domingo, 25 de abril de 2010

25 de ABRIL, SEMPRE!!!



"Abril para vivir, abril para cantar.
Abril flor de la vida al corazón.
Abril para sentir, abril para soñar.
Abril la primavera amaneció."

(1ª. quadra da canção de Carlos Cano "Luna de Abril")

Homenagem

O monumento de homenagem ao Povo de Barrancos e ao Tenente Seixas

Oliva de la Frontera, Espanha, inaugurou o monumento de homenagem ao tenente Seixas e ao Povo de Barrancos, numa cerimónia presidida pelo presidente do governo regional da Extremadura, Guillermo Vara, com a presença do alcalde local, Victor Mainar, do presidente da câmara de Barrancos, António Tereno, e a subdelegada do governo de Espanha, na região da Extremadura. No acto inaugural participaram muitos locais, com destaque para os mais idosos.
O monumento, uma mão aberta sobre um monte de pedras, colocado numa praça frente à estação de autocarros de Oliva, representa "la propria mano del teniente". Para o alcalde de Oliva, este monumento pretende "homenagear y agradecer el apoyo humanitário del pueblo de Barrancos y que tanto la actuación de éstos como la del teniente António de Augusto Seixas, tengan em reconocimiento oficial y el recuerdo que se merecen".

quarta-feira, 21 de abril de 2010

LER...

Tudo depende da posição

Fazê-lo parado fortalece a coluna,
de barriga para baixo estimula a circulação do sangue,
de barriga para cima é mais agradável,
fazê-lo sozinho é enriquecedor, mas egoísta,
em grupo pode ser divertido,
no w.c. é muito digestivo,
no automóvel pode ser perigoso…
Fazê-lo com frequência desenvolve a imaginação,
a dois, enriquece o conhecimento,
de joelhos, torna-se doloroso…
Enfim, sobre a mesa ou sobre ao secretária,
antes de comer ou à sobremesa,
sobre a cama ou numa rede,
despidos ou vestidos,
na relva ou sobre o tapete,
com música ou em silêncio,
entre lençóis ou no roupeiro...
Fazê-lo é sempre um acto de amor e de enriquecimento.
Não importa a idade, nem a raça, nem o credo, nem o sexo, nem a posição económica...

Ler é um prazer!!!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Grão de bico

Saiba por que o grão-de-bico vale ouro
O grão-de-bico é um alimento mais rico do que o feijão em muitos aspectos. Entre 20 e 30% de sua constituição é pura proteína. Possui muitas fibras, zinco, potássio, ferro, cálcio e magnésio. Se for consumido todos os dias, faz ganhar massa muscular, aumenta o bom humor, reduz o nível de mau colesterolme regula o intestino.
Mas a sua qualidade mais famosa é de gerar felicidade: possui mais triptofano do que o feijão, o mesmo aminoácido essencial que faz do chocolate essa bela fonte de bem-estar e redução do "stress".
"Em seres humanos metabolicamente normais, o aumento do consumo do grão-de-bico tem como conseqüência uma maior produção da serotonina.", destacam Leonardo S. Boiteux e Maria Esther de Noronha Fonseca, do Laboratório de Melhoramento Genético & Análise Genômica do Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças (CNPH) da Embrapa Hortaliças, em Brasília.
Por ter ómega 3 e 6, é indicado para prevenir doenças cardiovasculares. E quem tem diabetes ou luta contra a obesidade também pode beneficiar desta leguminosa.
"Tem carbohidratos complexos, ou seja, possui uma metabolização lenta no organismo. Por também ser rico em fibras, proporciona a sensação de saciedade e a pessoa só vai sentir fome bem mais tarde.", explica a nutricionista baiana Solange Carvalho.
Os pesquisadores da Embrapa Hortaliças destacam que as sementes do grão-de-bico também acumulam mais fitoestrogênios do que as do feijão - substâncias que têm ação preventiva na osteoporose e de problemas cardiovasculares. Os fitoestrogênios também são usados na reposição hormonal após a menopausa.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

FAMÍLIA!!!

A importância de saber chegar a casa


Mário Cordeiro, pediatra, disse na semana passada numa conferência organizada pelo Departamento de Assuntos Sociais e Culturais da Câmara Municipal de Oeiras, que muitas birras e até problemas mais graves poderiam ser evitados se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durante dez minutos.
Ao fim do dia os filhos têm tantas saudades dos pais e têm uma expectativa tão grande em relação ao momento da sua chegada a casa que bastava chegar, largar a pasta e o telemóvel e ficar exclusivamente disponível para eles, para os saciar. Passados dez minutos eles próprios deixam os pais naturalmente e voltam para as suas brincadeiras. Estes dez minutos de atenção exclusiva servem para os tranquilizar, para eles sentirem que os pais também morrem de saudades deles e que são uma prioridade absoluta na sua vida. Claro que os dez minutos podem ser estendidos ou até encurtados conforme as circunstâncias do momento ou de cada dia. A ideia é que haja um tempo suficiente e de grande qualidade para estar com os filhos e dedicar-lhes toda a atenção.
Por incrível que pareça, esta atitude de largar tudo e desligar o telemóvel tem efeitos imediatos e facilmente verificáveis no dia-a-dia.
Todos os pais sabem por experiência própria que o cansaço do fim de dia, os nervos e stress acumulados e ainda a falta de atenção ou disponibilidade para estar com os filhos, dão origem a uma espiral negativa de
sentimentos, impaciências e birras.
Por outras palavras, uma criança que espera pelos pais o dia inteiro  e, quando os vê chegar, não os sente disponíveis para ela, acaba fatalmente por chamar a sua atenção da pior forma. Por tudo isto e pelo que fica dito no início sobre a importância fundamental que os pais-homem têm no desenvolvimento dos seus filhos, é bom não perder de vista os timings e perceber que está nas nossas mãos fazer o tempo correr a nosso favor.

in Boletim de Julho da Acreditar

Ai Portugal!!!

Um país de analfabetos
por VASCO GRAÇA MOURA
Acabo de receber um estudo recente, elaborado pela Data Angel, e intitulado A dimensão económica da literacia em Portugal: uma análise.
Esse estudo, traduzido para português e com abundantes quadros relativos aos tópicos abordados, trata aspectos que vão desde a economia da literacia até ao papel das competências da literacia na economia, passando pela reunião de indicadores sobre os seus resultados a nível individual, pelos dados sobre os seus efeitos macroeconómicos, por uma comparação entre os resultados do ensino e a qualidade dos recursos humanos em Portugal e pelo papel das competências na literacia.
É muito interessante ver que as conclusões do estudo, de resto sinteticamente antecipadas no seu prefácio, confirmam absolutamente tudo aquilo que várias vozes críticas, incluindo a minha própria, têm vindo a dizer ao longo das últimas décadas sobre os níveis de cultura e de literacia dos portugueses...
Definindo a literacia como "a capacidade de compreender e de aplicar conhecimento apresentado em forma impressa" (talvez fosse preferível falar em forma "escrita") e partindo do princípio da relevância essencial de um bom nível de literacia para o desenvolvimento económico e o progresso, a igualdade de oportunidades e a justiça social, aí podemos ler que "os adultos com baixas competências de literacia passam mais frequentemente por episódios de desemprego, recebem salários mais baixos, apresentam muito maiores probabilidades de serem pobres, têm uma saúde mais débil, socialmente são menos empenhados e têm um acesso menos frequente a oportunidades educativas (...)". Tudo isto já era sabido e tenderá a agravar-se e muito numa situação de economia global, se não for atalhado convenientemente.
Segundo as conclusões do documento, Portugal encontra-se "entre os países da Europa que apresenta [sic] menos avanços no que respeita ao aumento da oferta e da qualidade da educação pré-escolar, do ensino básico, do ensino secundário e do ensino superior". Em consequência, "os níveis de literacia encontram-se entre os mais reduzidos da área da OCDE e Portugal tem as percentagens mais elevadas de adultos com baixas competências de todos os países europeus".
Por outro lado, "o nível de exigência, em termos de literacia, do mercado de trabalho português, está entre as mais baixas [sic] da Europa", embora a situação esteja a melhorar lentamente. "O mercado de trabalho português apenas recompensa as competências de literacia nos níveis mais elevados" o que não estimula ninguém a melhorar a sua formação.
Deveriam portanto associar-se "políticas educativas, sociais e económicas" (note-se a omissão de referências expressas a políticas culturais...) e, nesta perspectiva, afirma-se que, a não se proceder dessa maneira, "as indústrias portuguesas vão ter cada vez mais dificuldades em competir com os seus concorrentes europeus e de outros países estrangeiros".
Considera-se o Plano Nacional de Leitura "desesperadamente necessário em Portugal", embora se torne necessário introduzir-lhe uma série de correcções e melhoramentos, quer no tocante à competência pedagógica dos professores, quer no que respeita ao incentivo de uma procura crescente da leitura e à quantidade de horas que deverão ser-lhe dedicadas no pré-escolar e nos primeiros anos de escolaridade. E observa-se ainda que o mercado de trabalho português é pouco exigente e pouco compensador em matéria de competências da literacia, o que, aliado ao fraco aumento da procura social dessas competências e da participação dos discentes em práticas de literacia, deixa pairar dúvidas quanto ao impacto desejado das medidas.
Para alem destes pontos, que aqui sintetizo imperfeitamente, o estudo sugere um reforço de meios das políticas de literacia, sob pena de diminuir a eficácia do Plano Nacional de Leitura e de ser ainda mais negro o cenário que nos espera.
Este estudo é supérfluo, na medida em que vem confirmar o que tanta gente tem andado a dizer e hoje toda a gente sabe. E isso resume-se assim, descontadas as fórmulas edulcorantes: Portugal é um país de analfabetos cujas políticas de educação têm falhado cronicamente.
É também um país em que a cultura e a língua materna se degradam de um modo estarrecedor e em que o Ministério da Educação tem de rever com a maior urgência e plena autoridade os programas que a tais matérias dizem respeito.

quinta-feira, 8 de abril de 2010