Reino de Portugal
Continente: Europa;
Capital: Lisboa (38° 42' N 09° 10' O) - durante a primeira dinastia, de 1139 a 1255, localizada em Coimbra;
Língua oficial: Português;
Governo: (Monarquia de 1139 a 1910 - República a partir de 5 de Outubro de 1910)
Monarcas: (• 1139-1185 Afonso I 1.º Monarca - • 1908-1910 Manuel II 34.º e último Monarca)
História: • 26 de Julho de 1139 - estabelecimento do reino de Portugal; • 5 de Outubro de 1910 - revolução de 5 de Outubro que implnatou o regime republicano.
Moeda: Dinheiro português (até 1433), Real Português (desde 1433 até 1910)
O Reino de Portugal localizava-se no oeste do Península Ibérica, Europa, e existiu de 1139 a 1910. Após a proclamação da república portuguesa em 5 de outubro de 1910, foi substituído pela Primeira República Portuguesa, dando os primeiros passos para a sua implantação desde o regicídio de 1908 e, definitivamente implantada, após a revolução de 5 de outubro de 1910.
Origens:
O Condado Portucalense (1093-1139) fazia parte do reino de Leão (910-1230), e tornou-se um reino em 26 de Julho de 1139 quando Afonso Henriques de Borgonha foi aclamado rei de Portugal.
Por oitocentos anos, reis comandaram Portugal e conquistaram diversos territórios em África, América e Ásia, formando um vasto império ultramarino. A classe dominante e abastada por todo este período, foi a nobreza portuguesa, que gozava de diversos privilégios.
Em 1908, o rei D. Carlos I de Bragança foi morto num regicídio, em Lisboa. A Monarquia Portuguesa durou até 5 de Outubro de 1910, quando através de uma revolução foi derrubada e proclamada a República Portuguesa. O derrube da monarquia em 1910 conduziu a dezesseis anos de luta para sustentar a democracia parlamentar no âmbito do republicanismo.
Através dos tempos, o reino de Portugal construiu o que era conhecido como o Império Português, desde 1415, época das descobertas marítimas em que Portugal deu novos mundos ao mundo. Com o tempo algumas colónias foram conquistando a sua independência, como o Brasil, que desde 15 de novembro de 1822 se tornou independente, formando o Império do Brasil, embora o mesmo tenha sido governado pela família imperial brasileira, um ramo da Casa de Bragança.
Em 5 de outubro de 1910, com a proclamação da república em Portugal, o restante do império passou para o controle da actual República Portuguesa. Esta situação termina com a independência das antigas províncias ultramarinas - Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe nos finais do século XX, e com a entrega à China do último território ultramarino português (Macau - 1999), ficando Portugal apenas com dois territórios ultramarinos (depois regiões autónomas - Açores e Madeira).
A história de Portugal tem a sua génese com a chegada dos primeiros hominídeos à Península Ibérica há cerca de 1.2 milhões de anos atrás. O território entrou no domínio da história escrita com o início das guerras Púnicas. Em 29 a.C. era habitado por vários povos, como os Lusitanos, quando foi integrado no Império Romano como a província da Lusitânia, influenciando fortemente a cultura, nomeadamente a língua portuguesa, na maior parte originada no latim. Após a queda do Império Romano, estabeleceram-se aí povos germânicos como os Visigodos e Suevos, e no século VIII seria ocupado por árabes.
Durante a reconquista cristã foi formado o Condado Portucalense, primeiro como parte do Reino da Galiza e depois integrado no Reino de Leão. Com o estabelecimento do Reino de Portugal em 1139, cuja independência foi reconhecida em 1143, e a estabilização das fronteiras em 1249, Portugal reclama o título de mais antigo estado-nação europeu.
Durante os séculos XV e XVI, os portugueses foram pioneiros na exploração marítima, estabelecendo o primeiro império colonial de amplitude global, com possessões em África, na Ásia e na América do Sul, tornando-se uma potência mundial económica, política e militar. Em 1580, após uma crise de sucessão, foi unido a Espanha na chamada União Ibérica que duraria até 1640. Após a Guerra da Restauração foi restabelecida a independência sob a nova dinastia de Bragança, com a separação das duas coroas e impérios. O terramoto de 1755 em Lisboa, as invasões espanhola e francesas que antecederam a perda da sua maior possessão territorial ultramarina, o Brasil, resultaram no desmembramento da estabilidade política e económica, reduzindo o estatuto de Portugal como potência global no século XIX.
Após a queda da monarquia, em 1910 foi proclamada a República, iniciando o actual sistema de governo. A instável Primeira República foi sucedida por uma ditadura sob o nome de Estado Novo. Na segunda metade do século XX, na sequência da guerra colonial portuguesa e do golpe de estado da Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974, a ditadura foi deposta e estabelecida a democracia parlamentar, com todos os territórios ultramarinos a obter a sua independência, nomeadamente Angola e Moçambique em África; o último território ultramarino, Macau, seria entregue à China em 1999.
Portugal entrou, após um conturbado período revolucionário, no caminho da Democracia Parlamentar, ao mesmo tempo que procedia à descolonização de todas as suas colónias. Membro fundador da NATO, o Portugal democrático reforçou a sua modernização e a sua inserção no espaço europeu com a sua adesão, em 1986, à Comunidade Económica Europeia (CEE).
Durante a reconquista cristã foi formado o Condado Portucalense, primeiro como parte do Reino da Galiza e depois integrado no Reino de Leão. Com o estabelecimento do Reino de Portugal em 1139, cuja independência foi reconhecida em 1143, e a estabilização das fronteiras em 1249, Portugal reclama o título de mais antigo estado-nação europeu.
Durante os séculos XV e XVI, os portugueses foram pioneiros na exploração marítima, estabelecendo o primeiro império colonial de amplitude global, com possessões em África, na Ásia e na América do Sul, tornando-se uma potência mundial económica, política e militar. Em 1580, após uma crise de sucessão, foi unido a Espanha na chamada União Ibérica que duraria até 1640. Após a Guerra da Restauração foi restabelecida a independência sob a nova dinastia de Bragança, com a separação das duas coroas e impérios. O terramoto de 1755 em Lisboa, as invasões espanhola e francesas que antecederam a perda da sua maior possessão territorial ultramarina, o Brasil, resultaram no desmembramento da estabilidade política e económica, reduzindo o estatuto de Portugal como potência global no século XIX.
Após a queda da monarquia, em 1910 foi proclamada a República, iniciando o actual sistema de governo. A instável Primeira República foi sucedida por uma ditadura sob o nome de Estado Novo. Na segunda metade do século XX, na sequência da guerra colonial portuguesa e do golpe de estado da Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974, a ditadura foi deposta e estabelecida a democracia parlamentar, com todos os territórios ultramarinos a obter a sua independência, nomeadamente Angola e Moçambique em África; o último território ultramarino, Macau, seria entregue à China em 1999.
Portugal entrou, após um conturbado período revolucionário, no caminho da Democracia Parlamentar, ao mesmo tempo que procedia à descolonização de todas as suas colónias. Membro fundador da NATO, o Portugal democrático reforçou a sua modernização e a sua inserção no espaço europeu com a sua adesão, em 1986, à Comunidade Económica Europeia (CEE).
1ª Dinastia - Dinastia Afonsina - Casa de Borgonha (1139 - 1385)
D. Afonso I - Afonso Henriques (1139 - 1185) - o conquistador
D. Sancho I (1185 - 1211) - o povoador
D. Afonso II (1211 - 1223) - o gordo
D. Sancho II (1223 - 1247) - o piedoso / o capelo
D. Afonso III (1247 - 1279) - o bolonhês
D. Dinis I (1279 - 1325)- o lavrador
D. Afonso IV (1325 - 1357) - o bravo
D. Pedro I (1357 - 1367) - o justiceiro
D. Fernando I (1367 - 1383) - o formoso
D. Beatriz I (interregno) (1383 - 1385) -
2ª Dinastia - Dinastia Joanina ou de Aviz - Casa de Avis (1385 - 1580) / Casa de Avis-Beja (1495-1580)
D. João I (1385 - 1433) - o da boa memória
D. Duarte I (1433 - 1438) - o eloquente
D. Afonso V (1438 - 1481) - o africano
D. João II (1481 - 1495) - o príncipe perfeito
D. Manuel I (1495 - 1525) - o venturoso
D. João III (1525 - 1557) - o pio
D. Sebastião I (1557 - 1578) - o desejado
Cardeal D. Henrique (1578 - 1580) - o casto
António I (1580) - o prior do Crato
3ª Dinastia - Dinastia Filipina - Casa de Habsburgo / Áustria (1581 - 1598)
D.Filipe I (1581 - 1598) - o prudente
D. Filipe II (1598 - 1621) - o piedoso / o pio
D. Filipe III (1621 - 1640) - o grande
4ª Dinastia - Dinastia Brigantina ou de Bragança - Casa de Bragança (1640 - 1910)
D. João IV (1640-1656) - o restaurador
D. Afonso VI (1656 - 1683) - o vitorioso
D. Pedro II (1683 - 1706) - o pacífico
D. João V (1706 - 1750) - o magnânimo
D. José I (1750 - 1777) - o reformador
D. Maria I (1777 - 1816) - a piedosa
(D. Pedro III (1777 - 1786) - o rei consorte)
(D. Pedro III (1777 - 1786) - o rei consorte)
D. João VI (1816 - 1826) - o clemente
D. Pedro IV (1826) - o libertador
D. Maria II (1826 - 1828) - a educadora
D. Miguel I (1828 - 1834) - o absolutista
D. Maria II (1834 - 1853) - a educadora
(D. Fernando II (1837 - 1853) - o rei consorte / o rei artista)
D. Pedro V (1853 - 1861) - o esperançoso
D. Pedro V (1853 - 1861) - o esperançoso
D. Luís I (1861 - 1889) - o popular / o bom
D. Carlos I (1889 - 1908) - o diplomata
D. Manuel II (1908 - 1910) - o desventurado







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