sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MOULIN ROUGE

Moulin Rouge  é um filme australiano e americano de 2001, do género romance musical, dirigido por Baz Luhrmann.
O enredo do filme é essencialmente inspirado em três óperas/operetas: La bohème de Giacomo Puccini, La traviata de Giuseppe Verdi, e Orphée aux enfers de Jacques Offenbach (esta inspirada no mito grego de Orfeu e Eurídice).
Sinopse:
A história  passa-se em 1899 e gira em torno de um jovem poeta, Christian, que desafia a autoridade do pai ao mudar-se para Montmartre, em Paris, considerado um lugar amoral, boémio e onde todos são viciados em absinto. Aí, ele é acolhido por Toulouse-Lautrec e os seus amigos, cujas vidas são centradas no Moulin Rouge, um salão de dança, um clube nocturno e um bordel (mas cheio de glamour) de sexo, drogas, eletricidade e - o que é ainda mais chocante - de "cancan". É então que Christian se apaixona pela mais bela cortesã do Moulin Rouge, Satine.
Elenco:
Ewan McGregor .... Christian
Nicole Kidman .... Satine
John Leguizamo .... Henri de Toulouse-Lautrec
Jim Broadbent .... Harold Zidler
Richard Roxburgh .... Duque de Monroth
Jacek Koman .... Argentino Narcoléptico
Kylie Minogue.... A Fada Verde
Caroline O'Connor.... Nini

ROXANNE




Moulin Rouge - "El Tango de Roxanne"
Album: Moulin Rouge

(spoken)We have a dance!
In the brothels of Buenos Aires
Tells the story
Of the prostitute
And the man
Who fell in love...
with her.

First there is desire
Then... passion!
Then... suspicion!
Jealosy! Anger! Betrayel!
Where love is for the highest bidder,
There can be no trust.
Without trust,.
There is no love!
Jealosy.
Yes, jealosy...
Will drive you... will drive you... will drive you... mad!

Roxanne
You don't have to put on that red light
Walk the streets for money
You don't care if it's wrong or if it is right

Roxanne
You don't have to wear that dress tonight
Roxanne
You don't have to sell your body to the night

His eyes upon your face
His hand upon your hand
His lips caress your skin
It's more than I can stand

(Roxanne)
Why does my heart cry?
(Roxanne)
Feelings I can't fight
You're free to leave me, but just don't decieve me
And please believe me when I say I love you

Yo que te quiero tanto, qué voy a hacer
Me dejaste, me dejaste
En un tango
El alma se me fue
Se me fue el corazon
Ya no tengo ganas de vivir
Porque no te puedo convencer
Que no te vendas Roxanne
(Roxanne)
Why does my heart cry?
(Roxanne)
Feelings I can't fight
(Roxanne)
You don't have to put on that red light
Roxanne
(Roxanne)
(Roxanne)

Uma canção extraordinária, um filme soberbo, onde o ciúme, a traição, a paixão, o amor e a sensibiidade se entrelaçam. Magnífico!!!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O FRASCO DE MAIONESE E CAFÉ

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o... despejou a maionese e encheu-o com bolas de golf.
A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim !".
De seguida o professor acrescentou 2 chávenas de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:
"QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA".
As bolas de golf são as coisas Importantes:
como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que se AMA DE VERDADE. São coisas, que mesmo que se perdêssemos todo o resto, as nossas vidas continuariam cheias.
As pedrinhas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais, as pequenas coisas.
Se puséssemos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf. O mesmo acontece com a vida. Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.
Prestem atenção às coisas que são cruciais para a vossa Felicidade:
Brinquem ensinando os seus filhos,
Arranjem tempo para ir ao medico,
Namorem e vão com a vossas/vossos namoradas(os)/mulheres/maridos jantar fora,
Dediquem algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos,
Pratiquem o vosso desporto ou hobbie favorito.
Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...
Ocupem-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na vossa vida.
Estabeleçam as vossas prioridades, o resto é só areia...
Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.
O professor sorriu e disse:
"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo. "

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O poder da água

Beba água com estômago vazio.

Hoje é muito popular, no Japão, beber água imediatamente ao acordar. Além disso, a evidência científica tem demonstrado estes valores. Para doenças antigas e modernas, este tratamento com água tem sido muito bem sucedido....
Para a sociedade médica japonesa, uma cura de até 100% para as seguintes doenças:
Dores de cabeça, dores no corpo, problemas cardíacos, artrite, taquicardia, epilepsia, excesso de gordura, bronquite, asma, tuberculose, meningite, problemas do aparelho urinário e doenças renais, vômitos, gastrite, diarreia, diabetes, hemorroidas, todas as doenças oculares, obstipação, útero, cancro e distúrbios menstruais, doenças de ouvido, nariz e garganta.
Método de tratamento:
1. De manhã e antes de escovar os dentes, beber 2 copos de água.
2. Escovar os dentes, mas não comer ou beber nada durante 15 minutos.
3. Após 15 minutos, pode-se comer e beber normalmente.
4. Depois do lanche, almoço e jantar não se deve comer ou beber nada durante 2 horas.
5. As pessoas idosas ou doentes que não podem beber 2 copos de água, no início podem começar por tomar um copo de água e aumentar gradualmente.
6. O método de tratamento cura os doentes e permite aos outros desfrutar de uma vida mais saudável.

A lista que se segue apresenta o número de dias de tratamento que requer a cura das principais doenças:
1. Pressão Alta - 30 dias
2. Gastrite - 10 dias
3. Diabetes - 30 dias
4. Obstipação - 10 dias
5. Cancro - 180 dias
6. Tuberculose - 90 dias
7. Os doentes com artrite devem continuar o tratamento por apenas 3 dias na primeira semana e, desde a segunda semana, diariamente.

Este método de tratamento não tem efeitos secundários. No entanto, no início do tratamento terá de urinar frequentemente.
É melhor continuarmos o tratamento mesmo depois da cura, porque este procedimento funciona como uma rotina nas nossas vidas.
Beber água é saudável e dá energia.
Isto faz sentido: o chinês e o japonês bebem líquido quente com as refeições, e não água fria.
Talvez tenha chegado o momento de mudar seus hábitos de água fria para água quente, enquanto se come. Nada a perder, tudo a ganhar!
Para quem gosta de beber água fria.
Beber um copo de água fria ou uma bebida fria após a refeição solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso retarda a digestão.
Uma vez que essa "mistura" reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida mais rapidamente do que o alimento sólido para o trato gastrointestinal. Isto retarda a digestão, fazendo acumular gordura em nosso organismo e danifica o intestino.
É melhor tomar água morna, ou se tiver dificuldade, pelo menos água natural.
Nota muito grave - perigoso para o coração:
As mulheres devem saber que nem todos os sintomas de ataques cardíacos vão ser uma dor no braço esquerdo.
Esteja atento para uma intensa dor na linha da mandíbula, pois pode-se nunca ter primeiro uma dor no peito durante um ataque cardíaco. Náuseas e suores intensos são sintomas muito comuns. 60% das pessoas têm ataques cardíacos enquanto dormem e não conseguem despertar. Uma dor no maxilar pode despertar de um sono profundo...
Sejamos cuidadosos e vigilantes.
Quanto mais se sabe, maior chance de sobrevivência...

domingo, 28 de novembro de 2010

União Europeia


A evolução da Europa: de Mercado Comum a Comunidade Económica Europeia e agora União Europeia. Curioso!!!
Engraçada e espantosa também a mudança de hábitos, costumes e atitudes...
Sinais dos tempos!!!

sábado, 27 de novembro de 2010

D. Pedro I - "O Milgre da Natividade Quebrada"

Em tempo de presépio chega-me sempre ao pensamento com especial ternura a linda Natividade em baixo-relevo e em calcário branco esculpido que se guarda e venera na Igreja de S. Leonardo, em Atouguia da Baleia. Viajando por aquelas bandas não deixe de a ir ver, leitor, pois, se for sensível, recordará sempre com agrado a magnífica serenidade que dela emana, a Virgem reclinada sobre um catre onde se encontra sentado o Menino Jesus que, incensado por dois anjos e no aconchego do bafo quente da vaca e do burro, vai receber de sua Mãe um livrinho e uma rosa, sob o olhar complacente da vigilante presença de S. José.
Será obra do primeiro terço do século XIV e até há pouco tempo ainda ocupava o seu lugar primitivo, como frontal do altar. Porém, obras recentes de restauro da igreja fizeram-no deslocar para outro local, talvez discutível, mas de melhor realce, e um louvável vidro espesso e inquebrável protege-o agora contra as indesejáveis mexidelas dos curiosos mais brutos.
Das nossas peças mais belas de escultura de época recuada desvirtua-a, porém, um pormenor de peso.
A razão dessa deficiência é o que vos propomos contar:
Reconhecidos os Templários a D. Dinis por ter contornado as exigências de Clemente V e João XXII de desfazer a Ordem, convertendo-a na de Cristo, à bula favorável de 1319 responderam-lhe os novos Cavaleiros com riquíssimos presentes, dos quais dois destinados especialmente à Rainha: o baixo-relevo da Natividade e a imagem de prata da Virgem (hoje no Museu Machado de Castro) que passou a acompanhar D. Isabel nas suas viagens a Compostela.
Mandou D. Isabel colocar o baixo-relevo em frontal de altar na Igreja de S. Leonardo de Touria (hoje Atouguia da Baleia), e era de sua dedicadíssima devoção quando, vinda de Lisboa a caminho de Leiria, ali pernoitava no castelo acabado de construir por seu marido e Rei. Em longa contemplação e infindas orações ficava prostrada a Rainha no sossego gélido da nave, agasalhando-se no seu hábito de peregrina de Santiago, tendo apenas por companhia o respeitoso silêncio das suas aias mais dedicadas, Teresa e Briolanja.
Foi naquela Igreja que invocou à Virgem, em desespero de mãe e esposa, uma paz duradoira que nascesse entre o ciumento e fogoso infante D. Afonso e o seu Senhor e Rei.
E a Virgem reclinada, sempre com o seu imperceptível sorriso de bondade, da pedra lhe ia satisfazendo os pedidos, premiando a virtuosa Senhora tão sua paladina, tão esmoler, Santa obreira dos restauros de Santa Clara e que tudo merecia pela fé que lhe votava.
Mas depois da definitiva paz entre pai e filho, garantida a sucessão pelo afastamneto das pretensões do bastardo Afonso Sanches, nem tudo foram rosas para D. Isabel. À morte de D. Dinis, em 1325, ia o seu neto príncipe Pedro com cinco anos, e o desgosto e a apreensão ensombravam a família real, pois o infante no esforço do nascimento, revelando já o vivíssimo carácter do pai e do signo do Carneiro, dos estridentes berros guinchados viera à luz com gravíssima quebradura. Em vão toda a medicina e curandorias da época lhe quiseram valer. À véspera de S. João lá se encontraram os três Joãos e as três Marias mais puras do reino, elas fiando cada uma o seu fuso numa só roca, o vime escachado por um dos rapazes, e o infante Pedro a ser passado pela abertura de um para outro dos Joãos restantes:
̶ Que fiais Marias?
̶ Linho asseado
para enligar o vime
do menino quebrado...
Ligado o vime e aperreado o infante pelo linho fiado, três meses depois soldou o vime mas não soldou a quebradura do futuro Rei.
Repetida foi a experiência com carvalho cerquinho, mas sem êxito. Também não passou a quebradura com os intestinos quentes de cão preto, com o unguento de solda nem ainda com o sangue de lagarto. Não resultou também o transporte da doença para a pedra, tentado por Frei Tarcísio, da Abadia de Alcobaça.
O menino continuava quebrado e a terrível faixa que lhe amenizava as dores e as cólicas não lhe permitia sequer subir à sela do seu lindo cavalo Sertório, presente de seu tio Fernando IV de Castela. Irascível, nunca o infante brincava ou sorria. Apertado pela dor da sua hérnia, aos mimos e desvelos das suas aias, quando a folga da faixa lho permitia respondia a pontapés, e os bruscos movimentos mais lhe aumentavam a dor. Aí babava-se de raiva e na impotência de dominar a sua dor cuspinhava a quem dele se aproximasse.
Era um martírio aturá-lo no Paço e todos, às escondidas da família real, lhe blasfemavam a sorte. E todos também, no íntimo, culpavam a avó, já com fama de Santa e incapaz de valer ao sofrimento do neto.
Ora, naquela véspera de Natal de 1325, ficara a corte instalada no Castelo de Touria, refazendo-se da fortíssima tempestade que atrasara a comitiva para o Natal a ser passado no Paço de Leiria.
E, assim, naquele ermo se preparavam todos para um Natal triste e pouco festivo, ainda enlutada a corte pela morte recente do seu Rei.
Afonso IV aceitou a contrariedade com benevolência, pois o filho inválido naquela terra sempre mostrara certo interesse pelas lutas dos touros com os mastins e algum entusiasmo pelos pavões que se criavam a uma légua, na cerca do Paço da Serra.
Mas sofrera muito o príncipe na viagem e vingara-se na irmã, a infanta D. Leonor, enchendo-lhe de nódoas negras de mordidelas os bracinhos rechonchudos. E nessa mesma manhã recusara o infante a cadeirinha que o levava ao touril.
Desde as primeiras horas da madrugada encontrava-se a Rainha-Mãe em S. Leonardo implorando mais uma vez à Virgem Reclinada do baixo-relevo de sua predilecta devoção o milagre para o seu neto. Estava completamente só, prostrada a meio da nave, em frente do altar, tendo dispensado daquela vigília de sacrifício as suas duas aias. E no íntimo monólogo com a Virgem lá ia implorando o milagre da cura do futuro Rei. Que a sacrificasse pelo neto, passando o mal para o seu corpo que tão pouco já tinha para viver.
̶ Senhora minha, valei, Senhora minha valei, às vossas mãos estou...
E de súbito, no silêncio gélido da nave que uma única lâmpada de azeite palidamente alumiava, um ruído seco, cavo e sacudido como a chicotada de um arco tenso que se dispara, estalou.
Dois segundos ainda ficou Santa Isabel inerte na posição da prece, mas bruscamente, consciente do insólito som, soergueu-se a velha Rainha em sobressalto.
E fascinada ficou por momentos ao ver o flagrante sinal que ali tão em evidência lhe mandava a Virgem. Uma quebradura, uma racha, fendia a escultura de cima a baixo, a passar pelas mãos da Virgem.
“Às Vossas mãos estou”... e a Virgem, de órbitas cegas, parecia sorrir-lhe agora, enquanto estendia ao seu menino a rosa que até à eternidade, na imobilidade da pedra, esperava em vão ser recebida por Jesus... Imobilidade da pedra que, no entanto, naquele tão simbólico sinal de uma rachadura inexplicável, noticiava com clareza o milagre concedido.
A quebradura passara à pedra...
Uma hora depois, ainda cavalgando a velha mula das suas peregrinações a S. Leonardo, teve a velha Rainha, ao chegar ao Paço, a confirmação do que intimamente já sabia.
E através das lágrimas que lhe alagavam os olhos viu a corte em grande euforia e alvoroço a apreciar um espectáculo:
E viu o neto, nu da cintura para baixo, liberto da tortura da faixa e são e escorreito como um bácoro rosado, correndo a bom correr e rindo, atrás de cinco pavões que lhe fugiam pelas arcadas do claustro...

Francisco Hipólito Raposo, UM CONTO POR UM REAL, Texto Editora
Publicado no jornal Expresso em 24/12/1982

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O'quEstrada

Oxalá te Veja

Tenho dores fechadas em caixinhas
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra os dias que passam, a meu lado

Tenho dores fechadas em caixinhas, contra aqui, contra ali, contra cá
Que me dizem, estou aqui, estamos lá
Ah diz-me la, diz me aqui
Oxalá, oxalá te veja a meu lado ao pé de mim

Tenho dores fechadas em caixinhas
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra os dias que passam, a meu lado
Tenho dores fechadas em caixinhas,
contra aqui, contra ali, contra cá
Mas que me dizem, estou aqui, estamos lá

Ah diz-me la, diz me aqui
Oxalá, oxalá te veja a meu lado ao pé de mim, ao pé de mim
Ah oxalá te veja ao meu lado
Oxalá te veja bem aqui
Ai oxalá te veja a meu lado
ao pé de mim, ao pé de mim.

Glória à Hermínia ao Marceneiro e tais fadistas
Glória à ginjinha ao medronho e à revista, Glória
à Hermínia, Glória à Hermínia ao Marceneiro e tais fadistas,
à ginjinha ao medronho e à revista

Contra mim, contra ti, contra lá
Contra aqui, contra ali, contra cá
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra mim, contra ti, contra lá


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ENSINO: a Escola que temos...

Eu, pecadora, me confesso - testemunho da jornalista Bárbara Wong
Pergunto-me muitas vezes como é que é possível um professor não ter o controlo da sala de aula. Como é que é possível? Se fosse eu... A minha experiência com crianças e na qualidade de "professora" é diminuta e feita em circunstâncias muito especiais, de maneira que me parece que se eu consigo, qualquer pessoa consegue! Muito enganada. Há dias lia sobre uma professora de uma determinada escola de Lisboa que desistiu de dar aulas quando um aluno se dirigiu a ela e espetou um murro com imensa força contra o quadro, mesmo ao lado da sua cabeça. Nem de propósito, nesse mesmo dia passei à porta dessa escola e vivi uma situação que me recordou a docente, a diferença é que os murros foram dados no meu carro e eu estava dentro dele. Os miúdos vinham descontraidamente no meio da estrada, com dois passeios vazios, de um lado e do outro e eles calmamente, vagarosamente, e eu, de frente para eles, cautelosa não fosse atropelar algum porque nenhum se desviava. Com o desafio nos olhos e a boca num meio sorriso lá vinham eles na minha direcção e eu já com o carro completamente parado, à espera que passassem de uma vez. Eram uma dezena, todos rapazes, alguns pequenotes, mas a maioria enormes. Eis que, quando passam começam a bater no "capot" e nos vidros, imediatamente apito-lhes e começo a andar, com cautela para não os atropelar, mas o meu cérebro envia-me mensagens diferentes: de um lado diz-me "calma, Bárbara, calma, eles são maiores do que tu mas são menores, não atropeles nenhum"; do outro a indignação verbalizada com uns "estúpidos, não têm educação, não merecem nada, não percebem nada, não se ajudam a si próprios e depois espantam-se quando tomamos a parte pelo todo e chamam-nos racistas e sentem-se vítimas da sociedade, idiotas", ok, mentalmente também os mandei para uns sítios impróprios. Mais à frente, um grupo de miúdas, com o mesmo desafio no rosto. Há uma que dança no meio da estrada, virada de costas para o carro, rodopiando e rindo, outra que espeta a perna em direcção ao veículo, desvio-me como posso, não lhes toco. "Anormais", murmuro entre dentes, com as janelas fechadas e um calor de morrer. E voltei a lembrar-me da professora daquela escola, dos professores que aturam estes miúdos diariamente. Dos que têm sorte ou jeito e conseguem estabelecer pontes com eles; dos que passam mais de metade da aula a tentar sentá-los e acalmá-los, dos que têm esperança de contribuir para a diferença, dos que já entregaram as armas e só querem que o dia acabe, dos que também se passam e agridem os alunos. Tento pôr-me no lugar destes professores, não consigo. Em muitos destes casos, os professores perderam, a escola perdeu, a sociedade perdeu. Os miúdos são os que mais perderam mas não sabem, nem querem saber. O que fazer com eles?

domingo, 21 de novembro de 2010

LEONARD COHEN



"Dance Me To The End Of Love"


Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

JOHN LENNON

IMAGINE

ELTON JOHN

NIKITA



Hey Nikita is it cold
In your little corner of the world
You could roll around the globe
And never find a warmer soul to know

Oh I saw you by the wall
Ten of your tin soldiers in a row
With eyes that looked like ice on fire
The human heart a captive in the snow

Oh Nikita You will never know anything about my home
I'll never know how good it feels to hold you
Nikita I need you so
Oh Nikita is the other side of any given line in time
Counting ten tin soldiers in a row
Oh no, Nikita you'll never know

Do you ever dream of me
Do you ever see the letters that I write
When you look up through the wire
Nikita do you count the stars at night

And if there comes a time
Guns and gates no longer hold you in
And if you're free to make a choice
Just look towards the west and find a friend