Corrida de toiros
A Tourada, como também se pode chamar, consiste na lide de um toiro ( o elemento fundamental da festa brava) por parte de um cavaleiro (lide a cavalo) ou matador (lide a pé).
Na lide apeada, o matador ou o espada, recebe o toiro com lances de capote (verónicas, chicuelinas, gaoneras, rivoleras, largas, meias verónicas...etc), depois passa ao segundo tércio, que passa pela colocação de pares de bandarilhas (geralmente três) para depois passar à faena com a muleta, já com o toiro mais parado e o toureiro mais perto do toiro, desenha na arena passes de enorme valor artístico e sentimental (muletazos, derechazos...etc) para depois com uma bandarilha simular a morte do toiro, pois em Portugal os toiros não podem ser mortos na arena, à excepção da vila alentejana de Barrancos.
No caso da corrida à portuguesa, os cavaleiros colocam a cavalo as bandarilhas no morrilho do toiro, que depois de uma serie de ferros compridos (utilizados para "parar" o toiro) colocam os ferros curtos, quase sempre mais espectaculares pois é aí que o cavaleiro com o toiro já mais parado, pode colocar ferros mais arriscados, mais junto ao toiro, levando o espectador ao rubro, transmitindo emoção e sentimento, e como cada cavaleiro tem o seu estilo, e a sua forma de comunicar com o público a sua arte aumenta com os seus aplausos, mas depois do toiro ser lidado pelo cavaleiro, saltam à arena, oito forcados, de mãos nuas, que jogam a sua vida na cara do touro tentando realizar a pega, que pode ser de caras (realizada pelos 8 homens sendo um o forcado que se agarra à cara do toiro e os outros ajudam a imobilizá-lo, um deles é o rebujador) ou pode ser de cernelha (realizada por apenas dois homens, um agarra-se á cernelha do toiro e outro ao rabo, tentando assim imobilizar o oponente). A pega é uma arte epectacular e de enorme risco e única no mundo.
Uma Corrida de toiros, têm de ser vista com atenção, a partir do momento em que ele sai dos curros, deve-se tentar observar o seu comportamento, a forma como investe no capote, todos os movimentos do cavaleiro ou do matador, todos os ferros ou passes de muleta, tudo tem de ser sentido, e analisado ao pormenor, há que ser exigente para dar dignidade à festa.
Corrida de Touros à Antiga Portuguesa
Na corrida de touros à portuguesa os cavaleiros vestem-se com trajes do século XVIII e os forcados vestem-se como os rapazes do fim do século XIX. Foi no tempo de Filipe III que foram introduzidos na arena, pela primeira vez, os coches de gala.
As cortesias marcam o início da corrida de touros à portuguesa. No início da corrida todos os intervenientes (cavaleiros, forcados, bandarilheiros, novilheiros, campinos e outros intervenientes) entram na arena e cumprimentam o público, a direcção da corrida e figuras eminentes presentes na praça. Nas corridas de gala à antiga portuguesa a indumentária é de rigor e na arena desfilam coches puxados por cavalos luxuosamente aparelhados.
Lide a cavalo:
Todo o decorrer da corrida de touros à portuguesa consiste na "lide" de seis touros, habitualmente. Cada um dos touros é lidado por um cavaleiro tauromáquico, que tem um determinado tempo durante o qual poderá cravar um número variável de farpas compridas (no início), curtas e de palmo (ainda mais pequenas) no dorso do animal.
Lide a pé:
Os touros podem alternativamente ser "lidados" por um toureiro a pé (embora isto seja menos comum nas touradas portuguesas), que também crava as bandarilhas, um par em simultâneo, no dorso do touro. Outra faceta da lide a pé envolve o uso de uma pequena capa (a muleta) e de um estoque. Em Portugal é proibida a morte do touro na praça (com excepção da vila de Barrancos), mas noutros países a lide a pé culmina na morte, por estocada, do animal.
Pega:
Após a lide do touro pelo cavaleiro tauromáquico é comum entrar em cena o bandarilheiro que efectua algumas manobras com um capote posicionando o touro para a pega. De seguida entram em cena os forcados. Os forcados são um grupo amador que enfrenta o touro a pé com o objectivo de conseguir imobilizá-lo unicamente à força de braços. Oito homens entram na arena, sendo o primeiro o forcado da cara, seguindo-se os chamados ajudas, primeiro e segundo ajuda (os mais determinantes) e demais forcados que também ajudam na pega, terminando no rabejador que segura no rabo do touro, procurando deter o avanço do animal e fixá-lo num determinado local para quando os seus ajudantes o largarem este não invista sobre eles. A pega é consumada quando o forcado da cara se mantenha seguro nos cornos do touro e este seja detido e imobilizado pelos seus companheiros. Nas touradas em que os touros são lidados a pé não existe pega.






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