segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril


25 de Abril, SEMPRE!!!

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 19 de abril de 2011

Gramática? / Literatura? - criatividade!!!


Redacção feita por uma aluna de da Faculdade de Letras - Universidade de Lisboa, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. 
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
 
Fernanda Braga da Cruz
("mail" vagueando pela "net")

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Israel Ka'ano'i Kamakawiwo'ole



Ooooo oooooo ohoohohoo
Ooooo ohooohoo oooohoo
Ooooo ohoohooo oohoooo
Oohooo oohoooho ooooho
Ooooo oooooo oooooo
Ooooo oooooo oooooo

Somewhere over the rainbow
Way up high
And the dreams that you dreamed of
Once in a lullaby ii ii iii
Somewhere over the rainbow
Blue birds fly
And the dreams that you dreamed of
Dreams really do come true ooh ooooh
Someday I'll wish upon a star
Wake up where the clouds are far behind me ee ee eeh
Where trouble melts like lemon drops
High above the chimney tops thats where you'll find me oh
Somewhere over the rainbow bluebirds fly
And the dream that you dare to,why, oh why can't I? i iiii

Well I see trees of green and
Red roses too,
I'll watch them bloom for me and you
And I think to myself
What a wonderful world

Well I see skies of blue and I see clouds of white
And the brightness of day
I like the dark and I think to myself
What a wonderful world

The colors of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the faces of people passing by
I see friends shaking hands
Saying, "How do you do?"
They're really saying, I...I love you
I hear babies cry and I watch them grow,
They'll learn much more
Than we'll know
And I think to myself
What a wonderful world (w)oohoorld

Someday I'll wish upon a star,
Wake up where the clouds are far behind me
Where trouble melts like lemon drops
High above the chimney top that's where you'll find me
Oh, Somewhere over the rainbow way up high
And the dream that you dare to, why, oh why can't I? I hiii ?

Ooooo oooooo oooooo
Ooooo oooooo oooooo
Ooooo oooooo oooooo
Ooooo oooooo oooooo
Ooooo oooooo oooooo

Nascido em Honolulu a 20 de Maio de 1959, Israel Ka‘ano‘i Kamakawiwo’ole, tornou-se um dos mais famosos Havaianos de toda a história. Sendo descendente de uma Linhagem Pura de havaianos nativos, passou toda a sua vida a lutar pela independência do Havai e pelos direitos do mesmo. Tornando-o então umas das pessoas mais adoráveis do país.
Mas não foi só como defensor da Independência havaiana que se tornou famoso. A sua voz enquanto “Braddah IZ” (Nome enquanto músico), encantou milhares de pessoas por todo o Planeta fazendo com que hoje se ouça por quase todo o lado.
Talvez o ponto mais alto da sua carreira como músico foi aquando do lançamento de “Over the Rainbow” do Álbum Facing the Future que o colocou na boca do Mundo tocando o seu ukelele. Após este sucesso, foram muitas as Séries que usaram este clássico como música de início e fim. Cold Case, E.R. e Young Americans são apenas alguns exemplos.
A 26 de Junho de 1997, ano em que completou 38 anos, morreu com problemas respiratórios devido ao seu peso elevado (343Kg e 1,88m de altura). No entanto continua ainda hoje presente na vida de muitos. Diz-se que continua a viver em cima do Arco-Íris…
Para os que nunca ouviram falar dele e que ficaram com uma tremenda curiosidade eis o vídeo que foi feito em sua memória - Israel “IZ” Kamakawiwo’ole. No final do vídeo podemos ver as suas cinzas  a serem deitadas ao mar.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ana Belén - "Sólo le pido a Dios"



Sólo le pido a dios 
Qué la guerra no me sea indiferente, 
Es un monstruo grande y pisa fuerte 
Toda la pobre inocencia de la gente. 

Sólo le pido a Dios
Qué el dolor no me sea indiferente, 
Que la reseca muerte no me encuentre 
Vacía y sola sin haber hecho lo suficiente. 
Sólo le pido a dios 
Que lo injusto no me sea indiferente, 
Que no me abofeteen la otra mejilla 
Después que una garra me araño esta suerte. 
Sólo le pido a dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede más que unos cuantos,
Que esos cuantos no lo olviden facilmente.
Sólo le pido a dios
Que el futuro no me sea indiferente,
Desahuciado está el que tiene que marcharse
A vivir una cultura diferente. 

Letra e música de Mercedes Sosa

terça-feira, 12 de abril de 2011

Presunto de Barrancos

Presunto de Barrancos e as “7 Maravilhas da Gastronomia”
Foram recentemente anunciadas os 70 pratos pré-finalistas na eleição das "7 Maravilhas da Gastronomia". Esta é uma primeira selecção realizada por um painel de 70 especialistas, de entre as 433 candidaturas apresentadas.
A região do país com mais eleitos na lista de pré-finalistas é o Alentejo, com 12 pratos. Segue-se a região de Lisboa e Setúbal com 9 pré-finalistas e os Açores, Madeira, Trás-os-Montes e Alto Douro e Beira Litoral com 8 pratos cada respectivamente. Com 6 candidatos eleitos encontram-se o Algarve e Entre Douro e Minho. A Beira Interior tem 3 pratos eleitos e a região da Estremadura e Ribatejo têm 2.
Nos doces, a ausência do arroz doce é notória, mas estão lá os ovos moles e os pastéis de Belém. O bolo do caco, o queijo da Serra da Estrela, o presunto de Barrancos, a sopa da pedra, o pastel de bacalhau e outros pratos de bacalhau e as tripas à moda do Porto estão também nesta lista.
Destes 70 pratos, 21 serão escolhidos por figuras convidadas a seleccionar os 21 finalistas, que serão apresentados a 7 de Maio. Inicia-se então a votação pública por SMS, chamada telefónica, internet e Facebook, que decorrerá até 7 de Setembro. Os 7 vencedores são revelados a 10 de Setembro, numa cerimónia a transmitir em directo de Santarém pela RTP.
in, Estado de Barrancos (adaptado)

Automóvel estacionado - ATENÇÃO!!!

Um carro estacionado na sombra durante um dia com as janelas fechadas pode conter de 400-800 mg. de Benzeno. Se está ao sol a uma temperatura superior a 16º C., o nivel de Benzeno subirá a 2000-4000 mg, 40 vezes mais o nivel aceitavel...                    
A pessoa que entra no carro mantendo as janelas fechadas inevitavelmente aspirará em rápida sucessão, excessivas quantidades desta toxina. O Benzeno é uma toxina que afecta o rim e o fígado,  e o que é pior, é extremamente dificil para o organismo expulsar esta substancia tóxica.
 Ar condicionado ou ar simples dos  Automóveis            
 O manual do condutor indica que antes de ligar o ar condicionado, deve-se primeiramente abrir as janelas e deixá-las assim por algum tempo (+/- dois minutos), porém não especifica "o porque", só deixa entender que é para o seu "melhor funcionamento".                                    
Aquí vem a razão médica:
De acordo com um estudo realizado, o ar refrescante antes de sair frio, envia todo o ar do plástico quente o qual liberta Benzeno, que causa cancro (leva-se algum tempo para se dar conta do odor do plástico quente no carro). Por isso, a importancia de manter os vidros abertos uns minutos. Por favor não ligar o ar condicionado ou simplemente o ar, imediatamente ao entrar no carro.
Primeiramente deve-se abrir as janelas e depois de um momento, ligar o ar e manter as janelas abertas durante uns minutos. Além de causar cancro, o Benzeno envenena os ossos,  causa anemia e reduz as células brancas do sangue. Uma exposição prolongada pode causar Leucemia, incrementando o risco de cancro. Também pode causar um aborto. O nivel apropriado de Benzeno em lugares fechados é de 50 mg/929 cm2.         
Assim, por favor, antes de entrar no carro, devem-se abrir as janelas e a porta para assim dar tempo a que o ar interior saia e disperse esta toxina mortal.