domingo, 28 de novembro de 2010

União Europeia


A evolução da Europa: de Mercado Comum a Comunidade Económica Europeia e agora União Europeia. Curioso!!!
Engraçada e espantosa também a mudança de hábitos, costumes e atitudes...
Sinais dos tempos!!!

sábado, 27 de novembro de 2010

D. Pedro I - "O Milgre da Natividade Quebrada"

Em tempo de presépio chega-me sempre ao pensamento com especial ternura a linda Natividade em baixo-relevo e em calcário branco esculpido que se guarda e venera na Igreja de S. Leonardo, em Atouguia da Baleia. Viajando por aquelas bandas não deixe de a ir ver, leitor, pois, se for sensível, recordará sempre com agrado a magnífica serenidade que dela emana, a Virgem reclinada sobre um catre onde se encontra sentado o Menino Jesus que, incensado por dois anjos e no aconchego do bafo quente da vaca e do burro, vai receber de sua Mãe um livrinho e uma rosa, sob o olhar complacente da vigilante presença de S. José.
Será obra do primeiro terço do século XIV e até há pouco tempo ainda ocupava o seu lugar primitivo, como frontal do altar. Porém, obras recentes de restauro da igreja fizeram-no deslocar para outro local, talvez discutível, mas de melhor realce, e um louvável vidro espesso e inquebrável protege-o agora contra as indesejáveis mexidelas dos curiosos mais brutos.
Das nossas peças mais belas de escultura de época recuada desvirtua-a, porém, um pormenor de peso.
A razão dessa deficiência é o que vos propomos contar:
Reconhecidos os Templários a D. Dinis por ter contornado as exigências de Clemente V e João XXII de desfazer a Ordem, convertendo-a na de Cristo, à bula favorável de 1319 responderam-lhe os novos Cavaleiros com riquíssimos presentes, dos quais dois destinados especialmente à Rainha: o baixo-relevo da Natividade e a imagem de prata da Virgem (hoje no Museu Machado de Castro) que passou a acompanhar D. Isabel nas suas viagens a Compostela.
Mandou D. Isabel colocar o baixo-relevo em frontal de altar na Igreja de S. Leonardo de Touria (hoje Atouguia da Baleia), e era de sua dedicadíssima devoção quando, vinda de Lisboa a caminho de Leiria, ali pernoitava no castelo acabado de construir por seu marido e Rei. Em longa contemplação e infindas orações ficava prostrada a Rainha no sossego gélido da nave, agasalhando-se no seu hábito de peregrina de Santiago, tendo apenas por companhia o respeitoso silêncio das suas aias mais dedicadas, Teresa e Briolanja.
Foi naquela Igreja que invocou à Virgem, em desespero de mãe e esposa, uma paz duradoira que nascesse entre o ciumento e fogoso infante D. Afonso e o seu Senhor e Rei.
E a Virgem reclinada, sempre com o seu imperceptível sorriso de bondade, da pedra lhe ia satisfazendo os pedidos, premiando a virtuosa Senhora tão sua paladina, tão esmoler, Santa obreira dos restauros de Santa Clara e que tudo merecia pela fé que lhe votava.
Mas depois da definitiva paz entre pai e filho, garantida a sucessão pelo afastamneto das pretensões do bastardo Afonso Sanches, nem tudo foram rosas para D. Isabel. À morte de D. Dinis, em 1325, ia o seu neto príncipe Pedro com cinco anos, e o desgosto e a apreensão ensombravam a família real, pois o infante no esforço do nascimento, revelando já o vivíssimo carácter do pai e do signo do Carneiro, dos estridentes berros guinchados viera à luz com gravíssima quebradura. Em vão toda a medicina e curandorias da época lhe quiseram valer. À véspera de S. João lá se encontraram os três Joãos e as três Marias mais puras do reino, elas fiando cada uma o seu fuso numa só roca, o vime escachado por um dos rapazes, e o infante Pedro a ser passado pela abertura de um para outro dos Joãos restantes:
̶ Que fiais Marias?
̶ Linho asseado
para enligar o vime
do menino quebrado...
Ligado o vime e aperreado o infante pelo linho fiado, três meses depois soldou o vime mas não soldou a quebradura do futuro Rei.
Repetida foi a experiência com carvalho cerquinho, mas sem êxito. Também não passou a quebradura com os intestinos quentes de cão preto, com o unguento de solda nem ainda com o sangue de lagarto. Não resultou também o transporte da doença para a pedra, tentado por Frei Tarcísio, da Abadia de Alcobaça.
O menino continuava quebrado e a terrível faixa que lhe amenizava as dores e as cólicas não lhe permitia sequer subir à sela do seu lindo cavalo Sertório, presente de seu tio Fernando IV de Castela. Irascível, nunca o infante brincava ou sorria. Apertado pela dor da sua hérnia, aos mimos e desvelos das suas aias, quando a folga da faixa lho permitia respondia a pontapés, e os bruscos movimentos mais lhe aumentavam a dor. Aí babava-se de raiva e na impotência de dominar a sua dor cuspinhava a quem dele se aproximasse.
Era um martírio aturá-lo no Paço e todos, às escondidas da família real, lhe blasfemavam a sorte. E todos também, no íntimo, culpavam a avó, já com fama de Santa e incapaz de valer ao sofrimento do neto.
Ora, naquela véspera de Natal de 1325, ficara a corte instalada no Castelo de Touria, refazendo-se da fortíssima tempestade que atrasara a comitiva para o Natal a ser passado no Paço de Leiria.
E, assim, naquele ermo se preparavam todos para um Natal triste e pouco festivo, ainda enlutada a corte pela morte recente do seu Rei.
Afonso IV aceitou a contrariedade com benevolência, pois o filho inválido naquela terra sempre mostrara certo interesse pelas lutas dos touros com os mastins e algum entusiasmo pelos pavões que se criavam a uma légua, na cerca do Paço da Serra.
Mas sofrera muito o príncipe na viagem e vingara-se na irmã, a infanta D. Leonor, enchendo-lhe de nódoas negras de mordidelas os bracinhos rechonchudos. E nessa mesma manhã recusara o infante a cadeirinha que o levava ao touril.
Desde as primeiras horas da madrugada encontrava-se a Rainha-Mãe em S. Leonardo implorando mais uma vez à Virgem Reclinada do baixo-relevo de sua predilecta devoção o milagre para o seu neto. Estava completamente só, prostrada a meio da nave, em frente do altar, tendo dispensado daquela vigília de sacrifício as suas duas aias. E no íntimo monólogo com a Virgem lá ia implorando o milagre da cura do futuro Rei. Que a sacrificasse pelo neto, passando o mal para o seu corpo que tão pouco já tinha para viver.
̶ Senhora minha, valei, Senhora minha valei, às vossas mãos estou...
E de súbito, no silêncio gélido da nave que uma única lâmpada de azeite palidamente alumiava, um ruído seco, cavo e sacudido como a chicotada de um arco tenso que se dispara, estalou.
Dois segundos ainda ficou Santa Isabel inerte na posição da prece, mas bruscamente, consciente do insólito som, soergueu-se a velha Rainha em sobressalto.
E fascinada ficou por momentos ao ver o flagrante sinal que ali tão em evidência lhe mandava a Virgem. Uma quebradura, uma racha, fendia a escultura de cima a baixo, a passar pelas mãos da Virgem.
“Às Vossas mãos estou”... e a Virgem, de órbitas cegas, parecia sorrir-lhe agora, enquanto estendia ao seu menino a rosa que até à eternidade, na imobilidade da pedra, esperava em vão ser recebida por Jesus... Imobilidade da pedra que, no entanto, naquele tão simbólico sinal de uma rachadura inexplicável, noticiava com clareza o milagre concedido.
A quebradura passara à pedra...
Uma hora depois, ainda cavalgando a velha mula das suas peregrinações a S. Leonardo, teve a velha Rainha, ao chegar ao Paço, a confirmação do que intimamente já sabia.
E através das lágrimas que lhe alagavam os olhos viu a corte em grande euforia e alvoroço a apreciar um espectáculo:
E viu o neto, nu da cintura para baixo, liberto da tortura da faixa e são e escorreito como um bácoro rosado, correndo a bom correr e rindo, atrás de cinco pavões que lhe fugiam pelas arcadas do claustro...

Francisco Hipólito Raposo, UM CONTO POR UM REAL, Texto Editora
Publicado no jornal Expresso em 24/12/1982

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O'quEstrada

Oxalá te Veja

Tenho dores fechadas em caixinhas
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra os dias que passam, a meu lado

Tenho dores fechadas em caixinhas, contra aqui, contra ali, contra cá
Que me dizem, estou aqui, estamos lá
Ah diz-me la, diz me aqui
Oxalá, oxalá te veja a meu lado ao pé de mim

Tenho dores fechadas em caixinhas
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra os dias que passam, a meu lado
Tenho dores fechadas em caixinhas,
contra aqui, contra ali, contra cá
Mas que me dizem, estou aqui, estamos lá

Ah diz-me la, diz me aqui
Oxalá, oxalá te veja a meu lado ao pé de mim, ao pé de mim
Ah oxalá te veja ao meu lado
Oxalá te veja bem aqui
Ai oxalá te veja a meu lado
ao pé de mim, ao pé de mim.

Glória à Hermínia ao Marceneiro e tais fadistas
Glória à ginjinha ao medronho e à revista, Glória
à Hermínia, Glória à Hermínia ao Marceneiro e tais fadistas,
à ginjinha ao medronho e à revista

Contra mim, contra ti, contra lá
Contra aqui, contra ali, contra cá
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra mim, contra ti, contra lá


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ENSINO: a Escola que temos...

Eu, pecadora, me confesso - testemunho da jornalista Bárbara Wong
Pergunto-me muitas vezes como é que é possível um professor não ter o controlo da sala de aula. Como é que é possível? Se fosse eu... A minha experiência com crianças e na qualidade de "professora" é diminuta e feita em circunstâncias muito especiais, de maneira que me parece que se eu consigo, qualquer pessoa consegue! Muito enganada. Há dias lia sobre uma professora de uma determinada escola de Lisboa que desistiu de dar aulas quando um aluno se dirigiu a ela e espetou um murro com imensa força contra o quadro, mesmo ao lado da sua cabeça. Nem de propósito, nesse mesmo dia passei à porta dessa escola e vivi uma situação que me recordou a docente, a diferença é que os murros foram dados no meu carro e eu estava dentro dele. Os miúdos vinham descontraidamente no meio da estrada, com dois passeios vazios, de um lado e do outro e eles calmamente, vagarosamente, e eu, de frente para eles, cautelosa não fosse atropelar algum porque nenhum se desviava. Com o desafio nos olhos e a boca num meio sorriso lá vinham eles na minha direcção e eu já com o carro completamente parado, à espera que passassem de uma vez. Eram uma dezena, todos rapazes, alguns pequenotes, mas a maioria enormes. Eis que, quando passam começam a bater no "capot" e nos vidros, imediatamente apito-lhes e começo a andar, com cautela para não os atropelar, mas o meu cérebro envia-me mensagens diferentes: de um lado diz-me "calma, Bárbara, calma, eles são maiores do que tu mas são menores, não atropeles nenhum"; do outro a indignação verbalizada com uns "estúpidos, não têm educação, não merecem nada, não percebem nada, não se ajudam a si próprios e depois espantam-se quando tomamos a parte pelo todo e chamam-nos racistas e sentem-se vítimas da sociedade, idiotas", ok, mentalmente também os mandei para uns sítios impróprios. Mais à frente, um grupo de miúdas, com o mesmo desafio no rosto. Há uma que dança no meio da estrada, virada de costas para o carro, rodopiando e rindo, outra que espeta a perna em direcção ao veículo, desvio-me como posso, não lhes toco. "Anormais", murmuro entre dentes, com as janelas fechadas e um calor de morrer. E voltei a lembrar-me da professora daquela escola, dos professores que aturam estes miúdos diariamente. Dos que têm sorte ou jeito e conseguem estabelecer pontes com eles; dos que passam mais de metade da aula a tentar sentá-los e acalmá-los, dos que têm esperança de contribuir para a diferença, dos que já entregaram as armas e só querem que o dia acabe, dos que também se passam e agridem os alunos. Tento pôr-me no lugar destes professores, não consigo. Em muitos destes casos, os professores perderam, a escola perdeu, a sociedade perdeu. Os miúdos são os que mais perderam mas não sabem, nem querem saber. O que fazer com eles?

domingo, 21 de novembro de 2010

LEONARD COHEN



"Dance Me To The End Of Love"


Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

JOHN LENNON

IMAGINE

ELTON JOHN

NIKITA



Hey Nikita is it cold
In your little corner of the world
You could roll around the globe
And never find a warmer soul to know

Oh I saw you by the wall
Ten of your tin soldiers in a row
With eyes that looked like ice on fire
The human heart a captive in the snow

Oh Nikita You will never know anything about my home
I'll never know how good it feels to hold you
Nikita I need you so
Oh Nikita is the other side of any given line in time
Counting ten tin soldiers in a row
Oh no, Nikita you'll never know

Do you ever dream of me
Do you ever see the letters that I write
When you look up through the wire
Nikita do you count the stars at night

And if there comes a time
Guns and gates no longer hold you in
And if you're free to make a choice
Just look towards the west and find a friend

ROBBIE WILLIAMS



ANGELS

I sit and wait
does an angel contemplate my fate
and do they know
the places where we go
when we´re grey and old
´cos I´ve been told
that salvation lets their wings unfold
so when I’m lying in my bed
thoughts running through my head
and I feel that love is dead
I’m loving angels instead

and through it all she offers me protection
a lot of love and affection
whether I’m right or wrong
and down the waterfall
wherever it may take me
I know that life wont break me
when I come to call she wont forsake me
I’m loving angels instead

when I’m feeling weak
and my pain walks down a one way street
I look above
and I know ill always be blessed with love
and as the feeling grows
she breathes flesh to my bones
and when love is dead
I’m loving angels instead

and through it all she offers me protection
a lot of love and affection
whether I’m right or wrong
and down the waterfall
wherever it may take me
I know that life wont break me
when I come to call she wont forsake me
I’m loving angels instead



FEEL

Come on hold my hand,
I wanna contact the living.
Not sure I understand,
This role I’ve been given.

I sit and talk to god
And he just laughs at my plans,
My head speaks a language, I don’t understand.

(chorus)

I just wanna feel real love,
Feel the home that I live in.
’cause I got too much life,
Running through my veins, going to waste.

I don’t wanna die,
But I ain’t keen on living either.
Before I fall in love,
I’m preparing to leave her.
I scare myself to death,
That’s why I keep on running.
Before I’ve arrived, I can see myself coming.

(chorus)

I just wanna feel real love,
Feel the home that I live in.
’cause I got too much life,
Running through my veins, going to waste.

And I need to feel, real love
And a life ever after.
I cannot get enough.

(instrumental)
(chorus)

I just wanna feel real love,
Feel the home that I live in,
I got too much love,
Running through my veins, going to waste.

I just wanna feel real love,
In a life ever after
There’s a hole in my soul,
You can see it in my face, it’s a real big place.

(instrumental)

Come and hold my hand,
I wanna contact the living,
Not sure I understand,
This role I’ve been given

Not sure I understand.
Not sure I understand.
Not sure I understand.
Not sure I understand.

sábado, 20 de novembro de 2010

FACEBOOK

Atenção: O Facebook lançou o Facebook Places. Qualquer um pode descobrir de onde estamos a falar pelo Facebook, fornecendo inclusivamente o mapa de onde estamos situados!
Era uma opção do facebook que só estava activa nos Estados Unidos, mas pelos vistos agora já veio para Portugal. Agora conseguem descobrir através do facebook onde é que nós estamos com o computador...
Assustador!!! Por precaução deve-se "apagar" essa opção.
Aqui vão as instruções.
Para não ter esta função vá a:
"Conta";
"Definições de Conta";
"Notificações";
faça "Page Down" (procure) até ver "Locais";
desmarque os dois quadrados.

SAÚDE!!!

MUITO IMPORTANTE PARA A SAÚDE

- Responda ao telefone do lado da orelha esquerda.
- Evite beber mais do que um café por dia.
- Não tome comprimidos com água gelada.
- Evite fazer refeições pesadas depois das 5 da tarde (17 horas).
- Reduza o consumo de comida com muita gordura.
- Beba mais água no período da manhã e menos à noite.
- Mantenha-se longe dos carregadores de telemóveis.
- Evite longos períodos de utilização de headphones ou de auriculares.
- O melhor período para dormir é das 22 horas às 6h da manhã.
- Não se deite logo a seguir à toma de medicamentos antes de dormir.
- Quando a bateria do telefone estiver muito fraca, evite responder às chamadas porque nesse período a irradiação é muito forte (mil vezes superior à habitual).

STING



I don't drink coffee I take tea my dear
I like my toast done on one side
And you can hear it in my accent when I talk
I'm an Englishman in New York

See me walking down Fifth Avenue
A walking cane here at my side
I take it everywhere I walk
I'm an Englishman in New York

I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York
I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York

If, "Manners maketh man" as someone said
Then he's the hero of the day
It takes a man to suffer ignorance and smile
Be yourself no matter what they say

I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York
I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York

Modesty, propriety can lead to notoriety
You could end up as the only one
Gentleness, sobriety are rare in this society
At night a candle's brighter than the sun

Takes more than combat gear to make a man
Takes more than a license for a gun
Confront your enemies, avoid them when you can
A gentleman will walk but never run

If, "Manners maketh man" as someone said
Then he's the hero of the day
It takes a man to suffer ignorance and smile
Be yourself no matter what they say

I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York
I'm an alien I'm a legal alien
I'm an Englishman in New York

R.E.M.





When your day is long and the night
The night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life
Well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries
and everybody hurts, sometimes ...
Sometimes everything is wrong,
Now it's time to sing along
When your day is night alone (hold on, hold on)
If you feel like letting go (hold on)
If you think you've had too much of this life
Well hang on

'Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hands, oh no
Don't throw your hands
If you feel like you're alone
no, no, no, you're not alone

If you're on your own in this life
The days and nights are long
When you think you've had too much
of this life, to hang on

Well everybody hurts,
sometimes, everybody cries,
And everybody hurts ...
sometimes
But everybody hurts sometimes
So hold on, hold on, hold on, hold on, hold on,
hold on, hold on, hold on, hold on, hold on

Everybody hurts
You're not alone
LINDOOO!!!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Progresso?!?

A FRASE DO ANO, PROFERIDA PELO PRÉMIO NOBEL DA MEDICINA
O oncologista brasileiro Drauzio Varella
"No mundo actual, investe-se cinco vezes mais em medicamentos para a virilidade masculina e silicones para as mulheres do que na cura do Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de mamas grandes e velhos com erecções, mas nenhum se recordará para que servem".

(E assim vai a decadente e decrépita sociedade actual, que olha apenas para o seu umbigo, desprezando as tristezas e misérias alheias.)

Comprar português - código 560


EM VEZ DE CARPIR, AJUDE!...
Estima-se que se cada português consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.
Divulgue, pode ser que acorde alguém.
Dê preferência aos produtos de fabrico Português. Se não sabe quais são, verifique no código de barras.
Todos os produtos produzidos em Portugal começam por 560...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

FADOS - Carlos Saura



FOI NA TRAVESSA DA PALHA
G. de Oliveira (Fado Britinho)

Foi na Travessa da Palha
Que o meu amante, um canalha
Fez sangrar meu coração
Trazendo ao lado outra amante
Vinha a gingar petulante
Em ar de provocação

Na taberna do Friagem
Entre muita fadistagem
Enfrentei-os sem rancor
Porque a mulher que trazia
Com certeza, não valia
Nem sombra do meu amor

P’ra ver quem tinha mais brio
Cantamos ao desafio
Eu e essa outra qualquer
Deixei-a a perder de vista
Mostrando ser mais fadista
Mostrando ser mais mulher

Foi uma cena vivida
De muitas da minha vida
Que não se esquecem depois
Só sei que de madrugada
Após a cena acabada
Voltamos para casa os dois

Roberta Flack - Killing me softly



Struming my pain with his fingers
Singing my life with his words
killing me softy with his song
killing me softly with his song
telling my whole life
with his words
killing me softly with his song

I heard he sang a good song
I heard he had a style
and so i came to see
and listen for a while

and there he was this younge boy
a stranger to my eyes
Struming my pain with his fingers
Singing my life with his words
killing me softy with his song
killing me softly with his song
telling my whole life
with his words
killing me softly with his song

I felt all flushed with fever
Embarrassed by the crowd
I felt he found my letter
and read eachone out loud
I prayed that he would finish
but he just kept right on
Struming my pain with his fingers
Singing my life with his words
killing me softy with his song
killing me softly with his song
telling my whole life
with his words
killing me softly with his song

he sang as if he knew me
In all my darkness fair
and then he looked right through me
as if i wasn't there
and he kept on singing
singing clear and strong
Struming my pain with his fingers
Singing my life with his words
killing me softy with his song
killing me softly with his song
telling my whole life
with his words
killing me softly with his song

ohhhhhhhhhhh oohhhhhhh...lalalal..ohhhh lalaaaaaaa

Struming my pain with his fingers
Singing my life with his words
killing me softy with his song
killing me softly with his song
telling my whole life
with his words
killing me (softly)

he was strumming my pain
yeah he was seing my life
killing me softly with his song
killing em softly with his song
telling my whole life with his words
killing me softly with his song

Franco Battiato - I

Franco Battiato - II

Centro di gravità permanente



Una vecchia bretone
con un cappello e un ombrello di carta di riso e canna di bambù.
Capitani coraggiosi
furbi contrabbandieri macedoni.
Gesuiti euclidei
vestiti come dei bonzi per entrare a corte degli imperatori
della dinastia dei Ming.

Cerco un centro di gravità permanente
che non mi faccia mai cambiare idea sulle cose sulla gente
avrei bisogno di...
Cerco un centro di gravità permanente
che non mi faccia mai cambiare idea sulle cose sulla gente
over and over again

Per le strade di Pechino erano giorni di maggio
tra noi si scherzava a raccogliere ortiche.
Non sopporto i cori russi
la musica finto rock la new wave italiana il free jazz punk inglese.
Neanche la nera africana.

Cerco un centro di gravità permanente
che non mi faccia mai cambiare idea sulle cose sulla gente
avrei bisogno di...
Cerco un centro di gravità permanente
che non mi faccia mai cambiare idea sulle cose sulla gente
over and over again...

You are a woman in love baby come into my life
baby i need your love
I want your love
over and over again.
La grande música italiana!!!

Lenda chinesa

Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra. Os temperamentos eram muito diferentes e Lin irritava-se com os hábitos e costumes da sogra, que criticava cada vez mais com insistência.
Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo. Mas Lin, não suportando por mais tempo a ideia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.
Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe:
- Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas.
Lin respondeu: "Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda. Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projecto de assassinar a sogra.
Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento,
obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.
Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca
se aborrecia. Durante esses meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de lidar com ela. As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha.
Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:
- Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela se transformou numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou.
Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça:
- Lin, não te preocupes, a tua sogra não mudou, quem mudou foste tu. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar.
Na China, há um provérbio que diz:
"A pessoa que ama os outros também será amada".
E os árabes têm outro provérbio:
"O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos".
As pessoas que mais dor de cabeça nos dão  hoje, poderão vir a ser as que mais nos darão alegrias no futuro. Invista nelas...cative-as, ouça-as, cruze o seu mundo com o mundo delas. Plante sementes. Não espere o resultado imediato...colha com paciência. Este é o único investimento que jamais se perde. Se as pessoas não ganharem, você, pelo menos, ganhará: Paz interior, experiência e consciência de que fez o melhor.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

AGUAVIVA - Poetas andaluces



Ah!!! os anos 60...

Patxi Andión y Mocedades - "Amor Primero"


Que saudade!!!

Se me ha dormido un sueño en el café
Vencido por el tiempo de nunca volver
La tarde en el colegio y un corazón
Clavado en el pupitre entre los dos.

Estas algo más rubia y así de pie
Pareces aún más alta de lo que pensé
Cuando tú eras la envidia y yo el por qué
Que tu padre decía te iba a perder

Quiero echar la vista atrás
Donde se encuentran
Mi plumier y mi compás
Y tus trenzas

Y volver a rebuscar por un solar
Yo mis ganas de pelear y yo el susto
Que me daba no verte más
A fin de curso.

Ay amor, amor primero
Y de segundo, tercero y cuarto
Ay amor, te quise tanto
Cuando el beso era amor
Y el amor tanto.

Amor desde el gimnasio a la excursión
Desde la geografía, amor sin control
Amor de tinta y tiza
Amor de portal
Amor de cada día y en cada lugar.

Amor que aun ahora guardo en la piel
La párbula caricia, el toque, temblor
Amor destino, amor de nunca volver.. .
Camarero, por favor, otro café.

Dónde están, donde se encuentran
Mi plumier y mi compás
Y tus trenzas

Y volver a rebuscar por un solar
Tú las ganas de pelear y tú el susto
Que me daba no verte más
A fin de curso.

PATXI ANDIÓN


Excelente!!!

domingo, 14 de novembro de 2010

D. Sebastião - "Um Velho no Restelo"

Eram pelas seis horas da madrugada daquele dia de Junho, neblina cálida e aurora tímida a esmorecerem a exuberância da seda das bandeiras e grimpas doiradas, adejando de leve no topo de cada uma das tendas do acampamento.
Espraiava-se o exército desde o Terreiro do Paço à Praia do Restelo e El-Rei gostava de visitá-lo em frequentes descidas do seu coche, passo apressado na evidência do excitamento que lhe ia pela alma.
Tinha assistido à missa na Sé, onde na véspera o cardeal D. Henrique, escondendo o enfado, benzera a bandeira real e o seu testamento, escrito pelo próprio punho.
Nesse dia esperava D. Sebastião que chegassem, pela tarde, vindos de Coimbra, o escudo e o montante de Afonso Henriques, com que tencionava engrandecer-se na peleja.
De coche aberto e de cabeça descoberta, acompanhado pelo valido D. Cristóvão de Távora e o aio D. Aleixo de Meneses, ia gabando com incomedida satisfação as galés reais da sua esquadra a encher o rio a perder de vista, de montante a jusante, e que nada desmereciam das naus venezianas e das urcas da esquadra italiana, comandada pelo irlandês Tomás Sternvile, feito marquês de Leinster pelo Papa Gregório XIII, assimagraciado por ter acedido a incorporar-se na expedição.
A força naval italiana encontrava-se ancorada em Cascais e receberia os três mil soldados angariados na Alemanha pelo escrivão da fazenda Sebastião da Costa.
Tudo isto e o aparato dos diversos terços enchia de satisfação o adolescente Rei que aqui parava, ali chegava, ali exultava em pleno gozo antecipado da vitória e na febril exaltação da missão divina de que se julgava iluminado e incumbido.
O orgulho cegava-o e nem as constantes escaramuças entre as indisciplinadas hostes de tropas, recrutadas à pressa, o alertavam para a desorganização de um exército sobre o qual pairava a iminência de um desastre, no parecer dos mais velhos e experimentados vassalos, que pela reticência demonstrada cedo foram afastados de conselho. D. João Mascarenhas, D. Luís de Ataíde, Martim Afonso de Sousa foram desaproveitados em favor da jovem nobreza, soberba e inconsciente como o próprio Rei que adulavam.
E se já iam as despesas para perto de um milhão de cruzados, não se contava o que corria no gasto dos jovens fidalgos que, mais vaidosos do que aguerridos, se empenhavam em encher os olhos do Rei pelo esplendor do equipamento. Sedas, brocados e veludos, rendilhas e alamares de prata e ouro, pedrarias finas nas dobras dos chapéus, sapatos e escarpins de damasco e de cetim, telizes e xairéis em veludo, esporas de prata esmaltada, gualdrapas, cilhões, atafaias, antolheiros dos palafréns e ginetes em guadamecim ornado a ouro e prata, fatos e ferragoulos dos criados em seda, tudo isso encantava o Rei, como eles convencidode que mais se tratava de um passeio vitorioso ao Magreb do que uma contenda de desgraça e de morte.
Tinha chegado o Rei ao Restelo. Ao longe, o mosteiro dos hieronimitas, começado há quase um século, ainda enfarpelado em andaimes, escondia a renda de pedra a perdurar em beleza a glória da viagem à Índia.
D. Sebastião apeou-se, e antes de se acercar da orla da praia onde na maré baixa alguns marinheiros procediam ao embarque de uma remessa de sacas de trigo, movido por súbita inspiração, dirigiu-se ao convento.
E na contemplação da obra genial ali esteve uns minutos recolhido; e quando no íntimo da alma lhe lampejava já a ambição de suplantar a obra do bisavô com um monumento mais grandioso a perpetuar a sua vitória de Marrocos, eis que da sombra de um andaime, vindo não se sabe de onde, talvez de um relento naquela quente noite de Junho, lhe surge a figura empenada de um velho, que mesmo vagabundo e coberto de trapos ousou dirigir-lhe a palavra:
- Senhor! Eu vos esperava! E pela vossa infinita bondade deixai ouvir este poema que vos escrevi de alma e coração...
Um primeiro movimento de receio e de repulsa foi dominado pelo instinto juvenil da curiosidade no espírito do Rei. Constatando ausência de perigo, com um movimento de mão fez quedar Cristóvão de Távora e Aleixo de Meneses que já acorriam, sempre respeitosamente distanciados de quinze passos.
E D. Sebastião deixou ler.
Mas naquela voz rouca não chegou a terminar a leitura dos versos.
Caindo sobre a figura do velho, encheu-o D. Sebastião de sopapos e bofetões e, já no chão, o corpo do velho rebolado na areia, ainda o crivou de pontapés furiosos mas controlados, não se lhe sujassem os borzeguins, enquanto vociferava para o aio que, ansioso já chegava:
- Maldito! Maldito! Levai este cão maldito à guarda e que nunca mais lhe paguem a tença!

No dis seguinte, João da Silveira, contra-mestre da galé Senhora da Saúde, ao ferir-se na mão esquerda quando passava um caixote de bolachas para as costas de um marujo, procurou, para estancar o sangue, um pedaço qualquer de pano na babugem da maré e ao engano pegou no manuscrito, cujas letras já se iam fanando pela água entranhada.
Mesmo assim conseguiu ler:

Tamanha empresa à vil terra profana
Se a vós vaticinei valer cantada
Já me falece agora desejada
Pois homem sou, só Deus nunca se engana.

Tomai conselho só de experimentados
Vos disse, Senhor, e ora vos pressago
Terrível sina que da musa indago
Serem os portugueses derrotados.

Uma só palavra vos irá perder
E fará morrer os bravos de quinhentos...
Sou agora o velho venerando!

Ironia da palavra: Ter! É ter!
Findará a saga dos descobrimentos
E Portugal só ficará chorando...!

Francisco Hipólito Raposo, UM CONTO POR UM REAL, Texto Editora

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Vida saudável!!!

20 conselhos de Harvard e Cambridge

As universidades de Harvard e Cambridge publicaram, recentemente, um manual com 20 conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e simples.
São:
1- Beber um copo de sumo de laranja, diariamente. Para aumentar o ferro e repor a vitamina C.
2 - Salpicar canela no café. Mantém baixo o colesterol, e estáveis os níveis de açúcar no sangue.
3- Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral, o qual tem quase 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro do que tem o pão branco.
4- Mastigar os vegetais por mais tempo. Aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos no corpo. Mastigar liberta sinigrina. E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor efeito preventivo têm.
5- Adoptar a regra dos 80%. Servir-se de menos 20% da comida evita transtornos gastrointestinais, prolonga a vida, e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.
6- O futuro está na laranja, reduz em 30% o risco de cancro de pulmão.
7- Fazer refeições coloridas como o arco-íris. Comer uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco, em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.
8- Comer pizza, mas escolha as de massa fininha. O Licopene, um antioxidante do tomate, pode inibir e ainda reverter o crescimento de tumores; e, ademais, é melhor absorvido pelo corpo quando o tomate está em molhos para massas ou para pizza.
9- Limpar a sua escova de dentes e trocá-la regularmente. As escovas podem espalhar gripes, resfriados e germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente, pelo menos quatro vezes por semana (aproveite o banho no chuveiro); sobretudo durante e após períodos de doença, devem ser mantidas separadas de outras escovas.
10- Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam a sua memória. Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, qualquer habilidade nova. Leia um livro e memorize parágrafos.
11 - Usar fio dental e não mastigar chicletes. Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arterosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos à sua idade biológica, porque remove as bactérias que atacam os dentes e o corpo.
12- Rir. Uma boa gargalhada é um 'mini-workout', um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o stresse, acorda células naturais de defesa e desperta os anticorpos.
13- Não descascar com antecipação. Os vegetais ou frutas, (sempre frescos), devem ser cortados e descascados no momento em que vão ser consumidos. Isto aumenta os níveis de nutrientes contra o cancro.
14- Ligar para os seus parentes/pais de vez em quando. Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afectivo com as pessoas de quem gostam, particularmente com a mãe, desenvolvem tensão alta, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã.
15- Desfrutar de uma chávena de chá. O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma chávena diariamente desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelitas também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques do coração.
16- Ter um animal de estimação. As pessoas que não têm animais domésticos, sofrem mais de stresse e vão mais ao médico, dizem os cientistas da Cambridge University. As mascotes fazem-nos sentir optimistas, relaxados, e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até com um peixinho dourado podemos obter um bom resultado.
17- Colocar tomate ou verdura frescas na sanduíche. Uma porção de tomate por dia, baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo os cientistas da Harvard Medical School.
18- Reorganizar o frigorífico. As verduras, em qualquer lugar do seu frigorífico perdem substâncias nutritivas. A luz artificial do equipamento destrói os flavonóides (que combatem o cancro) que todos os vegetais têm, por isso, é melhor usar a área reservada às verduras.
19- Comer como um passarinho. A semente de girassol e as sementes de sésamo, nas saladas, e cereais são nutrientes e antioxidantes. E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.
20- E, por último, uma súmula de pequenas dicas para alongar a vida:
- Comer chocolate. Duas barras por semana dão mais um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.
- Pensar positivamente. As pessoas optimistas podem viver até mais 12 anos que os pessimistas, as quais, além do mais, apanham gripes e resfriados mais facilmente.
- Ser sociável. As pessoas com fortes laços sociais, ou redes de amigos, têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias, ou que só têm contacto com a família.
- Conhecer-se a si mesmo. Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o "SER" sobre o "TER", têm 35% mais de probabilidade de viver mais tempo.

Castañuelas / palillos

Intermedio -  "La boda de Luís Alonso" de J Gimenez - Lucero Tena

Comportamento de risco, será?!?

Osso assassino - importante alerta médico.

NÃO PRENDA O TELEFONE NO OMBRO COM A CABEÇA!!!
O alerta vem dos consultores médicos do Jornal Britânico "Neurology". Está comprovado que é perigoso, e pode até ser fatal, conversar pelo telefone apoiando-o no ombro e firmando-o com a cabeça. Geralmente tende-se a fazer isso quando precisamos anotar o que interlocutor está a dizer. O caso relatado pela publicação científica refere-se a um psiquiatra francês que esteve uma hora com o telefone preso entre a cabeça e o ombro esquerdo. Quando desligou, sofreu de cegueira temporária e sentiu dificuldade em falar a que sobreveio um derrame cerebral.
MOTIVO: Um osso minúsculo, mas pontiagudo, sob a orelha esquerda e atrás do queixo, rompeu os vasos que levam o sangue até o cérebro. Esta ruptura dá-se porque a pessoa, sem sentir, vai pressionando cada vez mais a cabeça sobre o telefone e também, involuntariamente, vai levantando o ombro. Como é uma prática comum, principalmente nos escritórios, muitas vezes o problema afecta as pessoas com intensidade podendo causar problemas por acumulação.
Avise os seus colegas de trabalho, os seus amigos e demais pessoas do seu convívio para que:
EVITEM FALAR AO TELEFONE, PRENDENDO-O ENTRE A CABEÇA E O OMBRO!!!
Dr. Luís Carlos Calil
Prof. de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Cambridge

Realidade!!!

POBRES DOS NOSSOS RICOS

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
Mas ricos sem riqueza.
Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos "ricos".
Aquilo que têm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.
É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Necessitam de forças policiais à altura.
Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.
Necessitam de uma ordem social em que haja poucas razões para a criminalidade.
Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem ...

Mia Couto (adaptado)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

George Brassens

Georges Brassens nasceu a 22 de Outubro de 1921 em Sète, porto de pesca francês banhado pelo mar mediterrâneo, filho de Elvira Dagrossa e do seu segundo marido Jean-Louis Brassens. A mãe é de origem italiana e profundamente católica, enquanto o pai é um livre pensador anticlerical. Todavia esta família, que inclui um quarto membro, a meia-irmã Simone, filha do primeiro casamento da mãe de Brassens, tem um ponto em comum: todos apreciam a música e todos têm na memória numerosas canções que adoram entoar, seja Tino Rossi, Charles Trenet ou tantos outros artistas populares da época. Educado neste meio, Brassens interessa-se naturalmente pela música, mas também pela composição.
Apesar de ser um fraco aluno, consegue ser motivado pelo seu professor de literatura Alphonse Bonnafé. Este, ao ver alguns pequenos poemas do jovem Brassens (na altura com 15 anos), e apesar de os achar ainda de fraca qualidade, incentiva-o a estudar os clássicos e assim poder melhorar a qualidade do seu trabalho.
«Éramos uns rudes aos catorze, quinze anos e começamos a apreciar os poetas. Há que perceber o contraste. Graças a este professor pude aceder a algo de grande. Muito mais tarde, de cada vez que escrevia uma canção, perguntava-me a mim próprio: "será que agradaria a Bonnafé ?"»
Há uma característica que Brassens revela desde novo: aprecia funcionar em grupo e gosta de estar envolvido com os amigos. O seu primeiro grupo dessa época começa por fazer pequenos distúrbios pela vila para mais tarde ter um convivio de tipo diferente: passeiam-se pela praia e pelos bares da vila, discutem a canção e os filmes, organizam projecções de cinema privadas, e chegam mesmo a formar uma pequena orquestra em que Brassens toca banjo.
Mas este grupo seguiria caminhos menos ortodoxos: procurando realizar algum dinheiro para as suas actividades lúdicas, realiza pequenos furtos essencialmente aos seus próprios familiares e amigos. Após várias queixas dos visados a polícia descobre-os e leva-os a julgamento. Brassens fica detido juntamente com os seus amigos e na pequena vila de Sète é o escândalo e a vergonha para as famílias envolvidas. O grupo passa a ser mal visto e é ostensivamente rechaçado dos locais que frequentava.
Expulso do liceu, e após uma curta passagem pelo atelier de pedreiro de seu pai, Brassens viaja para Paris onde se instala, em Fevereiro de 1940, com 18 anos de idade, em casa da sua tia Antoinette onde encontra um piano que utiliza para a sua primeira aprendizagem em regime de autodidacta. Ao mesmo tempo começa a aprender uma profissão, vindo a conseguir trabalho numa fábrica de automóveis como operário especializado. Um dos amigos do seu grupo de Séte, Louis Bestiou, junta-se-lhe como colega na fábrica. Mas em Junho de 1940 no decurso da guerra a fábrica é bombardeada pelos alemães e fica totalmente inoperacional. Brassens e o seu amigo retornam às origens, mas poucos meses depois Brassens decide voltar a Paris à casa da sua tia onde tem acolhimento e alimentação. Agora já não quer trabalhar, pois o trabalho beneficiaria o ocupante alemão, mas nem por isso tem menos actividade: levanta-se de madrugada, vai para a biblioteca e deita-se com o pôr-do-sol. Dedica-se à leitura minuciosa dos grandes escritores: Baudelaire, Verlaine, Victor Hugo. Durante estes três anos em que desenvolve este estudo, adquire uma importante bagagem literária e chega mesmo a publicar, ainda que sem sucesso, uma recolha de poemas de autores diversos.
Em 1943 Brassens vê-se envolvido na guerra a que sempre tinha escapado: o governo francês decreta o STO (Serviço de Trabalho Obrigatório) para o qual convoca os jovens nascidos em 1920, 1921 e 1922. Brassens vai trabalhar para a fábrica de motores de aviões Bramo (Brandenburgischen Motorenwerken), fornecedora da Luftwaffe, localizada em Basdorf, na Alemanha. Aqui Brassens agrega um segundo grupo de amigos muitos dos quais se manteriam até bem depois da guerra.
Quando, após um ano de trabalho, consegue uma licença de 10 dias, Brassens desloca-se a Paris, mas não mais se apresenta ao trabalho, sendo acolhido e escondido da polícia de Vichy por um casal amigo da tia, Jeanne Le Bonniec e Marcel Planche, que habitavam numa pequena casa num beco da cidade, o Impasse de Florimont, com grandes carências das comodidades mais elementares: não havia sequer água quente e as casas de banho eram no terraço. Apesar disso a atmosfera é acolhedora e Jeanne assegura-se que Brassens esteja sempre bem alimentado e alojado. Ele ficará escondido 5 meses até ao fim da guerra, altura em que recupera o seu cartão da biblioteca permitindo-lhe retomar as leituras, ao mesmo tempo que vai compondo algumas canções e prosseguindo a escrita de poemas e de um romance que havia iniciado em Basdorf.
Em 1946 colabora com a revista anarquista Le libertaire. Esta colaboração, apesar de visar também a obtenção de alguma contrapartida monetária, tem algo a ver com as suas ideias, expressas também nas suas canções, em que se revolta contra uma certa hipocrisia social, e a favor dos sectores mais desfavorecidos da sociedade.
Em 1947 sai o seu primeiro romance La lune écoute aux portes em que vinha trabalhando desde o seu tempo de trabalho obrigatório na Alemanha, mas não obteve qualquer sucesso. Adquire a sua primeira guitarra à qual se dedica de forma exaustiva, e escreve nesta altura algumas canções que se tornariam famosas como Le Parapluie, La Chasse aux papillons, J'ai rendez-vous avec vous, Le Gorille (canção contra a pena de morte, proibida de passar nas rádios durante anos), tendo ainda musicado um poema de Aragon - Il n'y a pas d'amour heureux.
Este ano de 1947 é também aquele em encontrou a mulher que o acompanharia ao longo da vida: Joha Heiman, de origem estónia, que Brassens apelidaria de Püppchen ("bonequinha" em alemão), que, por comum acordo, nunca viria a partilhar o mesmo tecto que o cantor. «Püppchen não é a minha mulher, é a minha deusa"»
Incentivado pelos amigos e conhecidos começa em 1951 a actuar nalguns cabarés parisienses, mas sem qualquer sucesso. A sua presença em palco é muito apagada, ninguém se interessa pelos seus textos, e Brassens começa a desanimar.
Todavia em 1952 dois dos seus amigos de infância conseguem-lhe uma audição num dos cabarés mais em voga na época, o Chez Patachou dirigido pela cantora Henriette Ragon (apelidada de Patachou pelos jornalistas franceses, a propósito do nome do seu cabaré). Muito a custo Brassens lá vai à audição a 6 de Março sendo apreciado de imediato por Patachou que lhe proporciona uma actuação logo na noite do dia seguinte. Nessa actuação a cantora confirmou a sua primeira apreciação, tendo-o contratado de imediato. Mas Brassens prefere que seja mesmo Patachou a cantar as suas canções remetendo-se ao papel de autor-compositor em que se sente mais à-vontade, evitando o contacto com os palcos e o público. Esta, apesar de aceitar incluir algumas das suas canções no seu reportório, insiste em que ele é a pessoa ideal para cantar canções como Le Gorille, Corne d'Aurochs ou La Mauvaise réputation.
Apesar de todas estas hesitações e inseguranças, o caminho para o sucesso está aberto. Dezoito meses depois Brassens já é cabeça de cartaz no Bobino. Patachou apresenta-o a Jacques Canetti, (irmão de Elias Canetti, o prémio Nobel da literatura de 1981), ligado à editora de discos Polydor, e um dos homens mais influentes no meio musical francês. Não só Brassens actua no seu cabaré Les Trois Baudets, como grava alguns 78 rpm que viriam a ser publicados entretanto, apesar das dificuldades com as letras de algumas canções demasiado provocatórias para a sociedade da época. Estas reacções negativas de alguns acompanha-lo-iam ao longo de toda a sua carreira, mas nunca o fariam recuar na denúncia do que ele considerava serem os podres da sociedade.
«Penso que as ideias evoluem muito depressa. Penso que muita gente morre por ideias que - no momento em que morrem - já não têm cabimento. Por isso aconselho a pensar bem antes de morrer pelas ideias.»
Entretanto sai o seu segundo romance La tour des miracles, e, no início de 1954 canta no mais prestigiado music-hall parisiense, o Olympia, onde retorna poucos meses depois. Nesse mesmo ano sai uma recolha de textos chamada La mauvaise réputation. Brassens é reconhecido pelo seu domínio brilhante da língua francesa sendo-lhe atribuído nesse ano o grande prémio da Academia Charles Cros, pelo álbum "Le Parapluie". Iniciam-se as digressões pela Europa e África do Norte.
Em 1957 faz a sua primeira, e única, aparição nos écrans de cinema, com o papel (quase que nem se pode falar de um papel tal era a semelhança entre a personagem e Brassens) desempenhado no filme Porte des Lilas de René Clair baseado no romance de Fallet, La Grande Ceinture. Brassens comporá algumas das músicas da banda sonora deste filme. Desinteressado de tudo o que diz respeito à sua vida financeira nomeia o seu amigo Pierre Onténiente, companheiro de infortúnio em Basdorf, como seu secretário e agente, delegando-lhe a responsabilidade da gestão de toda a sua vida material e artística.
Na sua propriedade em Crespières, Brassens resolve finalmente, após 25 anos, deixar a casa de Jeanne e Marcel que havia adquirido para eles uns anos antes, tendo-se mudado em 1958 para uma propriedade que comprou em Crespières, chamada le moulin de la Bonde
A sua carreira continua de forma imparável, ainda que por vezes entrecortada por cólicas renais motivadas por cálculos nos rins. Ao longo da carreira teve que sair de cena algumas vezes motivado pelas dores que sofria. Em 1963 realiza uma primeira cirurgia aos rins. Em 1967 recebe o prémio de poesia da Académie française, uma reputada instituição dedicada à preservação da lingua francesa.
Em 1968 é novamente internado no hospital vítima de cólicas renais. Nesse mesmo ano morre a sua protectora e amiga Jeanne Le Bonniec com a idade de 77 anos.
Em 6 de Janeiro de 1969, por iniciativa da revista Rock & Folk e da rádio RTL, Georges Brassens participa numa entrevista histórica com dois outros gigantes da música francesa: Léo Ferré e Jacques Brel.
Em 1972, celebrando os seus 20 anos de actividade, é editada uma caixa com 11 álbuns acompanhada de um livro reunindo todos os seus textos e poemas.
No mesmo ano, Georges Brassens compra uma casa em Lézardrieux, na Bretanha, região que havia descoberto graças a Jeanne Planche originária de lá. Desloca-se frequentemente a esta terra de pescadores, que certamente lhe recordaria Sète onde havia passado a infância.
Os problemas de saúde prosseguem e a sua actividade faz-se ressentir disso. Em 1973 parte para a que seria a sua última digressão pela França e pela Bélgica. Nesse mesmo ano deu um concerto no Sherman Theatre da Universidade de Cardiff na Grã-Bretanha em 28 de Outubro, e que seria alvo de uma das raras gravações das suas actuações ao vivo, dando origem ao álbum Live in Great Britain. Em 1975, recebe das mãos do então presidente da Câmara Jacques Chirac o Grande Prémio do Disco de Paris.
Em 1980, muito doente, grava as suas últimas canções no álbum Les chansons de la jeunesse a favor da associação de beneficência Perce Neige, criada por Lino Ventura, a favor das crianças deficientes. Nesse álbum Brassens canta velhas canções francesas de Charles Trenet, Jean Boyer, Paul Misraki e dele próprio.
Em Novembro após um diagnóstico de cancro do intestino é novamente operado. Recusa a quimioterapia, vindo a falecer quase um ano depois, em 29 de Outubro de 1981, uma semana após completar 60 anos de idade, na pequena aldeia de Saint-Gely-du-Fesc, perto da sua terra natal de Sète, em casa do seu amigo e médico, Maurice Bousquet. Está sepultado no cemitério du Py, também chamado o "cemitério dos pobres".



Les gens qui voient de travers
Pensent que les bancs verts
Qu'on voit sur les trottoirs
Sont faits pour les impotents ou les ventripotents
Mais c'est une absurdité
Car à la vérité
Ils sont là c'est notoire
Pour accueillir quelque temps les amours débutants

Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques

Ils se tiennent par la main
Parlent du lendemain
Du papier bleu d'azur
Que revêtiront les murs de leur chambre à coucher
Ils se voient déjà doucement
Ell' cousant, lui fumant
Dans un bien-être sûr
Et choisissent les prénoms de leur premier bébé

Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques

Quand la saint' famill' machin
Croise sur son chemin
Deux de ces malappris
Ell' leur décoche hardiment des propos venimeux
N'empêch' que tout' la famille
Le pèr', la mèr', la fille
Le fils, le Saint Esprit
Voudrait bien de temps en temps pouvoir s'conduir' comme eux

Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques

Quand les mois auront passé
Quand seront apaisés
Leurs beaux rêves flambants
Quand leur ciel se couvrira de gros nuages lourds
Ils s'apercevront émus
Qu' c'est au hasard des rues
Sur un d'ces fameux bancs
Qu'ils ont vécu le meilleur morceau de leur amour

Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques

Sinais dos tempos

Aprendamos com uma funcionária da TAP!!!
'Destruamos' um ignorante, de forma original... É tão simples!... Vale a pena ler...

Uma funcionária da TAP, em Lisboa, deveria ganhar um prémio por ter sido esperta, divertida e ter atingido o seu objectivo, quando teve que lidar com um passageiro que o que merecia mesmo, era voar no porão da bagagem!
Um voo sobrelotado da TAP foi cancelado (por razões óbvias!). Uma única funcionária, atendia e tentava resolver o problema de uma longa fila de passageiros. De repente, um indivíduo irritado passou por toda a fila, atirou o bilhete para cima do balcão e disse:
- Eu tenho que ir neste voo, e tem que ser em Primeira Classe.
A funcionária respondeu:
- O Sr. desculpe, terei todo o prazer em ajudá-lo, mas tenho que atender estas pessoas primeiro, pois estão pacientemente na fila, há algum tempo. Quando chegar a sua vez, farei tudo para poder satisfazê-lo.
O passageiro, irredutível, disse bastante alto para que todos na fila ouvissem:
- Você por acaso, faz alguma ideia de quem eu sou?
Sem hesitar, a funcionária sorriu, pediu licença, pegou no microfone e anunciou:
- Atenção, atenção, por favor!!!
A sua voz ecoou por todo o terminal, e ela continuou:
- Encontra-se junto deste balcão, um passageiro que não sabe quem é, devendo estar perdido! Se alguém for parente, responsável pelo mesmo, ou puder ajudá-lo a descobrir a sua identidade solicitamos que compareça no balcão da TAP. Muito obrigada!
Com as pessoas atrás dele, rindo desalmadamente, o homem olhou furiosamente para a funcionária, rangeu os dentes e disse, gritando:
- Vou-te f****!!!
Sem pestanejar, ela sorriu e disse:
- Desculpe, meu caro senhor, mas, mesmo para isso, vai ter que esperar na fila.

Palavras para quê???

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

INTERNET

Europeus preferem a INTERNET aos jornais e revistas

Os europeus recorrem mais à Internet do que à imprensa para obter informação, embora a televisão e a rádio continuem a ser os media mais utilizados, revela um estudo da Associação Europeia de Publicidade Interactiva (EIAA) divulgado ontem. Enquanto 20 por cento dos entrevistados afirmaram utilizar a Internet para se manterem informados sobre a actualidade, apenas oito por cento responderam recorrer às revistas e onze por cento a jornais.
A televisão é o meio de comunicação escolhido por 33 por cento dos inquiridos e a rádio por 30 por cento. No entanto, mais de um terço dos cibernautas reduziu o tempo que dedica à televisão como consequência de uma maior utilização da Internet.
Ainda de acordo com o estudo divulgado pela EIAA, 61 por cento dos europeus visitam sítios noticiosos e 88 por cento utilizam o e-mail com regularidade.
O estudo demonstra ainda que o número de utilizadores de Internet tem vindo a aumentar. Quarenta e dois por cento admitem que se ligam diariamente e dez por cento dedicam mais de 25 horas por semana a navegar na Rede.
Para metade dos inquiridos a Internet é a sua fonte de informação preferida, com 70 por cento a defini-la como a melhor forma para encontrar “o que queres quando queres”, e 80 por cento a elegê-la como o meio onde melhor se aproveita o tempo que se lhe dedica. Um em cada três consumidores afirma mesmo que “não poderia viver sem Internet”.

domingo, 7 de novembro de 2010

THE BEATLES

The Beatles foi uma banda de rock britânica, formada em Liverpool em 1960 e um dos actos comercialmente mais bem-sucedidos e aclamados da história da música popular. A partir de 1962, o grupo era formado por John Lennon (guitarra rítmica e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal). Enraizada do skiffle e do rock and roll da década de 1950, a banda veio mais tarde a assumir diversos géneros que vão do folk-rock ao rock psicadélico, muitas vezes incorporando elementos da música clássica e outros em formas inovadoras e criativas. a sua crescente popularidade, que a imprensa britânica chamava de "Beatlemania", fez com que eles crescessem em sofisticação. Os Beatles vieram a ser percebidos como a encarnação de ideais progressistas e a sua influência se estendeu até as revoluções sociais e culturais da década de 1960.
Com a formação inicial de Lennon, McCartney, Harrison, Stuart Sutcliffe (baixo) e Pete Best (bateria), os Beatles construíram a sua reputação nos pubs de Liverpool e Hamburgo durante um período de três anos a partir de 1960. Sutcliffe deixou o grupo em 61, e Best foi substituído por Starr no ano seguinte. Abastecida de equipamentos profissionais moldados por Brian Epstein, que depois se ofereceu para gerenciar a banda, e com o seu potencial reforçado pela criatividade do produtor George Martin, os Beatles alcançaram um sucesso imediato no Reino Unido com o seu primeiro single "Love Me Do". Ganhando popularidade internacional a partir do ano seguinte, excursionaram extensivamente até 1966, quando se retiraram para trabalhar em estúdio até a sua dissolução definitiva em 1970. Cada músico então seguiu para uma carreira independente. McCartney e Starr continuam activos; Lennon foi baleado e morto em 1980, e Harrison morreu de câncer em 2001.
Durante os seus anos de estúdio, os Beatles produziram o que a crítica considera um dos seus melhores materiais, incluindo o albúm Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967), amplamente visto como uma obra-prima. Quatro décadas após a sua dissolução, a música do grupo continua a ser muito popular. Os Beatles tiveram mais álbuns em número 1 nos "hit-parades" britânicos do que qualquer outro acto musical. De acordo com a RIAA, eles venderam mais álbuns nos Estados Unidos do que qualquer outro artista. Em 2008, a Billboard divulgou uma lista dos top-selling de todos os tempos dos artistas Hot 100 para celebrar o cinquentenário dos "hit-parades" de singles dos EUA, e a banda permaneceu em primeiro lugar. Eles já foram honrados com 7 Grammy Awards, e 15 Ivor Novello Awards da BASCA. Já venderam mais de um bilhão de discos. Os Beatles foram colectivamente incluídos na compilação da revista Time das 100 pessoas mais importantes e influentes do século 20.



FABULOSOS ANOS 60!!!

The Rolling Stones

The Rolling Stones é uma banda de rock inglesa formada em 25 de maio de 1962, e que está entre as bandas mais antigas ainda em actividade. Ao lado dos Beatles, foram considerados a banda mais importante da chamada Invasão Britânica ocorrida nos anos 1960, que adicionou diversos artistas ingleses aos "hit-parades" norte americanos.
Formado por Brian Jones, Keith Richards, Mick Jagger, Bill Wyman e Charlie Watts, o grupo calcava a sua sonoridade no blues. Em mais de quarenta anos de carreira, hits como Wild Horses, (I Can't Get No) Satisfaction, Start Me Up, Sympathy For The Devil, Jumping Jack Flash, Miss You e Angie fizeram dos Stones uma das mais conhecidas bandas do rock mundial, levando-a a enfrentar todos os grandes clichês do género, desde recepções efusivas da crítica até problemas com drogas e conflito de egos, principalmente entre Jagger e Richards. Os Rolling Stones já venderam mais de 200 milhões de álbuns no mundo inteiro durante a sua, já longa, carreira.



Irreverência é preciso!!!

The Moody Blues

The Moody Blues era originalmente uma banda britânica de rhythm and blues; posteriormente eles tornaram-se conhecidos através da música psicadélica e do rock progressivo.
A banda foi formada em 1964 em Birmingham, Inglaterra, por Ray Thomas, Mike Pinder, Denny Lane, Graeme Edge e Clint Warwick. Depois de algumas mudanças na formação e alterações no estilo sonoro, os Moody Blues conseguiram alcançar sucesso com as suas apresentações bombásticas e um característico som orquestral.
A banda ainda existe, apesar do único integrante original a continuar com o Moody seja Graeme Edge.




Bons anos 60!!!

Procol Harum

Rock sinfónico
Procol Harum é uma banda britânica de rock progressivo formada no início dos anos 60. Eles são mais conhecidos por seu compacto "A Whiter Shade of Pale", número um nos "hit-parades" de sucesso ingleses.
Formada das cinzas de um grupo chamado "Paramounts" liderado por Gary Brooker e Robin Trower, a estreia ao vivo do Procol foi abrindo um concerto de Jimi Hendrix em 1967, o que levou a recém-lançanda "A Whiter Shade of Pale" ao topo dos "hit-paraders". Um LP e outros compactos se seguiram, mas sem alcançar o sucesso daquela primeira gravação.
Durante os anos 70 os Procol Harum permaneceram mais populares do que outras bandas de rock progressivo mais sofisticadas, como Emerson, Lake & Palmer. O grupo continuou apesar das diversas mudanças na formação, mas o declínio das vendas decretou o fim do Procol em 1977.
A banda reuniu-se em 1991 para o lançamento de Prodigal Stranger, que não obteve muita repercussão. Uma nova encarnação do Procol, liderada por Brooker, esteve na estrada em tournée pelos EUA durante os anos 90 do século passado.
O nome da banda foi escolhido pelo seu empresário, inspirado no nome do gato de um amigo seu. Traduzido do latim, significa algo como "através dessas coisas". O asteróide 14024 Procol Harum tem esse nome em homenagem à banda.
Recentemente, a justiça do Reino Unido concedeu ao tecladista da banda, Matthew Fisher, 40% da autoria de "A Whiter Shade of Pale". A alegação de Fisher para o pedido é o refrão e o solo de órgão da canção, os quais estão entre seus elementos mais distintivos. O juiz do caso disse que a contribuição do organista foi "substancial", embora não tão grande quanto a contribuição do cantor.





Conquistador your stallion stands
In need of company
And like some angel's haloed brow
You reek of purity
I see your armour-plated breast
Has long since lost it's sheen
And in your death mask face
There are no signs which can be seen
And though I hoped for something to find
I could see no maze to unwind

Conquistador a vulture sits
Upon your silver shield
And in your rusty scabbard now
The sand has taken seed
And though your jewel-encrusted blade
Has not been plundered still
The sea has washed across your face
And taken of it's fill
And though I hoped for something to find
I could see no maze to unwind

Conquistador there is no time
I must pay my respect
And though I came to jeer at you
I leave now with regret
And as the gloom begins to fall
I see there is no, only all
And though you came with sword held high
You did not conquer, only die
And though I hoped for something to find
I could see no maze to unwind

Amazing!!!

MADREDEUS

Os Madredeus são o grupo musical português de maior projecção mundial. A sua música combina influências da música tradicional portuguesa com a música erudita e com a música popular contemporânea, com destaque para a música popular brasileira (sobretudo a bossa nova).
A musicalidade do grupo sempre foi erroneamente referida como fado, gênero musical português mais conhecido internacionalmente, sobretudo pela imprensa fora de Portugal. O grupo nunca se descreveu desta forma, ainda que declarasse existir uma aproximação ao "espírito musical" do fado.
Nos seus vinte anos de carreira, os Madredeus lançaram 14 álbuns e estiveram em tournée em 41 países - incluindo a Coreia do Norte e um festival de música na Noruega, dentro do Círculo Polar Árctico.



A alma portuguesa!!!