sábado, 31 de dezembro de 2011

Rão Kyao - Fado bailado

André Sardet - "Roubo-te um beijo"



Eu hei de de ir à tua casa
Para me dizeres como é
E beber do teu amor
numa chávena de café
Vou rodar a tua saia
Ao dançarmos na varanda
Vou mostrar à vizinhança
Que não morre a minha esperança

Ah... Roubo-te um beijo
Depois de roubado é meu
Faço uma cena como vi lá no cinema
Nesse dia se tiver um beijo teu

Eu hei de ir à tua casa
E dizer tudo o que sinto
Vou dizer toda verdade
Desta vez juro não minto
Segredar no teu ouvido
O que tenho pra te dar
Envolver-te num abraço
Ver o dia madrugar

Ah... Roubo-te um beijo
Depois de roubado é meu
Faço uma cena como vi lá no cinema
Nesse dia se tiver um beijo teu

Todo o beijo que é roubado
Tem 1000 anos de perdão
Mas só se for guardado junto ao coração

Ah... Roubo-te um beijo
Depois de roubado é meu
Faço uma cena como vi lá no cinema
Nesse dia se tiver um beijo teu

Per7ume - "Intervalo"



Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para à conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Vida à média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Não me deixes já
A história que não terminou
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

André Sardet - "Foi feitiço"



Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite
me guia de dia e seduz

Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
ter o céu como fundo
ir ao fim do mundo e voltar

Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço
O que é que me deu
para gostar tanto assim de alguém
como tu

Eu gostava que olhasses para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo
Um olhar em segredo
só para eu te abraçar

Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço
O que é que me deu
para gostar tanto assim de alguém
como tu

O primeiro impulso é sempre mais justo
É mais verdadeiro
E o primeiro susto
Dá voltas e voltas
Na volta redonda de um beijo profundo


Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço
O que é que me deu
para gostar tanto assim de alguém
como tu

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2012



A todos aqueles que gostam de dormir, mas que se levantam sempre de bom humor. 
Aos que se saúdam com um beijo.
Aos que trabalham muito e se divertem mais ainda.
Aos que conduzem com pressa, mas não buzinam nos semáforos. 
Aos que chegam atrasados, mas não inventam desculpas. 
Aos que apagam a televisão para uma boa cavaqueira. 
Aos que são duplamente felizes, fazendo só metade. 
Aos que se levantam cedo para ajudarem um Amigo. 
Aos que vivem com o entusiasmo de uma criança e a sabedoria
de um adulto. 

Aos que vêem tudo preto só quando está tudo escuro
Aos que não esperam pelo Natal para serem melhores - Homens e Mulheres - 
A todos 
UM FELIZ  ANO NOVO!!! 
Que os Vossos Sonhos se concretizem todinhosssssssssssssssssssssss.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Romeu e Julieta

Companhia Nacional de Bailado
ROMEU e JULEITA - William Shakespeare
Teatro Nacional de S. Carlos - Dezº. 2011
I ACTO
Cena 1 - Mercado
É madrugada em Verona. Romeu, filho de Lord Montéquio, declara o seu amor a Rosalinda. Com o nascer do dia, a praça do mercado enche-se de gente. Subitamente inicia-se uma rixa entre membros das famílias rivais - Capuletos e Montéquios. Entra o Duque de Verona que os adverte para o facto de que, se o conflito continuar, ele deverá puni-los em último caso, com a morte. Relutantes, os contrincantes fazem as pazes.
Cena 2 - Jardim de Julieta
Julieta recebe o primeiro vestido de baile. Irá conhecer o Duque Páris, de quem deverá ficar noiva.
Cena 3 - Casa dos Capuletos
Os Capuletos organizam um grande baile. Chegam os convidados, entre os quais Rosalinda. Romeu, Benvólio e Mercúcio, mascarados, seguem-na e entram.
Cena 4 - Baile
Julieta dança com Páris, mas assim que o seu olhar se encontra com o de Romeu, o amor nasce à primeira vista. Tibaldo, primo de Julieta, suspeitando da verdadeira identidade de Romeu, tenta separá-los, mas o pai de Julieta impede-o, obedecendo às leis da hospitalidade.
Cena 5 - Varanda do quarto de Julieta
Na varanda do seu quarto Julieta sonha com Romeu. Este aparece no jardim, encoberto pela noite, e juntos declaram amor eterno.

II ACTO
Cena 1 - Mercado
Na praça do mercado assiste-se a uma grande festa de carnaval. Romeu mostra pouca vontade de se juntar aos festejos. A ama de Julieta encontra-o e dá-lhe uma carta, onde Julieta lhe pede que vá ao seu encontro, no jardim de Frei Lourenço.
Cena 2 - Jardim de Frei Lourenço
Os dois amantes encontram-se e, prerante a sua insistência, Frei Lourenço casa-os em segredo.
Cena 3 - Mercado
No auge dos festejos de carnaval, Romeu regressa à praça do mercado. Tibaldo desafia-o, mas Romeu recusa-se a lutar. Mercúcio, irado, inicia um duelo com Tibaldo e ferido por este, morre. Em desespero, Romeu vinga a morte do seu amigo, matando Tibaldo.

III ACTO
Cena 1 - Quarto de Julieta
Os amantes acordam com o nascer do sol. Romeu deixa Julieta e abandona Verona sob sentença de exílio. Lord e Lady Capuleto entram com Páris, mas Julieta rejeita-o.
Cena 2 - Jardim de Frei Lourenço
Em desespero Julieta procura Frei Lourenço e este dá-lhe uma poção que a deixará num estado de morte aparente. Frei Lourenço diz-lhe também, que Romeu irá ao seu encontro no túmulo de família e então poderão fugir juntos de Verona.
Cena 3 - Quarto de Julieta
Julieta aceita casar com Páris. Assim que se encontra de novo a sós, toma a poção e é mais tarde encontrada, supostamente morta, pela sua família e amigos.
Cena 4 - Jazigo da família Capuleto
Romeu, que nunca chegou a receber a mensagem de Frei Lourenço a explicar o plano, acredita que Julieta está morta. Dirige-se ao jazigo dos Capuletos, encontra Páris amargurado e mata-o. Após um último abraço à sua amada, Romeu crava o seu punhal no coração. Julieta acorda e vê o seu amado morto. Incapaz de suportar a vida sem ele, suicida-se.
Intérpretes:
Julieta - Filipa Castro
Romeu - Alen Bottaini
Mercúcio - Carlos Pinillos
Tibaldo - Tom Colin
Benvólio - Maxim Clefos
Paris - Freek Damen
Ama - Fátima Brito
Lord Capuleto - Armando Maciel
Lady Capuleto - Elsa Madeira
Lord Montéquio - José Carlos Oliveira
Lady Montéquio - Catarina Lourenço
Duque de Verona - Brent Williamson
Frei Lourenço - Brent Williamson


Ficha técnica:
Argumento: John Cranko, segundo William Shakespeare
Música: Serguei Prokofiev
Coreografia: John Cranko
Cenografia: João Mendes Ribeiro
Figurinos e adereços: António Largo
Imagens: Daniel Blaufuks
Desenho de luz: Cristina Piedade
Direcção musical: Joana Carneiro - Orquestra Sinfónica Portuguesa

Espectáculo magnífico a nível da interpretação, da coreografia, da cenografia e da direcção musical, onde os opostos  e os mal-entendidos se cruzam (amor / ódio; violência / inocência; alegria / tristeza). O ódio visceral entre as duas famílias - Capuletos e Montéquios, gera violência e leva ao desenlace final trágico, a morte dos dois amantes.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Lições da vida

Lição Nº. 1 - Gestão do Conhecimento
Um homem entra na casa de banho enquanto a sua mulher acaba de sair dele e se enxuga. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender, a mulher desiste, enrola-se na toalha e desce as escadas. Quando abre a porta, vê o vizinho Bob na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Bob diz:
- Dou-lhe 800 € se deixar cair essa toalha.
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Bob, então, entrega-lhe os 800 € prometidos e vai-se embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher enrola-se novamente na toalha e volta para o quarto. Quando entra no quarto, o marido grita do chuveiro: 
- Quem era? 
- Era o Bob, o vizinho da casa ao lado - diz ela. 
- Óptimo! Deu-te os 800 € que me estava a dever? 
Moral da históriaSe compartilhares informações a tempo podes evitar exposições desnecessárias!!!

Lição Nº. 2 - Chefia e Liderança
Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um génio. O génio diz:
- Só posso conceder três desejos, por isso, concederei um a cada um de vós.
- Eu primeiro, eu primeiro - grita um dos funcionários - Queria estar nas Bahamas a pilotar um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida! Puf! E lá se foi.
O outro funcionário apressa-se a fazer o seu pedido:
- Quero estar no Havaí com o amor da minha vida e um provimento interminável de pinas coladas! Puf e lá se foi.
- Agora você - diz o génio para o gerente. - Quero que aqueles dois voltem ao escritório logo depois do almoço - diz o gerente.
Moral da HistóriaDeixa sempre o teu chefe falar primeiro.

Lição Nº. 3 - Zona de Conforto
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
- Posso sentar-me como tu e não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
- Claro, por que não?
O coelho senta-se no chão, debaixo da árvore e relaxa. De repente, uma raposa aparece e come o coelho.
Moral da HistóriaPara ficares sentado sem fazeres nada deves estar sentado bem no alto.

Lição Nº. 4 - Motivação
Em África, todas as manhãs, uma gazela ao acordar, sabe que deve conseguir correr mais do que o leão se se quiser manter viva. Todas as manhãs, o leão acorda e sabe que deverá correr mais do que a gazela se não quiser morrer de fome.
Moral da HistóriaPouco importa se és gazela ou leão, quando o sol nascer deves começar a correr.

Lição Nº. 5 - Criatividade
Um fazendeiro resolve colher alguns frutos da sua propriedade. Pega num balde vazio e segue para o pomar. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram as suas terras. Ao aproximar-se lentamente, observa várias raparigas nuas banhando-se na lagoa. Quando elas se apercebem da sua presença, nadam até à parte mais profunda da lagoa e gritam: - Nós não vamos sair daqui enquanto não se for embora.
O fazendeiro responde:
- Não vim aqui para vos espreitar, só vim dar de comer aos jacarés!
Moral da HistóriaÉ a criatividade que faz a diferença na hora de atingirmos os nossos objectivos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Humanidade!!!

"O Homem perde a saúde para juntar dinheiro, depois perde o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensar ansiosamente no futuro, esquece-se do presente de forma que acaba por não viver nem o presente, nem o futuro.
E vive como se nunca fosse morrer... e morre como se nunca tivesse vivido."
  -Dalai Lama-

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sexagenários!?!

Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade, os "sexalescentes": é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.
Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a actividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.
Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em reformar-se. E os que já se reformaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Disfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, falhanços e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar...
Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e activas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.
Esta mulher "sexalescente "sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e reflectiu sobre o que na realidade queria.
Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis : reconheçamos que não foi fácil, e no entanto continuam a fazê-lo todos os dias.
Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.
Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos, mandam "e-mails" com as suas notícias, ideias e vivências.
De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
Ao contrário dos jovens, os "sexalescentes" conhecem e pesam todos os riscos.
Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflecte, toma nota, e parte para outra...
Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...
Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século XXI...

Texto a circular na "net", da autoria de um tal Fernando Saraiva.
BRAVO!!!