sábado, 31 de dezembro de 2011

Rão Kyao - Fado bailado

André Sardet - "Roubo-te um beijo"



Eu hei de de ir à tua casa
Para me dizeres como é
E beber do teu amor
numa chávena de café
Vou rodar a tua saia
Ao dançarmos na varanda
Vou mostrar à vizinhança
Que não morre a minha esperança

Ah... Roubo-te um beijo
Depois de roubado é meu
Faço uma cena como vi lá no cinema
Nesse dia se tiver um beijo teu

Eu hei de ir à tua casa
E dizer tudo o que sinto
Vou dizer toda verdade
Desta vez juro não minto
Segredar no teu ouvido
O que tenho pra te dar
Envolver-te num abraço
Ver o dia madrugar

Ah... Roubo-te um beijo
Depois de roubado é meu
Faço uma cena como vi lá no cinema
Nesse dia se tiver um beijo teu

Todo o beijo que é roubado
Tem 1000 anos de perdão
Mas só se for guardado junto ao coração

Ah... Roubo-te um beijo
Depois de roubado é meu
Faço uma cena como vi lá no cinema
Nesse dia se tiver um beijo teu

Per7ume - "Intervalo"



Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para à conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Vida à média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Não me deixes já
A história que não terminou
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

André Sardet - "Foi feitiço"



Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite
me guia de dia e seduz

Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
ter o céu como fundo
ir ao fim do mundo e voltar

Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço
O que é que me deu
para gostar tanto assim de alguém
como tu

Eu gostava que olhasses para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo
Um olhar em segredo
só para eu te abraçar

Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço
O que é que me deu
para gostar tanto assim de alguém
como tu

O primeiro impulso é sempre mais justo
É mais verdadeiro
E o primeiro susto
Dá voltas e voltas
Na volta redonda de um beijo profundo


Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço
O que é que me deu
para gostar tanto assim de alguém
como tu

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012



A todos aqueles que gostam de dormir, mas que se levantam sempre de bom humor. 
Aos que se saúdam com um beijo.
Aos que trabalham muito e se divertem mais ainda.
Aos que conduzem com pressa, mas não buzinam nos semáforos. 
Aos que chegam atrasados, mas não inventam desculpas. 
Aos que apagam a televisão para uma boa cavaqueira. 
Aos que são duplamente felizes, fazendo só metade. 
Aos que se levantam cedo para ajudarem um Amigo. 
Aos que vivem com o entusiasmo de uma criança e a sabedoria
de um adulto. 

Aos que vêem tudo preto só quando está tudo escuro
Aos que não esperam pelo Natal para serem melhores - Homens e Mulheres - 
A todos 
UM FELIZ  ANO NOVO!!! 
Que os Vossos Sonhos se concretizem todinhosssssssssssssssssssssss.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Romeu e Julieta

Companhia Nacional de Bailado
ROMEU e JULEITA - William Shakespeare
Teatro Nacional de S. Carlos - Dezº. 2011
I ACTO
Cena 1 - Mercado
É madrugada em Verona. Romeu, filho de Lord Montéquio, declara o seu amor a Rosalinda. Com o nascer do dia, a praça do mercado enche-se de gente. Subitamente inicia-se uma rixa entre membros das famílias rivais - Capuletos e Montéquios. Entra o Duque de Verona que os adverte para o facto de que, se o conflito continuar, ele deverá puni-los em último caso, com a morte. Relutantes, os contrincantes fazem as pazes.
Cena 2 - Jardim de Julieta
Julieta recebe o primeiro vestido de baile. Irá conhecer o Duque Páris, de quem deverá ficar noiva.
Cena 3 - Casa dos Capuletos
Os Capuletos organizam um grande baile. Chegam os convidados, entre os quais Rosalinda. Romeu, Benvólio e Mercúcio, mascarados, seguem-na e entram.
Cena 4 - Baile
Julieta dança com Páris, mas assim que o seu olhar se encontra com o de Romeu, o amor nasce à primeira vista. Tibaldo, primo de Julieta, suspeitando da verdadeira identidade de Romeu, tenta separá-los, mas o pai de Julieta impede-o, obedecendo às leis da hospitalidade.
Cena 5 - Varanda do quarto de Julieta
Na varanda do seu quarto Julieta sonha com Romeu. Este aparece no jardim, encoberto pela noite, e juntos declaram amor eterno.

II ACTO
Cena 1 - Mercado
Na praça do mercado assiste-se a uma grande festa de carnaval. Romeu mostra pouca vontade de se juntar aos festejos. A ama de Julieta encontra-o e dá-lhe uma carta, onde Julieta lhe pede que vá ao seu encontro, no jardim de Frei Lourenço.
Cena 2 - Jardim de Frei Lourenço
Os dois amantes encontram-se e, prerante a sua insistência, Frei Lourenço casa-os em segredo.
Cena 3 - Mercado
No auge dos festejos de carnaval, Romeu regressa à praça do mercado. Tibaldo desafia-o, mas Romeu recusa-se a lutar. Mercúcio, irado, inicia um duelo com Tibaldo e ferido por este, morre. Em desespero, Romeu vinga a morte do seu amigo, matando Tibaldo.

III ACTO
Cena 1 - Quarto de Julieta
Os amantes acordam com o nascer do sol. Romeu deixa Julieta e abandona Verona sob sentença de exílio. Lord e Lady Capuleto entram com Páris, mas Julieta rejeita-o.
Cena 2 - Jardim de Frei Lourenço
Em desespero Julieta procura Frei Lourenço e este dá-lhe uma poção que a deixará num estado de morte aparente. Frei Lourenço diz-lhe também, que Romeu irá ao seu encontro no túmulo de família e então poderão fugir juntos de Verona.
Cena 3 - Quarto de Julieta
Julieta aceita casar com Páris. Assim que se encontra de novo a sós, toma a poção e é mais tarde encontrada, supostamente morta, pela sua família e amigos.
Cena 4 - Jazigo da família Capuleto
Romeu, que nunca chegou a receber a mensagem de Frei Lourenço a explicar o plano, acredita que Julieta está morta. Dirige-se ao jazigo dos Capuletos, encontra Páris amargurado e mata-o. Após um último abraço à sua amada, Romeu crava o seu punhal no coração. Julieta acorda e vê o seu amado morto. Incapaz de suportar a vida sem ele, suicida-se.
Intérpretes:
Julieta - Filipa Castro
Romeu - Alen Bottaini
Mercúcio - Carlos Pinillos
Tibaldo - Tom Colin
Benvólio - Maxim Clefos
Paris - Freek Damen
Ama - Fátima Brito
Lord Capuleto - Armando Maciel
Lady Capuleto - Elsa Madeira
Lord Montéquio - José Carlos Oliveira
Lady Montéquio - Catarina Lourenço
Duque de Verona - Brent Williamson
Frei Lourenço - Brent Williamson


Ficha técnica:
Argumento: John Cranko, segundo William Shakespeare
Música: Serguei Prokofiev
Coreografia: John Cranko
Cenografia: João Mendes Ribeiro
Figurinos e adereços: António Largo
Imagens: Daniel Blaufuks
Desenho de luz: Cristina Piedade
Direcção musical: Joana Carneiro - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Espectáculo magnífico a nível da interpretação, da coreografia, da cenografia e da direcção musical, onde os opostos  e os mal-entendidos se cruzam (amor / ódio; violência / inocência; alegria / tristeza). O ódio visceral entre as duas famílias - Capuletos e Montéquios, gera violência e leva ao desenlace final trágico, a morte dos dois amantes.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Lições da vida

Lição Nº. 1 - Gestão do Conhecimento
Um homem entra na casa de banho enquanto a sua mulher acaba de sair dele e se enxuga. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender, a mulher desiste, enrola-se na toalha e desce as escadas. Quando abre a porta, vê o vizinho Bob na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Bob diz:
- Dou-lhe 800 € se deixar cair essa toalha.
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Bob, então, entrega-lhe os 800 € prometidos e vai-se embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher enrola-se novamente na toalha e volta para o quarto. Quando entra no quarto, o marido grita do chuveiro: 
- Quem era? 
- Era o Bob, o vizinho da casa ao lado - diz ela. 
- Óptimo! Deu-te os 800 € que me estava a dever? 
Moral da históriaSe compartilhares informações a tempo podes evitar exposições desnecessárias!!!

Lição Nº. 2 - Chefia e Liderança
Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um génio. O génio diz:
- Só posso conceder três desejos, por isso, concederei um a cada um de vós.
- Eu primeiro, eu primeiro - grita um dos funcionários - Queria estar nas Bahamas a pilotar um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida! Puf! E lá se foi.
O outro funcionário apressa-se a fazer o seu pedido:
- Quero estar no Havaí com o amor da minha vida e um provimento interminável de pinas coladas! Puf e lá se foi.
- Agora você - diz o génio para o gerente. - Quero que aqueles dois voltem ao escritório logo depois do almoço - diz o gerente.
Moral da HistóriaDeixa sempre o teu chefe falar primeiro.

Lição Nº. 3 - Zona de Conforto
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
- Posso sentar-me como tu e não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
- Claro, por que não?
O coelho senta-se no chão, debaixo da árvore e relaxa. De repente, uma raposa aparece e come o coelho.
Moral da HistóriaPara ficares sentado sem fazeres nada deves estar sentado bem no alto.

Lição Nº. 4 - Motivação
Em África, todas as manhãs, uma gazela ao acordar, sabe que deve conseguir correr mais do que o leão se se quiser manter viva. Todas as manhãs, o leão acorda e sabe que deverá correr mais do que a gazela se não quiser morrer de fome.
Moral da HistóriaPouco importa se és gazela ou leão, quando o sol nascer deves começar a correr.

Lição Nº. 5 - Criatividade
Um fazendeiro resolve colher alguns frutos da sua propriedade. Pega num balde vazio e segue para o pomar. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram as suas terras. Ao aproximar-se lentamente, observa várias raparigas nuas banhando-se na lagoa. Quando elas se apercebem da sua presença, nadam até à parte mais profunda da lagoa e gritam: - Nós não vamos sair daqui enquanto não se for embora.
O fazendeiro responde:
- Não vim aqui para vos espreitar, só vim dar de comer aos jacarés!
Moral da HistóriaÉ a criatividade que faz a diferença na hora de atingirmos os nossos objectivos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Humanidade!!!

"O Homem perde a saúde para juntar dinheiro, depois perde o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensar ansiosamente no futuro, esquece-se do presente de forma que acaba por não viver nem o presente, nem o futuro.
E vive como se nunca fosse morrer... e morre como se nunca tivesse vivido."
  -Dalai Lama-

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sexagenários!?!

Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade, os "sexalescentes": é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.
Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a actividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.
Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em reformar-se. E os que já se reformaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Disfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, falhanços e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar...
Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e activas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.
Esta mulher "sexalescente "sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e reflectiu sobre o que na realidade queria.
Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis : reconheçamos que não foi fácil, e no entanto continuam a fazê-lo todos os dias.
Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.
Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos, mandam "e-mails" com as suas notícias, ideias e vivências.
De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
Ao contrário dos jovens, os "sexalescentes" conhecem e pesam todos os riscos.
Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflecte, toma nota, e parte para outra...
Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...
Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século XXI...

Texto a circular na "net", da autoria de um tal Fernando Saraiva.
BRAVO!!!

domingo, 27 de novembro de 2011

FADO - Património imaterial da humanidade

Decisão aprovada
O fado já é património mundial
Depois de uma espera de quase dois dias, a candidatura portuguesa foi finalmente aprovada


Depois de uma espera de quase dois dias, a candidatura portuguesa foi finalmente aprovada. A notícia chegou via SMS: “O Fado já é património imaterial da humanidade”. Sara Pereira, directora do Museu do Fado, estava sentada na sala onde o comité intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) esteve a votar as candidaturas a património cultural imaterial da humanidade, em Bali, na Indonésia, quando o resultado da votação foi anunciado e enviou a mensagem.
in, PÚBLICO, Lucinda Canelas (27/11/2011)

sábado, 26 de novembro de 2011

Poema matemático

POEMA MATEMÁTICO

Um Quociente apaixonou-se
Um dia,
Doidamente,
Por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.

Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.

"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."

E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.

E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.

Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro,
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones,
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.

Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.

Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.

Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
Poema de autor desconhecido, a circular na "net".

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

sábado, 19 de novembro de 2011

Georges Brassens - "Les amoureux des bancs publics"



Les gens qui voient de travers
Pensent que les bancs verts
Qu'on voit sur les trottoirs
Sont faits pour les impotents ou les ventripotents
Mais c'est une absurdité
Car à la vérité
Ils sont là c'est notoire
Pour accueillir quelque temps les amours débutants

Refrain
Les amoureux qui s'bécottent sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'foutant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécottent sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "je t'aime" pathétiques
Ont des p'tites gueules bien sympatiques

Ils se tiennent par la main
Parlent du lendemain
Du papier bleu d'azur
Que revêtiront les murs de leur chambre à coucher
Ils se voient déjà doucement
Elle cousant, lui fumant
Dans un bien-être sûr
Et choisissent les prénoms de leur premier bébé

Refrain
Les amoureux qui s'bécottent sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'foutant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécottent sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "je t'aime" pathétiques
Ont des p'tites gueules bien sympatiques

Quand la saintefamille machin
Croise sur son chemin
Deux de ces malappris
Elle leur décoche hardiment des propos venimeux
N'empêche que toute la famille
Le père, la mère, la fille
Le fils, le Saint Esprit
Voudrait bien de temps en temps pouvoir s'conduire comme eux

Refrain
Les amoureux qui s'bécottent sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'foutant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécottent sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "je t'aime" pathétiques
Ont des p'tites gueules bien sympatiques

Quand les mois auront passé
Quand seront apaisés
Leurs beaux rêves flambants
Quand leur ciel se couvrira de gros nuages lourds
Ils s'apercevront émus
Qu' c'est au hasard des rues
Sur un d'ces fameux bancs
Qu'ils ont vécu le meilleur morceau de leur amour

Refrain
Les amoureux qui s'bécottent sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'foutant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécottent sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "je t'aime" pathétiques
Ont des p'tites gueules bien sympatiques

"L'AMITIÉ" - Herbert Pagani




Ça fleurit comme une herbe sauvage
N'importe où, en prison, à l'école,
Tu la prends comme on prend la rougeole
Tu la prends comme on prend un virage
C'est plus fort que les liens de famille
Et c'est moins compliqué que l'amour
Et c'est là quand t'es rond comme une bille
Et c'est là quand tu cries au secours
C'est le seul carburant qu'on connaisse
Qui augmente à mesure qu'on l'emploie
Le vieillard y retrouve sa jeunesse
Et les jeunes en ont fait une loi.
C'est la banque de toutes les tendresses
C'est une arme pour tous les combats
Ça réchauffe et ça donne du courage
Et ça n'a qu'un slogan: "on partage"

Au clair de l'amitié
Le ciel est plus beau
Viens boire à l'amitié
Mon ami Pierrot

L'amitié c'est un autre langage
Un regard et tu as tout compris
Et c'est comme S.O.S. dépannage
Tu peux téléphoner jour et nuit
L'amitié c'est le faux témoignage
Qui te sauve dans un tribunal
C'est le gars qui te tourne les pages
Quand t'es seul dans un lit d'hôpital
C'est la banque de toutes les tendresses
C'est une arme pour tous les combats
Ça réchauffe et ça donne du courage
Et ça n'a qu'un slogan: "on partage"

Au clair de l'amitié
Le ciel est plus beau
Viens boire à l'amitié
Mon ami Pierrot

Sylvie Vartan e Michel Sardou - "Les Balkans et la Provence"



Si la Maritza
Coulait du côté de St-Paul de Vence
Des Balkans jusqu'en Provence

Alors les lavandes
Parfumeraient les plaines d'Orient
De la Provence jusqu'aux Balkans

Et si la Mer Noire
Venait baigner les côtes de France
Les Balkans seraient en Provence

Alors le Mistral
Au Danube donnerait l'accent
Et la Provence serait aux Balkans

Mon père disait :
"Là-bas, c'est la liberté,
La France... la Méditerranée"

Et Ie mien chantait
Comme un Tzigane heureux
Daudet, Pagnol et Jean Lebleu

L'amour, l'amitié
Feraient passer toutes les distances
Des Balkans à la Provence

L'Est et le Midi
Cheveux bruns, cheveux blonds se mélant
La Provence et Ies Balkans

Alors je serais
Magali ou Fanny
Et toi Jordan ou Vassili

J'aurais vu le jour
Entre Byzance et Roumanie
Et toi sous le soleil d'ici

La vallée des roses
Et l'éstèrel se rejoignant
La Provence et les Balkans
La Provence et les Balkans
La Provence et les Balkans

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"Perdóname" - Pablo Alborán e Carminho



PERDÓNAME - Pablo Alborán


Si alguna vez preguntas el por qué
no sabre decirte la razón
yo no la sé
por eso y más
perdóname

Ni una sola palabra más
no más besos al alba
ni una sola carícia habrá
esto se acaba aquí
no hay manera ni forma
de decir que sí

Ni una sola palabra más
no más besos al alba
ni una sola carícia habrá
esto se acaba aquí
no ahí manera ni forma
de decir que sí

Si alguna vez
creíste que por ti
o por tu culpa me marché
no fuiste tú
por eso y más
perdóname

Si alguna vez te hice sonreír
creíste poco a poco en mí
fui yo lo sé
por eso y más
perdóname

Ni una sola palabra más
no más besos al alba
ni una sola carícia habrá
esto se acaba aquí
no hay manera ni forma
de decir que sí

Siento volverte loca
darte el veneno de mi boca
siento tener que irme así
sin decirte adiós

Ni una sola palabra más
no más besos al alba
ni una sola carícia habrá
esto se acaba aquí
no hay manera ni forma
de decir que sí

PERDÓNAME...
Lindo!!!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

sábado, 5 de novembro de 2011

Mais acordo ortográfico...

Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia. 
 De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. 
Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio.  
Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC,s e PPP,s me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. 
Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! 
Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.  
E agora as palavras já nem parecem as mesmas. 
O que é ser proativo?  
Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.  
Caíram hifenes e entraram RRR,s que andavam errantes.  
É uma união de facto, e  para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. 
Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE,s passaram a ser gémeos, nenhum usa ( ^^^) chapéu. 
E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios; assim, temos  janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.  
Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos. 
Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.  
Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e  nem quero tropeçar em algum objeto. 
Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.

Autor desconhecido

sábado, 15 de outubro de 2011

Midnight in Paris


Meia-Noite Em Paris


Título original:
Midnight in Paris
De:
Woody Allen
Com:
Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Kathy Bates, Adrien Brody, Carla Bruni, Michael Sheen
Género:
Comédia, Romance
Classificação:
M/12
Outros dados:
ESP/EUA, 2011, Cores, 93 min. Sinopse:Gil e Inez (Owen Wilson e Rachel McAdams) estão noivos e de visita a Paris. De casamento marcado, eles têm ainda algumas dificuldades em acertar agulhas no que diz respeito à vida em comum. Ele é um argumentista de Hollywood com "síndroma da Idade de Ouro" que sonha viver em Paris e escrever o romance da sua vida seguindo os parâmetros dos grandes escritores da história da literatura. Já ela é uma mulher pragmática que aspira a uma vida estável e luxuosa em Malibu, nos EUA. Uma noite, embriagado pela beleza da cidade (e algum vinho), Gil perde-se na cidade e vive a mais extraordinária experiência da sua vida num encontro com personagens que ele julgava existir apenas nos livros e que o farão reformular toda a sua existência. Uma comédia romântica que marca o regresso de Woody Allen ao seu registo habitual, e que conta ainda com as participações de Marion Cotillard, Léa Seydoux, Carla Bruni, Michael Sheen, Kurt Fuller, Kathy Bates e Adrien Brody.
Cine cartaz, PÚBLICO
P.S.: A magia da noite e o paralelismo/intertextualidade com o conto de Charles Perrault "A gata borralheira / Cinderela" (meia-noite, automóvel/coche) transportam-nos para uma viagem ao passado para contactar, viver com grandes vultos da cultura europeia dessas épocas - Picasso, Hemingway, Gauguin, Lautrec,... mas das quais é sempre bom regressar.
O passado (anos 20, Belle Époque) - a Idade de Ouro, a idade ideal, aquela em que não vivemos e gostaríamos de ter vivido. (O escritor americano Ernest Hemingway (1899-1961), prémio Nobel de Literatura em 1954, fala do clima e dos bastidores da capital francesa nos loucos anos 20 em "Paris é uma festa". Nesta época, a cidade estava em plena efervescência cultural, frequentada por artistas de todo o mundo. Criadores como o compositor Cole Porter (1891-1964), os escritores Scott Fitzgerald (1896-1940) e T.S. Eliot (1888-1965), os pintores Pablo Picasso (1881-1973) e  Salvador Dalí (1904-1989) passavam as noites em claro, trabalhando, bebendo ou discutindo as suas criações ao som de jazz.) "Let's fall in love..." como diz a canção de Cole Porter e tema central do filme...

Era da informática...


Como estamos na "Era digital", foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade:

1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. A arquivo dado não se olha o formato. 
4. Diz-me que chat frequentas e dir-te-ei quem és. 
5. Para bom provedor uma senha basta. 
6. Não adianta chorar sobre arquivo "deletado". 
7. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse
8. Hacker que ladra não morde. 
9. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando. 
10. Mouse sujo limpa-se em casa. 
11. Melhor prevenir do que formatar
12. Quando um não quer, dois não teclam
13. Quem clica seus males multiplica. 
14. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado. 
15. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
16. Quem não tem banda larga, caça com "discada"
17. Quem semeia e-mails, colhe spams
18. Quem tem dedo vai a Roma.com.
19. Vão-se os arquivos, ficam os backups
20. Diz-me que computador tens e dir-te-ei quem és. 
21. Uma impressora perguntou para a outra: - Essa folha é tua ou é impressão minha? 
22. Aluno de informática não cola, faz backup
23. Na informática nada se perde nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.

E agora pá?!?

Calorias!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"BE ITALIAN" - Fergie



So, you little Italian devils,
You want to know about love?
Saraghina will tell you.
If you want to make a woman happy,
You rely on what you were born with.
Because it is in your blood.
Be Italian,
be Italian.
Take a chance and try to steal a fiery kiss.
Be Italian, be Italian.
When you hold me,
Don't just hold me but
Hold this!
Please be gentle, sentimental
Go ahead and try to give my cheek a pat,
But be daring and uncaring.
When you pinch me, try to pinch me where there's fat.
Be a singer, be a lover.
Pick the flower now before
The chance is past.
Be Italian,
Be Italian
Live today as if it may become your last.

Sequência do filme, de 2009, "NINE", do realizador Rob Marshall.
Sinopse: o famoso realizador Guido Contini luta por encontrar a harmonia na sua vida, quer profissional, quer pessoalmente, ao comprometer dramaticamente o seu relacionamento com as mulheres da sua vida: a sua mulher, a sua amante, a sua musa, a sua agente e a sua mãe.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Defesa do meio ambiente

DESABAFO

Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer os seus próprios sacos para as compras, uma vez que os sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exactamente o nosso problema hoje, minha senhora. A sua geração não se preocupou o suficiente com o meio ambiente.
- Você está certo - responde a velha senhora - a minha geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, as garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidas à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de serem reutilizadas, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, bastantes vezes mais.
Realmente não nos preocupámos com o meio ambiente no meu tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos de percorrer dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas dos bebés eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. A roupa secada ao ar livre: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam as nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido dos seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos de bater tudo com as mãos porque não havia máquinas eléctricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha que dura cinco séculos para começar a degradar-se. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisávamos ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a electricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos directamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos e garrafas de plástico que agora enchem os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonávamos as navalhas, ao invés de deitar fora todos os aparelhos "descartáveis" e poluentes, só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o autocarro ou o eléctrico e os meninos iam nas suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhares de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a actual geração fale tanto em meio ambiente, mas não queira abrir mão de nada e não pense em viver um pouco como na minha época?!?

sábado, 24 de setembro de 2011

Juanes - "A Dios le pido"

Que mis ojos se despierten
Con la luz de tu mirada
Yo, a Dios le pido
Que mi madre no se muera
Y que mi padre me recuerde
A Dios le pido
Que te quedes a mi lado
Y que más nunca te me vayas, mi vida
A Dios le pido
Que mi alma no descanse
Cuando de amarte se trate, mi cielo
A Dios le pido
Por los días que me quedan
Y las noches que aún no llegan
Yo, a Dios le pido
Por los hijos de mis hijos
Y los hijos de tus hijos
A Dios le pido
Que mi pueblo no derrame tanta sangre
Y se levante mi gente,
A Dios le pido
Que mi alma no descanse
Cuando de amarte se trate, mi cielo,
A Dios le pido
Un segundo más de vida para darte
Y mi corazón entero entregarte
Un segundo más de vida para darte
Y a tu lado para siempre yo quedarme
Un segundo más de vida yo a Dios le pido
Que si me muero sea de amor
Y si me enamoro sea de vos
Y que de tu voz sea este corazón
Todos los días a Dios le pido
Y que si me muero sea de amor
Y si me enamoro sea de vos
Y que de tu voz sea este corazón
Todos los días a Dios le pido,
A Dios le pido
Que mis ojos se despierten
Con la luz de tu mirada,
yo A Dios le pido
Que mi madre no se muera
Y que mi padre me recuerde
A Dios le pido
Que te quedes a mi lado
Y que más nunca te me vayas, mi vida
A Dios le pido
Que mi alma no descanse
Cuando de amarte se trate, mi cielo 
A Dios le pido
Un segundo más de vida para darte
Y mi corazón entero entregarte
Un segundo más de vida para darte
Y a tu lado para siempre yo quedarme
Un segundo más de vida
yo a Dios le pido
Que si me muero sea de amor
Y si me enamoro sea de vos
Y quede tu voz sea este corazón
Todos los días a Dios le pido
Y que si me muero sea de amor
Y si me enamoro sea de vos
Y que de tu voz sea este corazón
Todos los días a Dios le pido,
Yo, a Dios le pido

Jennifer López - "Qué hiciste?!?"


Ayer los dos soñábamos con un mundo perfecto
Ayer a nuestros labios les sobraban las palabras
Porque en los ojos nos espiábamos en el alma
Y la verdad no vacilaba a tu mirada
Ayer nos prometimos conquistar el mundo entero
Ayer tu me juraste que este amor seria eterno
Porque una vez equivocarse es suficiente
Para aprender lo que es amar sinceramente
[REFRÁN]
Que hiciste
Hoy destruiste con tu orgullo la esperanza
Hoy empañaste con tu furia mi mirada
Borraste toda nuestra historia con tu rabia
Y confundiste tanto amor que te entregaba
Con ún permiso para así romperme el alma
Que hiciste
Nos obligaste a destruir las madrugadas
Y nuestras noches las borraron tus palabras
Mis ilusiones acabaron con tus farsas
Se te olvidó que era el amor lo que importaba
Y con tus manos derrumbaste nuestra casa
Mañana que amanezca un dia nuevo em mi universo
Mañana no veré tu nombre escrito entre mis versos
No escucharé palabras de arrepentimiento
Ignoraré sin pena tu remordimiento
Mañana olvidaré que ayer yo fui tu fiel amante
Mañana ni siquiera habrá razones para odiarte
Yo borraré todos tus sueños de mis sueños
Que el viento arrastre para siempre tus recuerdos
[REFRÁN]
Que hiciste
Hoy destruiste con tu orgullo la esperanza
Hoy empañaste con tu furia mi mirada
Borraste toda nuestra historia con tu rabia
Y confundiste tanto amor que te entregaba
Con ún permiso para así romperme el alma
Que hiciste
Nos obligaste a destruir las madrugadas
Y nuestras noches las borraron tus palabras
Mis ilusiones acabaron con tus farsas
Se te olvidó que era el amor lo que importaba
Y con tus manos derrumbaste nuestra casa
Y confundiste tanto amor que te entregaba
Con ún permiso para así romperme el alma
[REFRÁN]
Que hiciste
Nos obligaste a destruir las madrugadas
Y nuestras noches las borraron tus palabras
Mis ilusiones acabaron con tus farsas
Se te olvidó que era el amor lo que importaba
Y con tus manos derrumbaste nuestra casa

Corrupção!!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O triunfo dos porcos - George Orwell

Animal Farm (O triunfo dos porcos) 
George Orwell 


No seu livro, O triunfo dos porcos, Orwell critica a sociedade de sua época, e, por conseguinte também a actual. Ele narra a história de uma quinta que tem por dono o Sr. Jones, homem maldoso, que maltrata os animais. Na verdade trata-os como a maioria dos seres humanos trata os seus. Os animais liderados por um porco chamado Major, um porco campeão de exposições, que ainda não tinha morrido por causa desses prêmios ganhos. Major não concorda com a maneira como os animais são tratados e considera-os todos iguais, começa a falar com os outros animais sobre uma revolução que eles  deveriam organizar contra toda a opressão que sofriam. A princípio os animais não concordam, mas após a morte do idealizador a revolução acontece de uma forma inesperada. Após uma noite de bebedeira Jones deixou de alimentar os animais, já era tarde e os bichos famintos invadiram a casa e expulsaram-no a ele e a todos os outros seres humanos que nela habitavam ou trabalhavam. A partir daquele momento os animais começaram a coordenar a fazenda que se chamava Quinta do Solar e a partir de então passou a ser chamada Quinta dos Bichos. Os porcos (considerados mais inteligentes passaram a comandar toda a quinta e os bichos) foram instituídos os sete mandamentos que tinham como base que todos os bichos são iguais e que eles não se deviam se misturar com os humanos. Todos trabalhavam para o bem comum, porém Napoleão o porco que liderava os bichos - começou a relacionar-se com os homens e a sua ambição foi aumentando até que ele começou a achar-se o dono da quinta e os outros animais seus servos. Os animais, com excepção dos porcos, comiam pouco e trabalhavam o tempo todo. A mudança que era para ser uma melhoria tornou-se um tormento para os bichos. Contudo, eles não viam as coisas por esse lado, Napoleão tinha um porta-voz, Garganta, que convencia os outros bichos de que tudo de ruim que lhes acontecia era sonho deles, ou simplesmente distorcia os factos. O principal objectivo dos bichos era a construção de um moinho de vento, que seria como um monumento, uma mostra de que eles eram capazes de viver sozinhos. Depois de muitos erros e de muitas lutas, até mesmo com os humanos, enfim o moinho foi construído, mas que não foi utilizado pelos bichos, apenas pelos porcos, para seu benefício próprio. No final os porcos tornaram-se iguais aos seres humanos, até pior, pois eles como animais começaram a julgar-se melhores que os outros. Negociavam com os homens e até comiam na mesma mesa que eles. Enfim tudo o que os humanos faziam era feito pelos porcos.
"Os animais são todos iguais, mas há uns mais iguais que outros!"

BARRANCOS

Clique nos "links" abaixo e delicie-se com duas belas paisagens barranquenhas: A Pipa e o Castelo de Noudar.

Pipa

Castelo de Noudar

Fonte : Blogue - Estado de Barrancos

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CHÁ da MEIA-NOITE!!!


A palavra Chá em Português é parecida com a palavra original em Chinês, mas completamente diferente de outras linguas europeias. Em Russo a palavra é Chai e noutros países do leste da Europa a palavra é parecida com o nosso Chá.
Em Francês, Inglês Alemão, Holandês, Italiano e até Espanhol a palavra usada para esta planta ou bebida é mais parecida com a letra T nessas línguas, como Té, Tea, Tee, Thee,  Te, Té, etc.
Porquê? Aparentemente uma parte do Chá que chegava a Portugal era separado para Transporte (ou Transbordo?) para os outros países e os sacos eram marcados com a letra T de Transporte. Os outros países recebiam sacos de T. Daí as palavras respectivas, nesses países. Imagina-se que os países do leste recebiam o Chá directamente da Rota da Seda...

Agora vamos à palavra noite!
Vejamos a coincidência?
Em muitos idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra N + o número 8 na respectiva língua.
A letra N é o símbolo matemático de um conjunto infinito (o dos números Naturais) e o 8 deitado também simboliza infinito, ou seja, noite significa, em todas as línguas, a união do infinito!!!
Português: noite = n + oito(e)
Inglês: night = n + (e)ight
Alemão: nacht = n + acht
Espanhol: noche = n + ocho(e)
Francês: nuit = n +( h)uit
Italiano: notte = n + otto(e)
Interessante, não?!?
BOA NOITE!!!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Amor electro - "A máquina"

A Máquina (acordou)
Saber o que fazer,
Com isto a acontecer,
Num caso como o meu.
Ter o meu amor,
Para dar e pra vender,
Mas sei que vou ficar,
Por ter o que eu não tenho,
Eu sei que vou ficar.
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero ser feliz,
É de pedir aos céus.
Porque este amor é meu,
E cedo, vou saber
Que triste é viver,
Que sina, ai, que amor,
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar.
Sentir e não mentir,
Amar e querer ficar,
Que pena é ver-te assim,
Já sem saberes de ti.
Rasguei o teu perdão,
Quis ser o que já fui,
Eu não vou mais fugir,
A viagem começou,
Porque este amor é meu
E cedo vou saber,
Que triste é viver,
Que sina, ai, que amor.
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou.
Deixou de tocar,
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero é ser feliz,
É de pedir aos céus.
Porque este amor é teu,
E eu já só vou amar,
Que bom não acabou,
A máquina acordou.

sábado, 17 de setembro de 2011

ORTOGRAFIA

História da ortografia em Portugal e no Brasil
A história da ortografia da língua portuguesa pode dividir­se em três períodos:
fonético, até ao século XVI; pseudo­etimológico, desde o século XVI até 1911; moderno, desde 1911 até hoje.
Quando a língua portuguesa começou a ser escrita, quem escrevia procurava representar foneticamente os sons da fala. Esta representação, no entanto, nunca foi satisfatória. Por um lado, não havia norma e, assim, por exemplo, o som /i/ podia ser representado por i, por y, e até por h (1); a nasalidade por m, por n, ou por til, etc. Por outro lado, a ortografia conservou­se em certos casos antiquada em relação à evolução da pronúncia das palavras, como em leer (ler) e teer (ter). Nos documentos mais antigos, de qualquer modo, o que se observa é a procura de uma grafia fonética. Com o decorrer do tempo, esta simplicidade foi desaparecendo por causa da influência do Latim. Assim, começaram a aparecer grafias como fecto (feito), regno (reino), fructo (fruito), etc. Realmente, uma das características do Renascimento foi a admiração pelos tempos clássicos e, em particular, pelo Latim. Isso consolidou, por assim dizer, e levou ao extremo a influência daquela língua na escrita do Português. Daqui resultou o aparecimento de inúmeras consoantes duplas, o aparecimento dos grupos ph, ch, th, rh, que antes praticamente ninguém usava. Por outro lado, já nesse tempo, tal como hoje, a ignorância e o pretensiosismo se aliavam para produzir os maiores disparates, tais como, por exemplo, lythographia, typoia, lyrio, etc. (2)(3). É por esta razão que se chama pseudo­etimológico ao período em que esta tendência se impôs. Isto é, queria­se pretensiosamente fazer etimológica a ortografia, mas a ignorância não deixava ir além da pseudo­etimologia. Além disso, segundo J. J. Nunes (4), "por este processo [o da procura da grafia etimológica] recuavam­se bastantes séculos, fazendo ressurgir o que era remoto, e punha­se de lado a história do nosso idioma...".
Deve­se dizer que cedo começou a haver reacções simplificativas. Por exemplo, Duarte Nunes de Leão, um dos primeiros gramáticos portugueses, reprova a pseudo­etimologia nascente em "Ortographia da lingoa portuguesa", livro de 1576. Outro gramático que se opôs a esta ortografia complicada foi Álvaro Ferreira de Vera, no seu livro "Ortographia ou arte para escrever certo na lingua portuguesa" (1633) (5). Também D. Francisco Manuel de Melo (século XVII) usou, pelo menos na sua obra "Segundas três musas do Melodino", uma ortografia simplificada em que quase não havia consoantes dobradas, o ph era substituído por f, e o ch com som /k/ era substituído por qu (pharmacia ­> farmacia, Achilles ­> Aquiles) (3).
No século seguinte, o XVIII, o célebre Luís António Verney apresentou também a sua proposta de ortografia simplificada e, mais do que isso, publicou nessa ortografia a sua grande obra "O verdadeiro método de estudar".
O que é certo, porém, é que, na quase totalidade dos escritos, principalmente a partir da publicação em 1734 da "Ortographia ou arte de escrever e pronunciar com acerto a lingua portugueza" de João de Morais Madureyra Feyjó, se procurava a grafia mais complicada. Note­se, no entanto, que, apesar de tudo, o número de acentos era bastante restrito e empregue em casos e para fins algo diferentes dos actuais.No princípio do século XIX, também Garrett defendia a simplificação ortográfica e criticava a ausência de norma. Nesse mesmo século proliferaram os pretendentes a reformadores da ortografia. Além de Garrett, pode­se mencionar, por exemplo, Castilho, como um dos mais conhecidos.
No decorrer do século XIX, começou a compreender­se a falta de justificação de muitas das grafias complicadas que então se usavam, mas, por outro lado, caiu­se no extremo de, mesmo aqueles sem quaisquer habilitações para tal, desatarem a simplificar disparatadamente. O resultado foi que, no fim do século XIX, a desordem ortográfica era total. Cada um escrevia como lhe parecia melhor.
Assim, em 1911, o Governo nomeou uma comissão para estabelecer a ortografia a usar nas publicações oficiais. Desta comissão fazia parte o insigne foneticista Gonçalves Viana, que já em 1907 apresentara um projecto de ortografia simplificada. O trabalho da comissão consistiu praticamente em adoptar o que propunha Gonçalves Viana e a nova ortografia foi oficializada por portaria de 1 de Setembro de 1911. Esta reforma da ortografia, a primeira oficial em Portugal, foi profunda e modificou completamente o aspecto da língua escrita, aproximando­o muito do actual. Foi, pode dizer­se, uma mudança verdadeiramente radical e feita sem qualquer acordo com o Brasil. Ao fazer desaparecer muitas consoantes dobradas, e os grupos ph, th, rh, etc., a reforma, afinal, fazia desaparecer os exageros do período pseudo­etimológico e promovia um "regresso" ao período fonético. Por isso, é que, a propósito das muitas reacções adversas que houve na altura, escrevia J.J. Nunes (6), em 1918: "Pena é que a ortografia nova, que, em rigor, é velha, não seja compreendida por todos, ou antes, que se não queira ver a sua justeza, acabando­se de vez com os desconchavos que ainda perduram, quase sempre resultantes da ignorância...". Como estas palavras continuam actuais !
O essencial da reforma ortográfica de 1911 foi acabar com o despotismo da etimologia, aproximando a ortografia oficial de uma escrita fonética. Aproximando, apenas, note­se, dado que, apesar de tudo, se fizeram vastas concessões a hábitos anteriores, como era o caso de manter inúmeras consoantes mudas, com um ou outro pretexto (homem, directo, sciência, etc.).
Um ponto em que a reforma foi incoerente e em que se afastou da tradição dos primeiros tempos do Português escrito foi a introdução profunda de acentos. Em particular, passaram a ser acentuadas todas as palavras esdrúxulas, o que não acontecia antes.
A seguir à reforma de 1911, houve vários ajustamentos efectuados por portarias de 19.11.1920, 23.09.1929, e 27.05.1931. A grande reforma seguinte foi a resultante do acordo ortográfico Portugal­ Brasil de 1945, a qual, ligeiramente alterada por um decreto de 1971, deu origem à ortografia oficial que até agora se usou em Portugal. Note­se, de passagem, que o acordo de 1945 anulou algumas modificações introduzidas em 1911 e 1931.
Vejamos o que entretanto se passava no Brasil. No século XIX, a ortografia no Brasil estava no mesmo estado que em Portugal. Pode­se dizer que havia unidade... no caos.
Em 1907, a Academia Brasileira de Letras tivera em estudo um projecto de reforma análogo ao de Gonçalves Viana, que, como vimos, levou à reforma portuguesa de 1911. Neste projecto, embora baseado no do foneticista português, colaboraram vários brasileiros ilustres, como Euclides da Cunha, Rui Barbosa e outros (7). Isto mostra que, em ambos os países, há muito se sentia a necessidade de modificar a ortografia. O mesmo, aliás, se passava noutros países e tinham sido e viriam a ser feitas reformas em vários deles, como se verá mais à frente.
O projecto da Academia Brasileira de Letras de 1907 acabou por não ir por diante e, por outro lado, Portugal cometeu o absurdo erro de avançar sozinho para a reforma. Assim, e apesar de a reforma portuguesa ser defendida sem alterações, para uso no Brasil, por filólogos brasileiros do calibre de
Antenor Nascentes e Mário Barreto, o certo é que, durante alguns anos, ficaram os dois países com ortografias completamente diferentes: Portugal com uma ortografia moderna, o Brasil com a velha ortografia pseudo­etimológica.
Foi em 1924 que as duas Academias, a Brasileira de Letras e a das Ciências de Portugal, resolveram procurar uma ortografia comum. Claro que, para isso, o Brasil teria que se aproximar de Portugal, que, na altura, caminhava na frente. Houve em 1931 um acordo preliminar entre as duas Academias, em que se adoptava praticamente a ortografia portuguesa. Assim se iniciou o processo de convergência das ortografias dos dois países com um reconhecimento quase total, por parte do Brasil, da superioridade da ortografia portuguesa. Contudo, os vocabulários que se publicaram, em 1940 (Academia das Ciências de Portugal) e 1943 (Academia Brasileira de Letras), continham ainda algumas divergências. Por isso, houve, ainda em 1943, em Lisboa, uma Convenção Ortográfica, que deu origem ao Acordo Ortográfico de 1945. Este acordo tornou­se lei em Portugal pelo Decreto 35 228 de 08.12.45, mas no Brasil não foi ratificado pelo Congresso; e, por isso, os Brasileiros continuaram a regular­se pela ortografia do Vocabulário de 1943.
Em 1971, novo acordo entre Portugal e o Brasil aproximou um pouco mais a ortografia do Brasil da de Portugal. Tratou­se de cedência brasileira, mais uma vez. O acordo teve a sorte de ser oficializado sem burburinho. Note­se aqui que, do ponto de vista absoluto, ambas as grafias eram nesta altura perfeitamente razoáveis e sua única desvantagem era apresentarem ainda algumas diferenças. Não fosse isso, seria, de facto, inútil "mexer" mais.
Em 1973, recomeçaram as negociações e, em 1975, as duas Academias mais uma vez chegaram a acordo, o qual "não foi contudo transformado em lei, pois circunstâncias adversas de vária ordem não permitiram uma consideração pública da matéria" (8).
Em 1986, o Presidente José Sarney tentou resolver o assunto, que há longo tempo se arrastava, e promoveu o encontro dos sete países de língua portuguesa no Rio de Janeiro. Deste encontro, mais uma vez saíu um acordo ortográfico e mais uma vez o acordo não foi por diante, devido a um surpreendente alarido que se levantou em Portugal. Este alarido, longe de ser resultado de defeitos do acordo, deveu­se sobretudo a uma confrangedora ignorância do assunto por parte dos pouco ponderados adversários da união ortográfica. Mas a verdade é que o acordo foi suspenso.
O pior é que se concluiu este ano novo acordo, dito "mais moderado", mas na verdade mais incoerente, e exposto, este sim, a críticas com fundamento. Os responsáveis portugueses pelo Acordo de 1986, que garantia uma unificação quase total da ortografia da língua, cederam aos auto­proclamados donos da Cultura Nacional e, agora, em 1990, produziram um acordo imperfeito, que não unifica, cheio de grafias duplas, defeitos estes que são deslealmente aproveitados pelos detractores que os causaram. É o castigo da demagogia. Enfim, se encarado como transitório, como mais uma pequena dose de mudança sem dor para não assarapantar o profanum vulgum, este acordozito é um passo na direcção certa. Para mim, no entanto, o método correcto seria fazer a unificação total de uma só vez e liquidar definitivamente o problema.

REFERÊNCIAS
(1) ­ Nunes, José Joaquim ­ Compêndio de gramática histórica portuguesa, Livraria Clássica Editora, Lisboa, 1945, p. 193
(2) ­ idem, p. 196
(3) ­ Fonseca, Fernando ­ O Português entre as línguas do mundo, Livraria Almedina, Coimbra, 1985, p. 326
(4) ­ Nunes, José Joaquim ­ Compêndio de gramática histórica portuguesa, Livraria Clássica Editora, Lisboa, 1945, p. 196
(5) ­ Cuesta, Pilar Vasquez ­ Gramática da língua portuguesa, Edições 70, Lisboa, 1980, p. 338
(6) ­ Nunes, José Joaquim ­ Compêndio de gramática histórica portuguesa, Livraria Clássica Editora, Lisboa, 1945, p. 198
(7) ­ Carmo Vaz, Álvaro ­ Código de escrita, Livros técnicos e científicos, Lisboa, 1983, p. 112
(8) ­ Protocolo de Acordo Ortográfico de 1986
ORTOGRAFIAS

por Manuel Mendes de Carvalho (1990, com algumas notas de actualização, 1996)