santos Jr., Carlos Manuel Proença. Obrigatório é mencionar um virtuoso da guitarra clássica que se especializou em viola de Fado, Artur Caldeira, e o expoente máximo da "escola antiga", o viola-baixo de Fado, Joel Pina, o "Professor".
Actualmente, muitos jovens – Raquel Tavares, Helder Moutinho, Maria Ana Bobone, Mariza, Yolanda Soares, Joana Amendoeira, Mafalda Arnauth, Miguel Capucho, Ana Sofia Varela, Marco Oliveira, Katia Guerreiro, Luísa Rocha, Camané, Aldina Duarte,Gonçalo Salgueiro, Diamantina, Ricardo Ribeiro, Cristina Branco – juntaram o seu nome aos dos consagrados ainda vivos e estão a dar um fôlego incrível a esta canção urbana.
O fado dito "típico" é hoje em dia cantado principalmente para turistas, nas "casas de fado" e com o acompanhamento tradicional. As melhores casas de fado encontram-se nos bairros típicos de Alfama, Mouraria, Bairro Alto e Madragoa. Mantêm as características dos primórdios: o cantar com tristeza e com sentimento mágoas passadas e presentes. Mas também pode contar uma história divertida com ironia ou proporcionar um despique entre dois cantadores, muitas vezes improvisando os versos – então, é a desgarrada.

 O fado de Coimbra
Muito ligado às tradições académicas da respectiva Universidade, o fado de Coimbra é exclusivamente cantado por homens e tanto os cantores como os músicos usam o traje académico: calças e batina pretas, cobertas por capa de fazenda de lã igualmente preta. Canta-se à noite, quase às escuras, em praças ou ruas da cidade. Os locais mais típicos são as escadarias do Mosteiro de Santa Cruz e da Sé Velha. Também é tradicional organizar serenatas, em que se canta junto à janela da casa da dama que se pretende conquistar.
O fado de Coimbra é acompanhado igualmente por uma guitarra portuguesa e uma guitarra clássica (também aqui chamada "viola"). No entanto, a afinação e a sonoridade da guitarra portuguesa são, em Coimbra, diferentes das do fado de Lisboa na medida em que as cordas são afinadas um tom abaixo, e a técnica de execução é diferente por forma a projectar o som do instrumento nos espaços exteriores, que são o palco privilegiado deste Fado. Também a guitarra clássica se deve afinar um tom abaixo. Esta afinação pretende transmitir à música uma sonoridade mais soturna, relativamente ao Fado de Lisboa.
Os temas mais glosados são os amores estudantis, o amor pela cidade, e outros temas relacionados com a condição humana. Dos cantores ditos "clássicos", destaque para Augusto Hilário, António Menano, Edmundo Bettencourt.
No entanto, nos anos 1950 do Século XX iniciou-se um movimento que levou os novos cantores de Coimbra a adoptar a balada e o folclore. Começaram igualmente a cantar grandes poetas, clássicos e contemporâneos, como forma de resistência à ditadura de Salazar. Neste movimento destacaram-se nomes como Adriano Correia de Oliveira e José Afonso (Zeca Afonso), que tiveram um papel preponderante na autêntica revolução operada desde então na Música Popular Portuguesa.
No que respeita à guitarra portuguesa, Artur Paredes revolucionou a afinação e a forma de acompanhamento do fado de Coimbra, associando o seu nome aos cantores mais progressistas e inovadores. (Artur Paredes foi pai de Carlos Paredes, que o seguiu e que ampliou de tal forma a versatilidade da guitarra portuguesa que a tornou um instrumento conhecido em todo o mundo.)
"Fado Hilário", "Do Choupal até à Lapa", "Balada da Despedida do 6º Ano Médico de 1958" ("Coimbra tem mais encanto, na hora da despedida", os primeiros versos, são mais conhecidos do que o título), "O meu menino é d’oiro", "Samaritana" – são alguns dos mais conhecidos fados de Coimbra.
Curiosamente, não é um fado de Coimbra, mas uma canção, o mais conhecido tema falando daquela cidade: "Coimbra", que teve um êxito assinalável em todo o mundo com títulos como "Avril au Portugal" ou "April in Portugal".

Categorias conhecidas:
Fado Alcântara;
Fado aristocrata - iniciado por Maria Teresa de Noronha, e continuado por membros da sua família;
Fado Bailado;
Fado Batê;
Fado-canção;
Fado Castiço ;
Fado tradicional dos bairros típicos de Lisboa;
Fado Corrido - caracterizado por ser um fado alegre, desgarrado e dançável;
Fado experimental - dentro do "fado do milénio", atinge o auge com Mariza, dentro do "Fado Em Concerto", atinge o auge com Yolanda Soares;
Fado Lopes;
Fado Marcha Alfredo Marceneiro - criado por Alfredo Marceneiro;
Fado da Meia-noite - criado por Felipe Pinto;
Fado Menor - caracterizado por ser um fado melancólico, triste e saudoso;
Fado Mouraria;
Fado Pintadinho;
Fado Tango - criado por Joaquim Campos;
Fado Tamanquinhas;
Fado Vadio - fado não-profissional;
Rapsódia de fados - justaposição ou mescla de melodias (fados) tradicionais ou populares.

Património imaterial da Humanidade
A Câmara Municipal de Lisboa aprovou no dia 12 de Maio de 2010 a candidatura do fado a património imaterial da UNESCO, que foi desenvolvida pela empresa municipal que gere os equipamentos e a animação cultural de Lisboa e foi apresentada junto da UNESCO em Agosto de 2010.
in, Wikipédia (adaptado)



FLAMENCO

O flamenco é um estilo musical e um tipo de dança fortemente influenciado pela cultura cigana, mas que tem raízes mais profundas na cultura musical mourisca, influência de árabes e judeus. A cultura do flamenco é associada principalmente à região Andaluzia, em Espanha, e tornou-se um dos ícones da música espanhola e até mesmo da cultura espanhola em geral.
A guitarra flamenca, e a muito parecida guitarra clássica, são descendentes do alaúde. Pensa-se que as primeiras guitarras terão aparecido em Espanha no século XV. A guitarra de flamenco tradicional é feita de madeira de cipreste e abeto, é mais leve e um pouco menor que a guitarra clássica, com o objectivo de produzir um som mais agudo.
Em 1922, um dos maiores escritores espanhóis, Federico García Lorca e o compositor de renome Manuel de Falla organizaram a "Fiesta del cante jondo", um festival de música folclórica dedicada ao "cante jondo". Fizeram-no a fim de estimular o interesse no flamenco que nessa altura estava fora de moda. Dois dos mais importantes poemas de Lorca, "Poema del cante jondo" e "Romancero gitano", mostram o fascínio que ele tinha pelo flamenco.
As categorias de flamenco subdividem-se em palos. Palos são estruturas rítmicas características do flamenco.

Eis alguns exemplos:
• Alegrias;
• Bulerias;
• Malagueña;
• Rondeñas;
• Rumbas;
• Sevillanas;
• Soleá;
• Tangos;
• Tarantas;
• Tientos.
Os autores mais conhecidos do flamenco na actualidade são:
Paco de Lucia → Guitarra flamenca Jondo, Clássica e Contemporânea.
Camarón de la Isla → Cante flamenco Jondo e Clássico.
Tomatito → Guitarra flamenca Jondo e Clássica.
Niña Pastori → Cante flamenco clássico.
José Mercé → Cante flamenco jondo.
Rocío Márquez → Cante flamenco.
in, Wikipédia (adaptado)



Estações do Ano

Inverno, Primavera, Verão e Outono

O Inverno cheio de frio
Com ciúmes do Verão,
O piso fica escorregadio
Crianças no meio do chão.

A Primavera logo a seguir
Toda bonita e florida,
Atira-se uma bola
A jarra fica partida.

O Verão cheio de sol
Sto. António, praia e mar,
Este é um lindo poema
Que tem de estar sempre a rimar.

O Outono cheio de folhas,
De muitas e variadas cores
Logo vem o S. Martinho,
As castanhas têm muitos sabores.

Rogério Maurício

O INVERNO
O INVERNO É A ESTAÇÃO MAIS FRIA DE TODAS. COMEÇA EM DEZEMBRO E SÓ TERMINA EM MARÇO. É A ESTAÇÃO DO VENTO, DAS CHUVAS, DA GEADA E ATÉ DA NEVE. É NESTA ESTAÇÃO DO ANO QUE SE FESTEJA O NATAL E SE ACENDEM AS LAREIRAS.

A PRIMAVERA
A PRIMAVERA É A ESTAÇÃO DO ANO EM QUE A NATUREZA RENASCE, VAI DE MARÇO A JUNHO. AS ÁRVORES ENCHEM-SE DE FOLHAS, AS AVES MIGRATÓRIAS VOLTAM E CONSIGO O SOL. OS DIAS FICAM MAIS LONGOS E USAMOS ROUPAS MAIS LEVES E FRESCAS.

O VERÃO
O VERÃO COMEÇA A 21 DE JUNHO E PROLONGA-SE ATÉ 20 DE SETEMBRO. É A ESTAÇÃO MAIS QUENTE DE TODAS. É NESTA ALTURA DO ANO QUE A MAIORIA DAS PESSOAS TÊM FÉRIAS E PROCURAM PRINCIPALMENTE AS PRAIAS. É TAMBÉM NESTA ESTAÇÃO QUE HÁ ROMARIAS EM QUASE TODAS AS TERRAS E CHEGAM MUITOS PORTUGUESES QUE ESTÃO A TRABALHAR EM OUTROS PAÍSES.

O OUTONO
O OUTONO COMEÇA A 21 DE SETEMBRO E TERMINA A 21 DE DEZEMBRO. É A ESTAÇÃO EM QUE AS FOLHAS DAS ÁRVORES COMEÇAM A CAIR. AS AULAS COMEÇAM E USAM-SE ROUPAS MAIS QUENTES. COMEÇAM AS PRIMEIRAS CHUVAS E OS DIAS FICAM MAIS PEQUENOS.