quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ÁGUA

Sabia que...

... beber água na hora certa maximiza os cuidados com o corpo humano?


2 copos de água depois de acordar ajudam a activar os órgãos internos.

1 copo de água 30 minutos antes de comer ajuda à digestão.

1 copo de água antes de tomar banho ajuda a baixar a pressão sanguínea.

1 copo de água antes de ir dormir evita ataques cardíacos.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Yolanda Soares


Yolanda Soares é uma cantora que cruza influências de Bel-Canto clássico, Canto Gregoriano, Fado, Pop, Trance, Rock e Jazz, num registo de "Crossover" (fusão de várias influências musicais e visuais).
Yolanda nasceu e cresceu numa família e meio com fortes tradições musicais e artísticas, ligada particularmente ao Fado e à dança. Frequentou o Conservatório Nacional de Lisboa, primeiro como bailarina, e depois como cantora, tendo concluído o curso de canto nesta escola.
Em 2007 lançou o seu primeiro álbum: Music Box - Fado em Concerto criado juntamente com Abel Chaves, inclui temas já conhecidos e também originais, misturando Fado e música clássica. O CD é uma "Caixinha de Música" que inclui uma Orquestra gravada na República Checa, 5 vozes líricas, Piano, Guitarra Portuguesa, Cravo, Sintetizador e Baterias.
Discografia:
2007- Music Box- Fado em Concerto;
2010- Metamorphosis.

Culinária

Arroz caldoso de rodovalho aromatizado com coentros
Ingredientes:
5 cl de azeite
200 g de arroz carolino
1 dl de vinho branco
20 g de coentros
1 dl de natas
50 g de manteiga
500 g de lombinhos rodovalho sem espinhas cortado em cubos
Confecção:
1º Leve ao lume o azeite com a cebola picada, deixe alourar um pouco e junte o arroz, mexa bem durante um minuto, verta o vinho e deixe ferver, acrescente 0,5lt de caldo de galinha (galinha para que não fique demasiado o sabor do peixe) e 1lt de caldo de peixe, tempere de sal e pimenta.
2º Deixe cozinhar por dezasseis minutos, verta as natas e deixe levantar fervura.
3º Junte o peixe e deixe cozinhar três minutos, fora do lume junte a manteiga em pequenos pedaços e salpique e envolva com os coentros picados.
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Dicas de culinária:
Sempre que fizer prato de peixe como por exemplo arroz , ensopados, etc. substitua uma parte do caldo de peixe por caldo de galinha, ficará com um sabor a peixe mas não tão intenso e uma aroma mais equilibrado.
Sempre que utilizar peixe reserve as espinhas e a cabeça para fazer um caldo, pode congelara, no momento de utilizar o calado leve ao lume água com alho francês, louro , cebola, salsa e sal, grãos de pimenta, e as espinhas e cabeça, ferva quinze minutos e obterá um belíssimo caldo de peixe.
Com a cabeça de peixes grandes como por exemplo de pescada, cherne, garoupa, robalo , depois de cozidas em água aromatizada, poderá retira uma quantidade bastante grande de peixe que lhe pode permitir fazer uma belíssima açorda , um arroz de peixe, rissóis, empadão , empadas ….
Com peixe barato como a sardinha poderá ter uma marinada óptima, colocando os filetes de sardinha a marinar em sumo de limão, azeite, sal, pimenta, e deixando assim duas horas, sirva com uma pequena salada de alface e rucula e umas tostas de pão de centeio.
Chefe Hélder Loureiro, Praça da Alegria - RTP1 

Bacalhau à Brás:
Ingredientes:
400g de bacalhau
500g de batatas
6 ovos
3 cebolas em rodelas muito finas
1 dente de alho picado
1fFio de azeite
Sal e pimenta
Azeitonas pretas a gosto
Salsa picada para servir
Óleo ou azeite (ou uma mistura dos dois) para fritar as batatas
Preparação:
Demolhe o bacalhau de véspera.
Coloque o bacalhau num recipiente resistente ao calor e deite por cima água a ferver, deixe repousar um pouco, e depois retire-lhe a pele e as espinhas. Desfie com as mãos e reserve.
Descasque as batatas e corte-as em palha, (palitos finíssimos), passe-as por duas águas, seque-as um pouco com um pano e frite-as na gordura quente (190º) até alourarem.
Retire-as com uma escumadeira e deixe a escorrer sobre papel absorvente.
Leve ao lume um tacho de fundo espesso com um fio de azeite, o alho e a cebola. Deixe refogar ligeiramente só até cozer a cebola.
Junte o bacalhau e vá mexendo com colher de pau até estar bem envolvido na gordura e impregnado de sabores.
Juntam-se as batatas e com o lume brando, deitam-se no tacho os ovos ligeiramente batidos com sal e pimenta. Mexem-se com um garfo e logo que fiquem cremosos mas cozidos retira-se imediatamente o tacho do lume e deita-se o bacalhau numa travessa.
Serve-se bem quente com as azeitonas e polvilhado de salsa picada.

Bitoque:
Ingredientes:

1 colhere de sopa de óleo
1 colher de sopa de azeite
1 bife da vazia
1 dente de alho
1 ovo
Sal
Procedimento:
Corte o alho em lâminas finas.
Polvilhe a carne com alho, sal e deixe descansar por 30 minutos.
Deite oóleo e frite o bife dos dois lados.
Tente mantê-lo aquecido enquanto frita o ovo.
Noutra frigideira, frite o ovo no azeite.
Coloque o bife e por cima um ovo.
Sirva com arroz branco, batatas fritas e salada de tomate.
BOM APETITE!!!

Pensamentos

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhámos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje já não tenho tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas
que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.

Vamo-nos perder no tempo...
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e
perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons
anos da minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.
Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes
daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a
sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não
deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!"
Vinicius de Moraes

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Fernando Pessoa

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

TOPÓNIMOS

Toponímia: é a divisão da onomástica que estuda os topónimos, ou seja, nomes próprios de lugares, da sua origem e evolução; é considerada uma parte da linguística, com fortes ligações com a história, a arqueologia e a geografia.
A palavra deriva dos termos gregos τόπος (tópos), lugar, e ὄνομα (ónoma), nome, literalmente, o nome de um lugar.

Rossio: O termo Rossio significa grande praça, largo. A Praça de D. Pedro IV, mais conhecida pelo seu antigo nome de Rossio, tem constituído o centro nevrálgico de Lisboa desde há seis séculos. Assistiu a touradas, festivais, paradas militares e também a autos-de-fé durante a Inquisição.
Hoje assiste a ocasionais comícios políticos, e os seus sóbrios edifícios pombalinos, estão ocupados por lojas de recordações, joalharias e cafés.
Em meados do século XIX a praça foi calcetada a preto e branco, com padrões ondulantes. Foi um dos primeiros desenhos desse tipo a decorar os pavimentos da cidade. No lado norte da praça fica o Teatro Nacional D. Maria II, que recebeu o nome da filha de D. Pedro, D. Maria II.
No centro da praça, ergue-se a estátua de D. Pedro IV, vigésimo-oitavo rei de Portugal e primeiro imperador do Brasil independente. Na sua base, as quatro figuras femininas são alegorias à Justiça, à Sabedoria, à Força e à Moderação, qualidades atribuídas a D. Pedro.
Criou-se uma lenda urbana de que a referida estátua de D. Pedro IV na verdade teria sido, originalmente, concebida para o imperador Maximiliano do México. Como o imperador mexicano foi fuzilado em 1867, pouco antes do término da estátua, prontamente teria sido essa reaproveitada para o projecto de revitalização do Rossio, o que explicaria as – supostas – semelhanças da estátua do rei português com a figura do imperador mexicano. Vários estudiosos, como o historiador José Augusto França em A arte em Portugal no século XIX, ergueram-se contra essa teoria, visto que a peça apresenta claros sinais de se tratar duma figura nacional portuguesa: os escudos nos botões, o colar da Torre e Espada e a Carta Constitucional. Recentes descobertas na base da estátua em meados de 2001, durante obras de restauro, reafirmam tratar-se da figura de D. Pedro IV: dois frascos de vinte centímetros cada, contendo documentos e uma fotografia revelada em albumina, que estão a ser analisados pelo Instituto Português de Conservação.

Rua da Betesga: O topónimo betesga, significa  beco, pelo que poderá corresponder à antiga ruela sem saída que, antes do Terramoto de 1755, existia no meio e perpendicularmente, à Rua da Betesga e que porventura lhe terá emprestado o nome.
Meter o Rossio na Betesga - A expressão que se pode testemunhar in loco, meter uma grande praça como o Rossio, na estreita rua que a liga à Praça da Figueira, significa algo desproporcionado ou impossível.

Terreiro do Paço: A Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, é uma praça da Baixa de Lisboa situada junto ao rio Tejo, na zona que foi o local do palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos. É uma das maiores praças da Europa, com cerca de 36 000 m² (180m x 200m).
Em 1511, o rei D. Manuel I transferiu a sua residência do Castelo de São Jorge para este sítio junto ao rio. O Paço da Ribeira, bem como a sua biblioteca de 70 000 volumes, foram destruídos pelo terramoto de 1755. Na reconstrução, a praça tornou-se no elemento fundamental do plano do Marquês de Pombal. Os edifícios, com arcadas que circundam a praça, albergam alguns departamentos de vários Ministérios do Governo Português e ainda o famoso café Martinho da Arcada, o mais antigo de Lisboa, e um dos preferidos de Fernando Pessoa.
Após a Revolução de 1910 os edifícios foram pintados a cor-de-rosa republicano. Contudo, voltaram recentemente à sua cor original, o amarelo. No lado norte, ao centro, situa-se o Arco Triunfal da Rua Augusta, a entrada para a Baixa, e no lado sul, com as suas duas torres quadradas, está virado para o Tejo. Essa foi sempre a entrada nobre de Lisboa e, nos degraus de mármore do Cais das Colunas, vindos do rio, desembarcam chefes de estado e outras figuras de destaque (como Isabel II de Inglaterra ou Gungunhana). Ainda é possível experimentar essa impressionante entrada em Lisboa nos cacilheiros, os barcos que ligam a cidade a Cacilhas. Hoje, o espectáculo é prejudicado pelo trânsito na Avenida da Ribeira das Naus, que corre ao longo da margem.  No centro da praça, vê-se a estátua equestre de D. José, erigida em 1775 por Joaquim Machado de Castro, o principal escultor português do século XVIII. Ao longo dos anos, a estátua de bronze ganhou uma patina verde.  A área serviu como parque de estacionamento durante a década de 1990, mas hoje este vasto espaço é usado para eventos culturais e espectáculos.
Acontecimentos históricos:
No terramoto de 1755, onde hoje se encontram os edifícios que constituem o Terreiro do Paço, existia o Palácio Real, em cuja biblioteca estavam guardados 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio. Tudo foi destruído. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica, entre os quais, por exemplo numerosas cartas do achamento do Brasil e outros documentos antigos também foram perdidos.
A 1 de Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos e seu filho Luís Filipe foram assassinados quando passavam na praça.
No dia 25 de Abril de 1974, a praça assistiu à Revolta do Movimento das Forças Armadas, que derrubou o governo de Marcello Caetano e o Estado Novo, numa revolução sem derramamento de sangue.
No dia 11 de Maio de 2010, o Papa Bento XVI, na sua visita pastoral a Portugal, celebrou uma missa na praça, tendo o altar sido colocado no Cais das Colunas.

Cais do Sodré: A Praça Duque da Terceira, pertence à freguesia de S. Paulo, em Lisboa. Fica entre a Avenida 24 de Julho, Largo do Cais do Sodré, Rua do Alecrim, Rua Bernardino Costa, Rua do Cais do Sodré e a Rua dos Remolares.
A população, no entanto, dá a toda aquela área entre a Praça Duque da Terceira e a beira Tejo, a denominação de Cais do Sodré devido ao facto de ali terem vivido os irmãos Sodré, António Vicente e Duarte, possuídores de uns imóveis neste sítio.
Em memória ao Duque da Terceira, que nas guerras liberais comandou as tropas constitucionais, a praça tem uma estátua, obra do escultor José Simões de Almeida, sendo o risco da autoria de José António Gaspar, colocada no centro da Praça entre 1872 e 1877.
A seguir ao terramoto de 1755, a zona foi reconstruída com novo desenho urbano.

Largo do Rato: O Largo do Rato é um arruamento das freguesias de São Mamede e Santa Isabel, em Lisboa.
O topónimo Rato corresponde à alcunha de Luís Gomes de Sá e Menezes, personagem do século XVII, segundo padroeiro do convento das Trinitárias de Campolide e que deu o nome ao convento, ao sítio e por fim ao arruamento. Esta artéria do sítio do Rato, conhecida por Rua Direita do Rato, passou mais tarde a denominar-se simplesmente Rua do Rato. Em 1910 passou a denominar-se Praça do Brasil, regressando em 1948 ao topónimo Largo do Rato. Em Dezembro de 1997 passou a ser servido pela estação Rato do Metropolitano de Lisboa.

domingo, 26 de setembro de 2010

Cinema

Mistérios de Lisboa

«Há na vida acasos e coincidências tão extravagantes que nenhum novelista ousaria inventá-los»


«Quanto a mim, remeto-me aos velhos tratados de magia – porque se trata aqui, somente, de magia: a do cinema e a de Camilo Castelo Branco. Agora quero deambular por Lisboa e perder-me – descobrir os Mistérios de Lisboa».
Raoul Ruiz



«Tinha catorze anos e não sabia quem era...»
Mistérios de Lisboa mergulha-nos num turbilhão imparável de aventuras e desventuras, coincidências e revelações, sentimentos e paixões violentos, vinganças, amores desgraçados e ilegítimos numa atribulada viagem por Portugal, França, Itália e Brasil. Nesta Lisboa de intrigas e identidades ocultas encontramos uma série de figuras que dominam o destino de Pedro da Silva,órfão de um colégio interno: padre Dinis que de aristocrata e libertino se converte em justiceiro, uma condessa roída pelo ciúme e sedenta de vingança, um pirata sanguinário tornado próspero homem de negócios; que atravessam a história do séc. XIX e a procura de identidade do nosso personagem.

Mistérios de Lisboa de Raúl Ruiz - Trailer from Clap Filmes on Vimeo.
Personagens e intérpretes:
Adriano Luz - Padre Dinis
Maria João Bastos - Ângela de Lima
Ricardo Pereira - Alberto de Magalhães
Clotilde Hesme - Elisa de Montfort
Afonso Pimentel - Pedro da Silva
João Luís Arrais - Pedro da Silva – Criança
Albano Jerónimo - Conde de Santa Bárbara
João Baptista - D. Pedro da Silva
Martin Loizillon - Sebastião de Melo
Julien Alluguette - Benoît de Montfort
Rui Morisson - Marquês de Montezelos
Joana de Verona - Eugénia
Carloto Cotta - D. Álvaro de Albuquerque
Maria João Pinho - Condessa de Viso
José Manuel Mendes - Frei Baltasar da Encarnação
Participações especiais:
Léa Seydoux - Blanche de Montfort
Melvil Poupaud - Coronel Ernest Lacroze
Malik Zidi - Visconde de Armagnac
Margarida Vilanova - Marquesa de Alfarela
Sofia Aparício - Condessa de Penacova
Catarina Wallenstein - Condessa de Arosa
Outras participações:
Américo Silva - Meirinho do Tribunal
Ana Chagas - Deolinda
André Gomes - Barão de Sá
António Simão - Novelista
Bernard Lanneau - Padre Dinis (voz francesa)
Dinarte Branco - Diletante
Duarte Guimarães - Escrivão
Filipe Vargas - D. Paulo
Helena Coelho - Marquesa de Santa Eulália
João Vilas Boas - Criado
José Airosa - Bernardo
Lena Friedrich - Moçoila
Marcello Urgeghe - Médico
Marco D`Almeida - Conde de Viso
Martinho da Silva - F.
Miguel Monteiro - Médico
Nuno Távora - Diletante
Paulo Pinto - D. Martinho de Almeida
Pedro Carmo - 1º Cavalheiro
Vânia Rodrigues - D. Antónia
Série de 6 episódios a ser exibida na RTP:
1 - O Menino Sem Nome
Num colégio interno religioso, Pedro da Silva, um menino órfão, vai descobrir a identidade da sua mãe, a Condessa Ângela de Lima. Ajudada pelo padre Dinis, o verdadeiro protector de Pedro, a Condessa conhece assim o filho de que teve de abdicar, um filho bastardo nascido de uma paixão proibida.
2 - O Conde de Santa Bárbara
O jovem Pedro da Silva fica a par da história de como a sua mãe conheceu o Conde de Santa Bárbara e foi forçada a ser a sua mulher. Entretanto, a sociedade de Lisboa conhece Alberto de Magalhães, um fidalgo abastado que chega à sociedade e desafia convenções, criando, ao mesmo tempo, mistérios. Mas Pedro da Silva terá o maior desgosto da sua vida quando vê a sua mãe recolher-se a um convento após a morte do Conde de Santa Bárbara.
3 - O Enigma do Padre Dinis
Alberto de Magalhães revela a sua verdadeira identidade ao Padre Dinis, que, por sua vez, tem outras duas identidades, fruto de um passado replecto de segredos. Em Santarém, o Frei Baltazar da Encarnação tem uma outra revelação. Uma revelação que passa pela sua juventude em Veneza e que causará grande surpresa ao padre…
4 - Os Crimes de Anacleta dos Remédios
No convento onde a Condessa de Santa Bárbara está encerrada encontra-se também D. Antónia, irmã de alma do Padre Dinis. D. Antónia conta-lhe a história da sua mãe, Anacleta dos Remédios, uma mulher marcada pela tragédia depois de atraiçoar D. Teotónio, o seu marido. Mais tarde, já com uma fortuna avultada, será Anacleta quem será traída por um jovem amante. Acontecimentos que farão com que D. Antónia e as suas irmãs tenham um destino funesto…
5 - Blanche de Montfort
O passado francês de Alberto de Magalhães chega a Lisboa na figura de Elisa de Montfort, uma bela mulher francesa com desejo de vingança. Entretanto, Alberto está casado, por coincidência, com a antiga amante do Conde de Santa Bárbara, Eugénia. E como tudo gira à volta de Padre Dinis, descobre-se que a mãe de Elisa, Blanche de Montfort, foi o objecto de paixão da sua juventude em França…
6 - A Vingança da Duquesa de Cliton
Pedro da Silva, já homem feito, conhece e apaixona-se por Elisa de Montfort. E depois de se envolver num duelo mortal com Alberto de Magalhães compreende enfim o surpreendente plano de vingança daquela mulher. Com o coração partido e amargurado com a morte da mãe, parte para Tanger para desaparecer. Na sua viagem sem destino vai parar ao Brasil onde recorda a espiral da sua vida…

VIDA



Vida


Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.


Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.


Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.


Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.


Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!


Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).


Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!


Viva!!


Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.

Augusto Branco

Tauromaquia

Corrida de toiros
A Tourada, como também se pode chamar, consiste na lide de um toiro ( o elemento fundamental da festa brava) por parte de um cavaleiro (lide a cavalo) ou matador (lide a pé).
Na lide apeada, o matador ou o espada, recebe o toiro com lances de capote (verónicas, chicuelinas, gaoneras, rivoleras, largas, meias verónicas...etc), depois passa ao segundo tércio, que passa pela colocação de pares de bandarilhas (geralmente três) para depois passar à faena com a muleta, já com o toiro mais parado e o toureiro mais perto do toiro, desenha na arena passes de enorme valor artístico e sentimental (muletazos, derechazos...etc) para depois com uma bandarilha simular a morte do toiro, pois em Portugal os toiros não podem ser mortos na arena, à excepção da vila alentejana de Barrancos.
No caso da corrida à portuguesa, os cavaleiros colocam a cavalo as bandarilhas no morrilho do toiro, que depois de uma serie de ferros compridos (utilizados para "parar" o toiro) colocam os ferros curtos, quase sempre mais espectaculares pois é aí que o cavaleiro com o toiro já mais parado, pode colocar ferros mais arriscados, mais junto ao toiro, levando o espectador ao rubro, transmitindo emoção e sentimento, e como cada cavaleiro tem o seu estilo, e a sua forma de comunicar com o público a sua arte aumenta com os seus aplausos, mas depois do toiro ser lidado pelo cavaleiro, saltam à arena, oito forcados, de mãos nuas, que jogam a sua vida na cara do touro tentando realizar a pega, que pode ser de caras (realizada pelos 8 homens sendo um o forcado que se agarra à cara do toiro e os outros ajudam a imobilizá-lo, um deles é o rebujador) ou pode ser de cernelha (realizada por apenas dois homens, um agarra-se á cernelha do toiro e outro ao rabo, tentando assim imobilizar o oponente). A pega é uma arte epectacular e de enorme risco e  única no mundo.
Uma Corrida de toiros, têm de ser vista com atenção, a partir do momento em que ele sai dos curros, deve-se tentar observar o seu comportamento,  a forma como investe no capote, todos os movimentos do cavaleiro ou do matador, todos os ferros ou passes de muleta, tudo tem de ser sentido, e analisado ao pormenor, há que ser exigente para dar dignidade à festa.

Corrida de Touros à Antiga Portuguesa
Na corrida de touros à portuguesa os cavaleiros vestem-se com trajes do século XVIII e os forcados vestem-se como os rapazes do fim do século XIX. Foi no tempo de Filipe III que foram introduzidos na arena, pela primeira vez, os coches de gala.
Cortesias:
As cortesias marcam o início da corrida de touros à portuguesa. No início da corrida todos os intervenientes (cavaleiros, forcados, bandarilheiros, novilheiros, campinos e outros intervenientes) entram na arena e cumprimentam o público, a direcção da corrida e figuras eminentes presentes na praça. Nas corridas de gala à antiga portuguesa a indumentária é de rigor e na arena desfilam coches puxados por cavalos luxuosamente aparelhados.
Lide a cavalo:
Todo o decorrer da corrida de touros à portuguesa consiste na "lide" de seis touros, habitualmente. Cada um dos touros é lidado por um cavaleiro tauromáquico, que tem um determinado tempo durante o qual poderá cravar um número variável de farpas compridas (no início), curtas e de palmo (ainda mais pequenas) no dorso do animal.
Lide a pé:
Os touros podem alternativamente ser "lidados" por um toureiro a pé (embora isto seja menos comum nas touradas portuguesas), que também crava as bandarilhas, um par em simultâneo, no dorso do touro. Outra faceta da lide a pé envolve o uso de uma pequena capa (a muleta) e de um estoque. Em Portugal é proibida a morte do touro na praça (com excepção da vila de Barrancos), mas noutros países a lide a pé culmina na morte, por estocada, do animal.
Pega:
Após a lide do touro pelo cavaleiro tauromáquico é comum entrar em cena o bandarilheiro que efectua algumas manobras com um capote posicionando o touro para a pega. De seguida entram em cena os forcados. Os forcados são um grupo amador que enfrenta o touro a pé com o objectivo de conseguir imobilizá-lo unicamente à força de braços. Oito homens entram na arena, sendo o primeiro o forcado da cara, seguindo-se os chamados ajudas, primeiro e segundo ajuda (os mais determinantes) e demais forcados que também ajudam na pega, terminando no rabejador que segura no rabo do touro, procurando deter o avanço do animal e fixá-lo num determinado local para quando os seus ajudantes o largarem este não invista sobre eles. A pega é consumada quando o forcado da cara se mantenha seguro nos cornos do touro e este seja detido e imobilizado pelos seus companheiros. Nas touradas em que os touros são lidados a pé não existe pega.

sábado, 25 de setembro de 2010

Monarquia Portuguesa

Reino de Portugal

Continente: Europa;
Capital: Lisboa (38° 42' N 09° 10' O) - durante a primeira dinastia, de 1139 a 1255, localizada em Coimbra;
Língua oficial: Português;
Governo: (Monarquia de 1139 a 1910 - República a partir de 5 de Outubro de 1910)
Monarcas: (• 1139-1185 Afonso I 1.º Monarca - • 1908-1910 Manuel II 34.º e último Monarca)
História: • 26 de Julho de 1139 - estabelecimento do reino de Portugal; • 5 de Outubro de 1910 - revolução de 5 de Outubro que implnatou o regime republicano.
Moeda: Dinheiro português (até 1433), Real Português (desde 1433 até 1910) 
O Reino de Portugal localizava-se no oeste do Península Ibérica, Europa, e existiu de 1139 a 1910. Após a proclamação da república portuguesa em 5 de outubro de 1910, foi substituído pela Primeira República Portuguesa, dando os primeiros passos para a sua implantação desde o regicídio de 1908 e, definitivamente implantada, após a revolução de 5 de outubro de 1910.
Origens:
O Condado Portucalense (1093-1139) fazia parte do reino de Leão (910-1230), e tornou-se um reino em 26 de Julho de 1139 quando Afonso Henriques de Borgonha foi aclamado rei de Portugal.
Por oitocentos anos, reis comandaram Portugal e conquistaram diversos territórios em África, América e Ásia, formando um vasto império ultramarino. A classe dominante e abastada por todo este período, foi a nobreza portuguesa, que gozava de diversos privilégios.
Em 1908, o rei D. Carlos I de Bragança foi morto num regicídio, em Lisboa. A Monarquia Portuguesa durou até 5 de Outubro de 1910, quando através de uma revolução foi derrubada e proclamada a República Portuguesa. O derrube da monarquia em 1910 conduziu a dezesseis anos de luta para sustentar a democracia parlamentar no âmbito do republicanismo.
Através dos tempos, o reino de Portugal construiu o que era conhecido como o Império Português, desde 1415, época das descobertas marítimas em que Portugal deu novos mundos ao mundo. Com o tempo algumas colónias foram conquistando a sua independência, como o Brasil, que desde 15 de novembro de 1822 se tornou independente, formando o Império do Brasil, embora o mesmo tenha sido governado pela família imperial brasileira, um ramo da Casa de Bragança.
Em 5 de outubro de 1910, com a proclamação da república em Portugal, o restante do império passou para o controle da actual República Portuguesa. Esta situação termina com a independência das antigas províncias ultramarinas - Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe nos finais do século XX, e com a entrega à China do último território ultramarino português (Macau - 1999), ficando Portugal apenas com dois territórios ultramarinos (depois regiões autónomas - Açores e Madeira).
A história de Portugal tem a sua génese com a chegada dos primeiros hominídeos à Península Ibérica há cerca de 1.2 milhões de anos atrás. O território entrou no domínio da história escrita com o início das guerras Púnicas. Em 29 a.C. era habitado por vários povos, como os Lusitanos, quando foi integrado no Império Romano como a província da Lusitânia, influenciando fortemente a cultura, nomeadamente a língua portuguesa, na maior parte originada no latim. Após a queda do Império Romano, estabeleceram-se aí povos germânicos como os Visigodos e Suevos, e no século VIII seria ocupado por árabes.
Durante a reconquista cristã foi formado o Condado Portucalense, primeiro como parte do Reino da Galiza e depois integrado no Reino de Leão. Com o estabelecimento do Reino de Portugal em 1139, cuja independência foi reconhecida em 1143, e a estabilização das fronteiras em 1249, Portugal reclama o título de mais antigo estado-nação europeu.
Durante os séculos XV e XVI, os portugueses foram pioneiros na exploração marítima, estabelecendo o primeiro império colonial de amplitude global, com possessões em África, na Ásia e na América do Sul, tornando-se uma potência mundial económica, política e militar. Em 1580, após uma crise de sucessão, foi unido a Espanha na chamada União Ibérica que duraria até 1640. Após a Guerra da Restauração foi restabelecida a independência sob a nova dinastia de Bragança, com a separação das duas coroas e impérios. O terramoto de 1755 em Lisboa, as invasões espanhola e francesas que antecederam a perda da sua maior possessão territorial ultramarina, o Brasil, resultaram no desmembramento da estabilidade política e económica, reduzindo o estatuto de Portugal como potência global no século XIX.
Após a queda da monarquia, em 1910 foi proclamada a República, iniciando o actual sistema de governo. A instável Primeira República foi sucedida por uma ditadura sob o nome de Estado Novo. Na segunda metade do século XX, na sequência da guerra colonial portuguesa e do golpe de estado da Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974, a ditadura foi deposta e estabelecida a democracia parlamentar, com todos os territórios ultramarinos a obter a sua independência, nomeadamente Angola e Moçambique em África; o último território ultramarino, Macau, seria entregue à China em 1999.
Portugal entrou, após um conturbado período revolucionário, no caminho da Democracia Parlamentar, ao mesmo tempo que procedia à descolonização de todas as suas colónias. Membro fundador da NATO, o Portugal democrático reforçou a sua modernização e a sua inserção no espaço europeu com a sua adesão, em 1986, à Comunidade Económica Europeia (CEE).

Monarcas Portugueses:
1ª Dinastia - Dinastia Afonsina - Casa de Borgonha (1139 - 1385)
D. Afonso I - Afonso Henriques (1139 - 1185) - o conquistador
D. Sancho I (1185 - 1211) - o povoador
D. Afonso II (1211 - 1223) - o gordo
D. Sancho II (1223 - 1247) - o piedoso / o capelo
D. Afonso III (1247 - 1279) - o bolonhês
D. Dinis I (1279 - 1325)- o lavrador
D. Afonso IV (1325 - 1357) - o bravo
D. Pedro I (1357 - 1367) - o justiceiro
D. Fernando I (1367 - 1383) - o formoso
D. Beatriz I (interregno) (1383 - 1385) -

2ª Dinastia - Dinastia Joanina ou de Aviz - Casa de Avis (1385 - 1580) / Casa de Avis-Beja (1495-1580)
D. João I (1385 - 1433) - o da boa memória
D. Duarte I (1433 - 1438) - o eloquente
D. Afonso V (1438 - 1481) - o africano
D. João II (1481 - 1495) - o príncipe perfeito
D. Manuel I (1495 - 1525) - o venturoso
D. João III (1525 - 1557) - o pio
D. Sebastião I (1557 - 1578) - o desejado
Cardeal D. Henrique (1578 - 1580) - o casto
António I (1580) - o prior do Crato

3ª Dinastia - Dinastia Filipina - Casa de Habsburgo / Áustria (1581 - 1598)
D.Filipe I (1581 - 1598) - o prudente
D. Filipe II (1598 - 1621) - o piedoso / o pio
D. Filipe III (1621 - 1640) - o grande

4ª Dinastia - Dinastia Brigantina ou de Bragança - Casa de Bragança (1640 - 1910)
D. João IV (1640-1656) - o restaurador
D. Afonso VI (1656 - 1683) - o vitorioso
D. Pedro II (1683 - 1706) - o pacífico
D. João V (1706 - 1750) - o magnânimo
D. José I (1750 - 1777) - o reformador
D. Maria I (1777 - 1816) - a piedosa
(D. Pedro III (1777 - 1786) - o rei consorte)
D. João VI (1816 - 1826) - o clemente
D. Pedro IV (1826) - o libertador
D. Maria II (1826 - 1828) - a educadora
D. Miguel I (1828 - 1834) - o absolutista
D. Maria II (1834 - 1853) - a educadora
(D. Fernando II (1837 - 1853) - o rei consorte / o rei artista)
D. Pedro V (1853 - 1861) - o esperançoso
D. Luís I (1861 - 1889) - o popular / o bom
D. Carlos I (1889 - 1908) - o diplomata
D. Manuel II (1908 - 1910) - o desventurado

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

GASTRONOMIA

A gastronomia é um ramo que abrange a culinária, as bebidas, os materiais usados na alimentação e, em geral, todos os aspectos culturais a ela associados. Um gastrónomo (gourmet, em francês) pode ser um(a) cozinheiro(a), mas pode igualmente ser uma pessoa que se preocupa com o refinamento da alimentação, incluindo não só a forma como os alimentos são preparados, mas também como são apresentados, por exemplo, o vestuário e a música ou dança que acompanham as refeições.
Por estas razões, a gastronomia tem um foro mais alargado que a culinária, que se ocupa mais especificamente das técnicas de confecção dos alimentos. Um provador de vinhos é um gastrónomo especializado naquelas bebidas (e, muitas vezes, é também um gastrónomo no sentido mais amplo do termo).
O prazer proporcionado pela comida é um dos factores mais importantes da vida depois da alimentação de sobrevivência. A gastronomia nasceu desse prazer e constituiu-se como a arte de cozinhar e associar os alimentos para deles retirar o máximo benefício. Cultura muito antiga, a gastronomia esteve na origem de grandes transformações sociais e políticas. A alimentação passou por várias etapas ao longo do desenvolvimento humano, evoluindo do nómada caçador ao homem sedentário, quando este descobriu a importância da agricultura e da domesticação dos animais.

A culinária portuguesa, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico relativamente pequeno, mostra influências mediterrânicas (incluindo-se na chamada “dieta mediterrânica”) e também atlânticas, como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente. A base da gastronomia mediterrânica, assenta na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e os frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os presuntos e os enchidos. Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias e do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adoptados como produtos essenciais. Note-se que a variedade de pratos regionais se verifica mesmo em áreas restritas. Duas cidades vizinhas podem apresentar, sob o mesmo nome, pratos que podem diferir bastante na forma de confecção, ainda que partilhem a mesma receita de base. O bacalhau, introduzido na alimentação desde as viagens portuguesas do século XIV, era adequado às necessidades da época, como produto de fácil conservação.
Dieta mediterrânica

O pão:
O pão é, sem dúvida, um dos alimentos base da alimentação portuguesa. Existe em diversas formas ao longo do território nacional, não se limitando ao pão de trigo, de que o pão alentejano é talvez o mais representativo, existindo também a broa de milho, típica do Norte de Portugal, ainda que apreciada em todo o país, o pão de centeio (por exemplo, da Serra da Estrela), etc. O pão alentejano, geralmente de grandes dimensões (pão de quilo) e com miolo compacto, é pensado para durar mais do que um dia (algumas variedades são ainda mais apreciadas no dia seguinte à cozedura) e é utilizado em diversos pratos como as açordas e as migas à Alentejana.
Fora do Alentejo, continua a utilizar-se pão para outros pratos, como o torricado (um pão grande, torrado com azeite e que é servido como acompanhamento, próprio do centro do país), o bacalhau espiritual, diversos ensopados e, entre os doces, as rabanadas ou fatias-paridas, os mexidos, etc. Note-se que o doce de Évora designado como pão de rala não leva pão na sua confecção.
No norte de Portugal, junto ao Porto, é célebre a designada vulgarmente "broa de Avintes". Existem outras espécies de pão, como a fogaça, a rosca (o pão vulgarmente utilizado no norte, ao Domingo, dia em que o padeiro não vai levar o pão a casa), as “caralhotas” de Almeirim (pães redondos e de tamanho médio, especialmente apreciados quando acabados de sair do forno), o pão-com-chouriço (frequente em feiras e festas, onde é consumido quente, cozendo no forno com o chouriço já no seu interior), os folares (próprios da Páscoa), etc. No norte de Portugal, há ainda a referir as "bolas" (lê-se "bôlas") que tanto podem significar grandes pães com carne misturada (em Trás-os-Montes) ou pães baixos, redondos e compactos servidos com sardinhas ou carne (como acontece em algumas partes do Minho).

O azeite:
O azeite é o alimento indicado para a dieta dos portugueses, principalmente utilizado como condimento nas sopas de legumes, nas migas à moda da beira (em que se misturam feijões, couve e pão de milho), no bacalhau assado, onde é acompanhado com bastante alho, etc. Mesmo na doçaria, o azeite também se faz presente, como em alguns bolos, principalmente alentejanos, mas também em diversas "broas de azeite". As batatas cozidas, servidas juntamente com diversos pratos, como peixes grelhados, são geralmente regadas com azeite, um golpe de vinagre, salsa e cebola picada.
Grande parte dos pratos começam por ser preparados a partir de um refogado de cebola e/ou alho, mais ou menos puxado (mais ou menos escuro), em azeite.

O vinho:
Portugal orgulha-se especialmente dos seus vinhos que também apresentam uma variedade impressionante, consoante a região onde são produzidos. Os vinhos generosos, de alto teor alcoólico e sabor geralmente doce (mas nem sempre) incluem o inevitável vinho do Porto, o vinho da Madeira, o vinho de Carcavelos, o moscatel de Setúbal, entre outras variedades, como os vinhos “abafados”, em que o mosto não chega a fermentar porque é diluído em aguardente.
As regiões produtoras de vinho mais afamadas são, sem dúvida, o Alentejo e o Douro, ainda que mereçam referência outras regiões: Dão, Terras do Sado, Bucelas, etc.
No Minho existe a região demarcada do vinho verde, que se bebe jovem e fresco. Ao contrário do que muitas pessoas pensam (mesmo alguns portugueses), o vinho verde não é um tipo específico de vinho branco. De facto, existe vinho verde tinto (o que é, aliás, mais consumido no Minho) e vinho verde branco.

Sopas e cozidos:
Os produtos hortícolas são muito utilizados para diversos fins: saladas, sopas de legumes, cozidos, etc. São frequentes as sopas frias, como o gaspacho, no Alentejo, as “picadas” (pepino picado com água fria, sal, vinagre e azeite), além de diversas sopas de legumes. Estas costumam resultar da adição de legumes (nabiças, couve, espinafres, etc) a uma base de puré mais ou menos espesso (consoante os gostos) de batata, cenoura e, eventualmente, cebola. O caldo verde, composto por puré de batata e couve-galega cortada em tiras muito finas é talvez a mais famosa das sopas portuguesas. No norte de Portugal é comum acompanhar o caldo verde com rodelas de chouriço. Note-se que na região do Alentejo dá-se outro significado à palavra “sopas” que são, nessa acepção, semelhantes às açordas – pedaços de pão num meio líquido aromatizado, que acompanha outros ingredientes, geralmente ovos, carne, ou peixe.
O cozido à portuguesa, considerado por muitos como o prato nacional, é composto por uma grande diversidade de ingredientes cozidos em água abundante – as receitas variam muito de local para local, havendo muitas que reclamam ser mais legítimas que outras. Contudo, é costume referir como ingredientes mais utilizados as diversas qualidades de couve (couve-galega, couve-lombarda, tronchuda, etc), batatas, feijão, cabeças de nabo, cenoura, enchidos (chouriço, farinheira, moura, etc), outras carnes, geralmente de porco, e, por vezes, adições de carnes de frango ou galinha.
As saladas mais confeccionadas são as de alface e de tomate. É curioso notar que existe, em algumas regiões do país, uma certa confusão na linguagem popular entre os termos que designam alface e salada, como se ambos se referissem à mesma coisa. A salada de tomate costuma ser aromatizada com orégãos.

Enchidos
Alguns produtos e enchidos portugueses fazem parte de uma lista restrita que a Comissão Europeia atribuiu a menção de Denominação de Origem Protegida nomeadamente, para a zona de Estremoz e Borba, tais como, a Paia de Toucinho, o Chouriço de Carne, a Paia de Lombo, a Morcela,os Maranhos, o Chouriço grosso.
No Nordeste de Portugal, a criatividade popular permitiu a confecção de enchidos à base de pão e carne de galinha, denominadas alheiras. Foram criadas como forma de reacção por parte dos judeus Portugueses no século XVI, ao dilema de não lhes ser permitido comer carne de porco por motivos religiosos e o imperativo de dar entender que se tinham convertido ao cristianismo.
Temperos
Em termos gerais, é no sul que se usam mais as ervas aromáticas. Enquanto que no norte de Portugal se usa quase exclusivamente a salsa, o louro, a cebola e o alho, no sul, especialmente no Alentejo, utilizam-se os coentros, as mentas (hortelã, poejo, etc), os orégãos, o alecrim, etc. Desde que Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia que os Portugueses utilizam a pimenta (designada no Brasil como pimenta-do-reino), a noz-moscada, o cravinho-da-índia, o açafrão, etc. A doçaria regional faz uso abundante da canela.
Peixe e marisco
É obrigatória a referência ao peixe consumido tradicionalmente em Portugal. Além da célebre sardinha portuguesa, o bacalhau, pescado em águas mais frias e afastadas, são os peixes mais usados pela cozinha lusitana. Não nos podemos esquecer, contudo, da grande variedade de mariscos, sem ser de viveiro, como o berbigão, o mexilhão, as conquilhas, etc. As amêijoas são utilizadas não só como principal iguaria, ao natural ou à Bulhão Pato, mas também a acompanhar outras, como na carne de porco à alentejana. Existe ainda uma grande variedade de receitas de açordas e feijoadas de marisco.
Doçaria
A doçaria portuguesa tem grande parte da sua origem nos conventos e mosteiros portugueses no século XVI. O uso abundante de gemas de ovos em muitas destas especialidades está relacionado com o uso das claras de ovos nos conventos. As claras de ovos para a confecção de hóstias, para manterem seus hábitos (vestuário das religiosas) sempre engomados, e para a clarificação dos vinhos. Para não desperdiçarem as gemas e com o açúcar vindo do Novo Mundo, os frades e, principalmente, as freiras de Portugal aperfeiçoaram as receitas ancestrais. A criatividade conventual extravasava em doces ricos em açúcar, em gemas de ovos, em frutos secos e em amêndoas.

Entre outros doces que importa referir, há ovos moles de Aveiro, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras da Ordem dos Carmelitas no século XIX, o pastel de nata (incluindo os famosos pastéis de Belém que nasceram no Mosteiro dos Jerónimos), queijadas de Sintra, conhecidas desde o século XIII, e os agora já célebres travesseiros da Periquita, os pastéis de Tentúgal, queijadinhas de hóstia, as Tigeladas de Abrantes, o pudim Abade de Priscos, quartos de marmelada do Convento de Odivelas, barriga de Freira de Arouca, castanha doce de Arouca, cristas de galo (ou pastéis de Vila Real, pastéis de Toucinho, Viuvinhas), bolo de Dom Rodrigo (ou somente D. Rodrigo), fatias de Tomar (ou fatias da China), lampreia de Portalegre (ou lampreia de amêndoa, lampreia à antiga ou lampreia de Massapão), palha de Abrantes, trouxas de ovos das Caldas, rebuçados de ovos, atribuídos ao Convento de São Bernardo de Portalegre, pau de abóbora (ou abóbora coberta) entre outras specialidades mais ou menos conhecidas. No Algarve, principalmente, são típicos os doces de amêndoa e de figo seco; no Alentejo, a Sericá (ou sericaia), o pão de Rala, os nógados. No arquipelago dos Açores, na ilha da Graciosa são famosas as suas queijadas. De facto, quase todas as localidades têm o seu doce típico. No arquipélago da Madeira, destaca-se o chamado bolo de mel.

Vinho do Porto

O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido na Região Demarcada do Douro, sob condições peculiares derivadas de factores naturais e de factores humanos. O processo de fabrico, baseado na tradição, inclui a paragem da fermentação do mosto pela adição de aguardente vínica (benefício ou aguardentação), a lotação de vinhos e o envelhecimento.
O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aroma incomparáveis, uma persistência muito elevada quer de aroma quer de sabor, um teor alcoólico elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de doçuras e grande diversidade de cores. A cor dos diferentes tipos de Vinho do Porto pode variar entre o retinto e o alourado-claro, sendo possíveis todas as tonalidades intermédias (tinto, tinto-alourado, alourado e alourado-claro). Os Vinhos do Porto Branco apresentam tonalidades diversas (branco pálido, branco palha e branco dourado), intimamente relacionadas com a tecnologia de produção. Quando envelhecidos em casco, durante muito anos, os vinhos brancos adquirem, por oxidação natural, uma tonalidade alourada-claro semelhante à dos vinhos tintos muito velhos.
Em termos de doçura, o vinho do porto pode ser muito doce, doce, meio-seco, ou extra seco. A doçura do vinho constitui uma opção de fabrico, condicionada pelo momento de interrupção da fermentação.
Os Vinhos do Porto podem ser divididos em duas categorias consoante o tipo de envelhecimento:
Estilo Ruby
São vinhos em que se procura suster a evolução da sua cor tinta, mais ou menos intensa, e manter o aroma frutado e vigor dos vinhos jovens. Neste tipo de vinhos, por ordem crescente de qualidade, inserem-se as categorias Ruby, Reserva, Late Bottled Vintage (LBV) e Vintage. Os vinhos das melhores categorias, principalmente o Vintage, e em menor grau o LBV, poderão ser guardados, pois envelhecem bem em garrafa. São especialmente aconselhados os LBV e os Vintage.
Estilo Tawny
Obtido por lotação de vinhos de grau de maturação variável, conduzida através do envelhecimento em cascos ou tonéis. São vinhos em que a cor apresenta evolução, devendo integrar-se nas sub-classes de cor tinto-alourado, alourado ou alourado-claro. Os aromas lembram os frutos secos e a madeira; quanto mais velho é o vinho mais estas características se acentuam. As categorias existentes são: Tawny, Tawny Reserva, Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos) e Colheita. São vinhos de lotes de vários anos, excepto os Colheita, que se assemelham a um Tawny com Indicação de Idade com o mesmo tempo de envelhecimento.
Quando são engarrafados estão prontos para serem consumidos. Aconselham-se os vinhos das categorias Tawny com Indicação de Idade e Colheita.
Branco
O Vinho do Porto branco apresenta-se em vários estilos, nomeadamente associados a períodos de envelhecimento mais ou menos prolongados e diferentes graus de doçura, que resultam do modo como é conduzida a sua elaboração. Aos vinhos tradicionais, juntaram-se os vinhos de aroma floral e complexo com um teor alcoólico mínimo de 16,5% (Vinho do Porto Branco Leve Seco) capazes de responder à procura de vinhos menos ricos em álcool.
Rosé
Vinho de cor rosada obtido por maceração pouco intensa de uvas tintas e em que não se promovem fenómenos de oxidação durante a sua conservação. São vinhos para serem consumidos novos com boa exuberância aromática com notas de cereja, framboesa e morango. Na boca são suaves e agradáveis. Devem ser apreciados frescos ou com gelo, podendo ainda ser servidos em diversos cocktails.
in, Instituto do Vinho do Douro e Porto

VINDIMAS

As vindimas consistem na colheita dos cachos de uvas, destinados à produção de vinho, quando estas atingem o grau indicado de amadurecimento. Os cachos são então enviados para os lagares, onde começa a produção de diversos tipos de vinhos. Para obter uma boa qualidade de vinho é necessário escolher a data exacta em que se deve iniciar as vindimas.
As vindimas têm lugar, habitualmente, em Setembro, após uma decisão nesse sentido tomada pelos enólogos, que desde o final de Agosto anterior analisam amostragens para controlar a maturação das uvas, assim como a acidez, peso e cor. É necessário encontrar o grau de acidez indicado porque com o passar do tempo os ácidos transformam-se em açúcares, o que leva a um aumento do álcool.
Cabe aos produtores, em função da casta, determinar a relação que mais lhes convém em função do tipo de vinho que pretendem produzir. Posteriormente, deve ser feito o transporte dos cachos nas melhores condições, já que, devido ao calor próprio da época, as uvas amassadas começam a fermentar antes do tempo.
Também é possível prever a melhor altura para as vindimas através de um método popular que consiste em verificar quando murcham os pés das uvas e as peles dos bagos começam a contrair.
Marcada a data da vindima, a cada propriedade onde há cultivo de uvas acorrem então dezenas de trabalhadores sazonais, normalmente oriundos das terras vizinhas, e é iniciado um dos mais característicos momentos da etnografia portuguesa. Muitas vezes são famílias completas que se deslocam para as vindimas, numa tradição que atravessa gerações: as mulheres, auxiliadas pelas crianças, cortam os cachos, que são colocados em cestas de vime. Cabe então aos homens transportar estes cestos para os lagares. Antigamente eram grupos de homens que pisavam as uvas, sistema que gradualmente foi sendo substituído por métodos mecânicos.
Na época das vindimas são organizadas nas diferentes terras ou regiões onde existe esta actividade as chamadas Festas da Vindimas, uma tradição histórica que atrai imensos turistas, como acontece, por exemplo, na região do Douro, a mais antiga região demarcada de vinho do mundo.
in Infopédia, Porto Editora, 2003-2010.

Regiões demarcadas:
O conceito jurídico de região demarcada deve-se ao Marquês de Pombal, com a criação da primeira delimitação no mundo de uma região vitivinícola, no século XVIII, em Portugal — a Região Demarcada do Alto Douro. As regiões demarcadas são, portanto, zonas de lavoura estanques, abrangidas por legislação especial para defesa e promoção da produção vinícola inconfundível de cada uma delas.
Posteriormente, outras demarcações vieram a ser criadas em Portugal, podendo actualmente falar-se das seguintes, entre outras:
Região Demarcada do Douro;
Vinhos Verdes;
Região Demarcada do Dão (1908);
Região Demarcada de Colares;
Região Demarcada de Bucelas;
Moscatel de Setúbal;
Região Demarcada de Carcavelos;
Minho;
Trás-os-Montes ;
Douro / Porto;
Beiras;
Lisboa;
Tejo;
Península de Setúbal;
Alentejo;
Algarve;
Madeira;
Açores.

Castas portuguesas:
Em Portugal, como na Europa, são usadas numerosas castas de Vitis vinifera. A vastíssima quantidade de castas nativas (cerca de 285) permite produzir uma grande diversidade de vinhos com personalidades muito distintas. O guia The Oxford Companion to Wine descreve o país como um verdadeiro "tesouro de castas locais".
Algumas das castas tintas Portuguesas mais importantes são: Touriga Nacional, Baga, Castelão, Touriga Franca e Trincadeira (ou Tinta Amarela). Entre as castas brancas Portuguesas destacam-se: Alvarinho, Loureiro, Arinto, Encruzado, Bical, Fernão Pires, Moscatel e Malvasia Fina. Tradicionalmente combinam-se diversas castas brancas.
Na sequência da devastação causada pela filoxera em finais do século XIX, passou a ser utilizada uma casta Americana como porta-enxerto das castas Portuguesas onde elas são enxertadas. Apesar de terem características próprias, há que considerar que a mesma casta de uva poderá produzir vinhos diferentes consoante as condições em que é cultivada.
Tem existido um debate em Portugal relativamente ao uso de castas estrangeiras. O debate contínua uma vez que muitos mercados estrangeiros parecem preferir castas que já conhecem como Cabernet Sauvignon em relação às castas Portuguesas, menos conhecidas.
in Wikipédia

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

André Rieu



André Rieu (Maastricht, Países Baixos, 1 de Outubro de 1949) é um violinista e maestro holandês. Aos 60 anos, André Rieu, conhecido como o "Embaixador das valsas", divide o topo das paradas pop da Alemanha, França e Holanda, junto a nomes como Céline Dion, Madonna, Britney Spears e Michael Jackson. Além disso, as suas performances primorosas e modernas valeram-lhe os melhores postos das paradas clássicas da Billboard. O resultado são dez milhões de discos vendidos e uma carreira de sucesso em mais de trinta países.
Filho de um director de orquestra que fez dos seis filhos músicos, André já tocava violino aos cinco anos, mas foi só quando tocou a sua primeira valsa, enquanto estudava no conservatório, que a paixão pela música surgiu. Como violinista da Orquestra Sinfônica de Limburg, ele mantinha actividades musicais paralelas, gravando discos independentes. O CD Strauss & Co, lançado em 1994, chegou aos EUA com o título "Da Holanda, com Amor", e em França, Espanha e Brasil como "Valsas". Os vários nomes não atrapalharam em nada a trajectória do álbum que transformou o artista num fenómeno de crítica e vendas, com repercussão nos seus trabalhos seguintes, como "The Vienna I Love", "André Rieu In Concert" e "The Christmas I Love", "Love Around the World", entre muitos outros.

ERA



Era é um projecto musical criado pelo francês Eric Levi, antes membro do grupo de glam rock Shakin' Street.
As suas músicas, geralmente cantadas numa língua imaginária parecida com o latim, misturam música clássica, ópera e canto gregoriano com outros estilos contemporâneos. Músicas em inglês foram ganhando espaço a cada novo álbum, e no CD, Reborn, há também faixas cantadas em árabe.
O primeiro álbum teve um grande sucesso comercial. A música Mother foi usada na banda sonora do filme Alta Velocidade (2001), de Sylvester Stallone. E na Austrália, a música Ameno foi usada na campanha "The Power of Yes" (O Poder do Sim) da Optus Telecommunications. Este também conta com algumas faixas que foram compostas por Eric Levi antes do surgimento da banda e que foram utilizadas na banda sonora do filme Les Visiteurs, de 1993.
Muitas vezes a banda, que já vendeu mais de 4 milhões de cópias em França e 12 milhões em todo o mundo, apresenta vestes e armas da Idade Média nos seus concertos. O universo visual de Era é o complemento de sua inspiração musical, utilizando sinais e sentimentos próximos aos religiosos, explorando uma dimensão universal, um universo de emoções, espirituais e místicas.
O seu estilo pode ser descrito como new age e pode ser considerado similar ao de artistas como Enigma, Gregorian, Deep Forest e Enya.
Alguns componentes da banda são cátaros e católicos, e no clip da música Enae Volare Mezzo percebe-se a forte influência mística do catarismo.
Ao ser estabelecido o programa de história e de francês (respectivamente a Idade Média e o estudo de um romance medieval) dos alunos do segundo ano do ensino secundário em França, o estudo das músicas de Era foi incluído no currículo dos cursos de música.

Discografia:
Era, Volume 1
Era
Álbum de estúdio por Era , lançado e gravado em 1996, género New age, duração 46:22, formato CD
Era 2
Álbum de estreia da banda, lançado em 1996. Algumas edições incluem a faixa bônus "After Time". As suas faixas são:
1.Era - 3:14
2.Ameno - 4:18
3.Cathar Rhythm - 3:18
4.Mother - 4:58
5.Avemano - 4:15
6.Enae Volare mezzo - 4:30
7.Mirror - 3:58
8.Ameno remix - 3:46
9.Sempire d'Amor - 1:52
10.Enae Volare - 3:10
11.After Time - 3:34
12.Impera - 4:37
Cast:
Eric Lévi : Keyboard, Prog., Lead Guitar (Mirror, After Time, Impera)
Guy Protheroe : Lead Vocal (Ameno, Enae Volare)
Eric Geisen : Lead Vocal (Cathar Rhythm)
Florence Dedam : Lead Vocal (Mother, After Time)
Murielle Lefebvre : Lead Vocal (Enae Volare Mezzo)
Harriet Jay : Lead Vocal (Ameno, Avemano, Cathar Rhythm
Neil Wilkinson : Drums (Avemano)
Lee Sklar : Bass (Avemano)
Philippe Manca : Lead Guitar (Era, Ameno, Cathar Rhythm, Mother, Avemano, Sempire d'Amor, Enae Volare), Mandolin (Era), Drums/Bass prog. (Ameno, Era)
Era, Volume 2
Álbum de estúdio por Era, lançado em 2000 e gravado em 2000, género New age, duração 43:56, formato CD
Era, (1997)
The Mass, (2003)
1.Omen Sore
2.Divano
3.Devore Amante
4.Sentence
5.Don't U
6.Infanati
7.Madona
8.Hymne
9.Misere Mani
10.In Fine
Terceiro álbum da banda, lançado em 2003, as sSuas faixas são:
1.The Mass
2.Looking For Something
3.Don't Go Away
4.Don't You Forget
5.If You Shout
6.Avemano Orchestral
7.Enae Volare
8.Sombre Day
9.Voxifera
10.The Champions
em 2004 foi lançada uma compliação contendo algumas das músicas dos álbuns anteriores da banda. As suas faixas são:
1.Ameno (Remix)
2.Don't Go Away
3.The Mass
4.Mother (Remix)
5.Misere Mani
6.Avemano Orchestral
7.Looking for Something
8.Don't U
9.Enae Volare
10.Cathar Rhythm
11.Divano
12.Don't You Forget
13.Hymne
14.Sentence
15.I Believe
16.Looking for Something (Darren Tate Mix Edit)
Reborn, álbum de estúdio por Era, lançado em 15 de Abril de 2008, gravado em 2008, género New age, duração 54:02, formato CD foi o quarto álbum, lançado em 2008. O seu conceito é baseado essencialmente na combinação do estilo habitual de Era com os cantos dos Mouros. O álbum apropria-se de lendas árabes, egípcias e persas. Embora tenha apenas 10 faixas, o seu tempo total é superior ao dos álbuns anteriores. As suas faixas são:
1.Sinfoni Deo
2.Reborn
3.Dark Voices
4.Come Into My World
5.Prayers
6.Thousand Words
7.After Thousand Words
8.Kilimandjaro
9.Last Song
10.Come Into My world (remix)

ENIGMA



Enigma é um projecto musical elaborado por Michael Cretu, pela sua esposa Sandra Cretu, David Fairstein e Frank Peterson em 1990. Michael é o compositor e o produtor; Sandra fornece frequentemente o vocal em faixas do Enigma. O casal trabalhou também no projecto da carreira a solo de Sandra.
Seis álbuns com músicas inéditas, em estúdio, foram produzidos com o nome do projecto e várias outras compilações e remixes pela Virgin Records, Germany Data e Crocodile Music.
No começo de cada álbum Enigma, uma vinheta de boas vindas é ouvida. Sempre o mesmo som inconfundível de "The Voice of Enigma", apresentado de formas diferentes, em cada disco.
Muitas das suas canções são usadas em publicidade, filmes e até mesmo como ilustração de matérias jornalísticas em todo o mundo, é praticamente impossível que alguém nunca tenha ouvido ao menos um trecho de alguma das suas músicas.
Em 1993, Cretu recebeu a proposta de compor a banda sonora completa do filme "Sliver" (1993) mas, no momento, estava a desenvolver o segundo álbum de Enigma e estava impossibilitado de aceitar a oferta. Porém, entrega as canções Carly's Song e Carly's Loneliness, temas para a personagem Carly interpretada pela actriz Sharon Stone.
O projecto é também notável por apresentar para o grande público, o canto gregoriano, tornando-o uma grande sensação nos anos 90, para além de popularizar o uso da flauta de Shakuhachi.
Discografia:
O projecto estreou-se em 1990, tendo como último lançamento Seven Lives, Many Faces, em 2008.
Álbums:
1990 - MCMXC a.D. (Virgin)
1993 - The Cross of Changes (Virgin)
1997 - Le Roi Est Mort, Vive Le Roi!
1998 - Trilogy (3xCD)
2000 - The Screen Behind the Mirror
2001 - Love Sensuality Devotion: The Greatest Hits
2001 - Love Sensuality Devotion: The Remix Collection
2003 - Voyageur (Virgin Records)
2006 - A Posteriori (Virgin Records)
2008 - Seven Lives, Many Faces
2009 - The Platinum Collection
Singles:
1990 - Sadeness (Parte I) (Virgin)
1991 - Mea Culpa (Parte II) (Virgin Records)
1991 - Principles Of Lust (Virgin)
1991 - The Rivers Of Belief (Virgin Records)
1993 - Age of Loneliness e Carly´s Song (Virgin Records)
1993 - Return to Innocence (Virgin)
1994 - Age of Loneliness (Virgin Records)
1994 - The Eyes of Truth (Virgin Records)
1994 - Out from the Deep (Virgin Records)
1996 - Beyond the Invisible (Virgin)
1997 - T.N.T. for the Brain (Virgin Records)
1999 - Gravity of Love (Virgin Schallplatten GmbH)
2000 - Push the Limits (Virgin Records)
2001 - Turn Around (Virgin Schallplatten GmbH)
2003 - Voyageur (Virgin Records)
2003 - Following the Sun (Virgin/EMI)
2004 - Boum Boum (Virgin Schallplatten GmbH)
2005 - Hello and Welcome (Virgin Schallplatten GmbH)
2007 - Eppur si muove (Virgin Schallplatten GmbH)
2008 - La Puerta Del Cielo Seven Lives (Virgin Schallplatten GmbH)
2008 - The Same Parents(Virgin Schallplatten GmbH)